O Dom da poesia se foi, o DOMinguinhos...
Velha Sanfona
à Dominguinhos
Saudade é meio assim,
um ermo desejo,
um eterno estar,
adoçado beijo,
fel de amargar.
A última nota
de adeus à melodia
do velho sanfoneiro,
pranteia poesia.
É sempre sede,
rio que seca,
amor que não sacia,
Beija-flor que pousa,
Sabiá que silencia.
E os velhos cantadores,
não ouvem mais o som
do velho sanfoneiro,
foi-se embora
e a sanfona só ficou.
Ai, que saudades de tu
meu desejo
e era uma terça,
mas o gosto sentido
tem sabor de Domingos...
Gladir Cabral
"O Brasil está infinitamente mais pobre hoje!
O som da sanfona de Dominguinhos, a luz de sua simpatia e a grandeza de sua humildade e a singeleza de seu sorriso nos deixaram!
Me sinto órfão quando alguém como ele se vai, porque sua Música, eterna, incomparável, doce, refinada e repleta de bom gosto, ainda ficará ecoando dentro do meu coração pelo resto de minha vida como um grito de saudade!"
João Alexandre
"O artista em estado bruto e cru de emoção.
Salve Dominguinhos.
Obrigado pela inspiração."
Jorge Camargo
"Harmonia, habilidade, poesia e carisma inigualável.
Garanhuns perdeu seu ilustre filho, Dominguinhos."
Marcos - Sal da Terra
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