Raquel Eliana - Quando é que Feliciano vai começar a trabalhar?
Este artigo poderia ser intitulado como umas daquelas “cartas abertas”, mas o objetivo é apenas a reflexão de uma eleitora. Tendo dito isto, começo com a afirmação de que o tempo passa rápido.
O tempo passa rápido também para o deputado Marco Feliciano que terminará o seu mandato no final de 2014 (se não se candidatar para presidência do Brasil ou outro cargo como já ouvimos). E até hoje estou esperando o dia em que ele vai começar a trabalhar. Sim, foi isso que você ouviu. Por enquanto seu mandato consiste em liderar algumas sessões e permanecer na mídia em cima da disputa com a parcela homossexual da sociedade e por outros temas religiosos. E repare que a mídia adora propagar isso.
Veja bem, não sou a favor de protestos dentro de igreja e com certeza temos assistido declarações e manifestações infelizes por parte de ativistas do movimento LGBT. Entretanto, este não é o cerne da questão e não caracteriza uma chamada Guerra contra a Igreja de Deus. O que está acontecendo não é Perseguição. E ser perseguido por pregar o Evangelho (Eu sei o que é isto), é algo muito diferente do que estamos assistindo no Brasil. Chega a ser um desrespeito contra a Igreja Perseguida.
Aqui no Brasil o que estamos vendo é uma guerra midiática. Uma plataforma de projeção para Feliciano e seus outros senhores. Interessante notar que a maioria dos militantes desta guerra permanece por trás das leds dos seus computadores, imaginando e promovendo um cenário apocalíptico onde veremos o catastrófico fim da Igreja. Só assim estes são muito valentes, suas mãos, contudo, estão vazias e fora do alcance da Missão.
No entanto, esta guerra já começa e dar sinais de falência e esta fase vai passar. Feliciano, que se autodenomina o primeiro pastor a fazer obra missionária da África, o político mais famoso do Brasil (pobre Ulysses Guimarães) e o que se fortalece a cada dia (ele que disse), é presidente da Comissão de Direitos Humanos, empresário, pregador por altos cachês e propagador de uma teologia barata. Desconhece-se um empenho significante de sua parte por pequenos ou grandes projetos que envolvam os necessitados do nosso país. Por exemplo, temos no Brasil: 18,724 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza, 20 milhões de idosos e milhões de crianças em situação de risco. Temos necessidades de construção de orfanatos, casa de idosos e milhares de projetos que apoiem a causa das minorias ou dos direitos humanos em geral. Feliciano porém, não está fazendo nada (nada de forma significativa e acordada à sua posição e influência). Em época de julgamento de mensalão, ele podia ao menos levantar uma voz ativa contra a corrupção no Brasil. Mas que nada… Com todo o respeito aos que enxergam de forma diferente minha pergunta é: Quando é que Feliciano vai começar a trabalhar? E a igreja? Porque há mais interesse nas questões LGBT do que na luta contra a corrupção e contra as injustiças sócias? Já pensou se a igreja se levantasse em amor para mudar o Brasil? Por esta razão, a Igreja Brasileira cresce e o Brasil piora. Entendo que esta “guerra midiática” tem sido uma grande estratégia do inimigo para distrair a igreja e proporcionar poder para alguns. Isto sim é que é perigoso.
No mais, se as predições para tempos ruins se confirmarem, com certeza não será por causa do movimento LGBT, mas de um poder “maior” que opera no mundo: o poder do maligno. E esta força só é vencida pelo amor e pelo discipulado das novas gerações na Palavra.
Deus não se deixa escarnecer. O que Ele falou, Ele fará:
“… sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mateus 16. 18b
Gospel MAIS
Raquel Elana, missionária da Junta Administrativa de Missões da Convenção Batista Nacional. Formada em Teologia, Pós Graduação em Jornalismo Político/ (Jornalista – MTb 15.280/MG) e Ministérios Criativos pelo IBIOL de Londres, é autora de 3 livros, entre eles: Anjos no Deserto - uma coletânea de testemunhos dos seus quase 10 anos de trabalho no Oriente Médio. Desde o ano passado está envolvida com o trabalho de atendimento aos refugiados da guerra civil da Síria.



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