Marcelo Gualberto - A Verdade está valendo menos
Uma das marcas do tempo presente é a "verdade relativa", ou seja, cada um tem a sua verdade. A "cor da moda é o cinza", que indica falta de absolutos.
Nas igrejas, muitos dos absolutos da Palavra de Deus já estão sendo questionados, se não no discurso mas na prática do dia a dia.
Na maior parte do mundo "livros santos" são defendidos mas não praticados. A Palavra perdeu sua validade e se tornou plural. Em tempos assim, precisamos relembrar que:
1- Jesus era mais que verdadeiro. Ele era (e é) a Verdade.
2- A pregação da Verdade deve ocupar a parte central dos nossos cultos.
3- As letras das músicas cantadas nos cultos precisam ser analisadas de forma atenta e criteriosa. Muitas estão repletas de inverdades.
4- De igual maneira, o conteúdo das mensagens pregadas precisa ser analisado.
5- Os mensageiros (pregadores, pastores, missionários) precisam de melhor preparo acadêmico/teológico. (Vejam, por exemplo, as afirmações do Pastor Marcos Feliciano sobre a morte dos Mamonas e de Lenon)
Preocupa-me a idéia presente de que basta ao pregador um chamado. Chamado e vocação são essenciais. Contudo, isso não exclui um tempo de preparo.
6- Nós, os pregadores, precisamos ter tanto temor diante da Verdade que não podemos pregar sobre aquilo que não sabemos.
7- Esta prática no louvor comunitário de "mini pregações" entre uma música e outra, a partir de experiências pessoais e baseadas na letra da próxima música a ser cantada, é perigosa e precisa ser repensada. Já presenciei muitas, mas muitas mesmo, inverdades sendo apresentadas como se verdades fossem e recebendo aplausos de uma massa acrítica de pessoas desejosas de seguir a Cristo. A impressão que fica é que, no final, o importante é ter a "casa cheia", mesmo que para isso seja preciso conviver com meias verdades e até mentiras.
Que o Senhor me ajude!
Marcelo Gualberto
é presidente da Mocidade para Cristo do Brasil
e pastor Presbiteriano


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