Povos minoritários. Ovelhas sem pastor
Você sabia que no Brasil há cerca de um milhão e meio de ciganos e que entre eles existem somente 19 missionários dedicados a tempo integral? Sabia que no Amazonas existem 10 mil comunidades ribeirinhas sem exposição ao evangelho? Esses e outros dados foram enfatizados no painel Povos Minoritários, que aconteceu na tarde desta quinta-feira, 26, no CBM 2017.
Povos minoritários é a designação para segmentos da população brasileira pouco ou ainda não evangelizados. No Brasil há oito segmentos reconhecidamente menos evangelizados, sendo sete socioculturais e um socioeconômico. No painel, cinco desses segmentos foram abordados por representantes de organizações que atuam entre os respectivos grupos: Márcio Garcia, ribeirinhos; Igor Shimura, ciganos; Cleo Macuxi, indígenas; Alisson Medeiros, quilombolas, e Sérgio Ribeiro, sertanejos. Cada painelista expôs os principais dados e desafios de cada segmento.
Durante o painel, foi destacada a importância da criação de alianças que congreguem diferentes organizações, agências e denominações atuantes entre os povos minoritários. Essas redes maximizam o potencial das organizações missionárias e otimizam os recursos para que o evangelho chegue cada vez mais rápido e ao maior número possível de pessoas.
O mediador do painel, Paulo Feminam, lembrou da instrução de Jesus aos seus discípulos para que "orassem pedindo mais obreiros para ceara". Com uma oração em libras, o pastor da Igreja Batista em Campinas, Nelson Cremonese, encerrou o painel, representando o segmento dos surdos como um dos povos minoritários.
Veja alguns dados:
- 9 organizações desenvolvem projetos missionários entre os ciganos.
- Há 27 igrejas ciganas no Brasil.
- Há 10 mil comunidades ribeirinhas sem exposição ao evangelho.
- Há 3.010 comunidades quilombolas certificadas pelo Estado, mas o número total pode chegar a 5 mil comunidades.
- As regiões nordeste e centro-oeste concentram o maior número de ciganos do Brasil.
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Foto: Daniel Figueredo
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