NÃO SE PODE VENDER A GRAÇA DE DEUS

Presidente da ANLE fala sobre o crescimento do mercado evangélico
O presidente da Associação Nacional de Livreiros Evangélicos, Wilson Pereira Júnior, destacou nesta semana a importância das feiras de negócios cristãs no Brasil para a difusão do evangelho. O assunto foi discutido durante uma entrevista realizada para a próxima edição da Revista Consumidor Cristão, prevista para o mês de dezembro.
De acordo com Wilson Pereira Junior, o crescimento de eventos deste tipo no país reflete na expansão do segmento evangélico, impulsionado pela procura de produtos pelas pessoas que fazem parte do segmento: “Esse crescimento é excelente, pois reforça também o crescente aumento de fiéis que contribuem para a construção de uma sociedade alicerçada nas premissas do Evangelho”.
A ANLE participou neste ano da 12ª edição da EXPOCRISTÃ, realizada no Anhembi, em São Paulo. A última edição do evento trouxe como novidade o “Congresso 7 Dias de Livreiros para Livreiros”, que reuniu pastores, livreiros, distribuidores e a indústria com a proposta de atender o mercado.
Por meio da parceria entre EXPOCRISTÃ e ANLE ao longo dos anos, o presidente da associação ressaltou que é testemunha de que muitos negócios do meio cristão começaram com visitas à EXPOCRISTÃ: “Eram associados que visitaram a expo para entender o mercado. Dentro da área de negócios cristãos, o evento é o que mantém o compromisso com a fé e, por isso, se tornou um marco dentro do segmento com mais de uma década de existência”.
Por fim, o presidente da ANLE destacou que o crescimento do mercado é louvável e que a principal atenção a este cenário deve se dar sempre visando alinhar as propostas do evento com os princípios da Igreja: “O interesse do mercado secular é prova de como os produtos evangélicos vem ganhando força na comparação com outros segmentos. Entretanto, é preciso ter em mente que o evento não pode ser só negócio, dinheiro e lucro, é preciso que ele contribua para o crescimento da evangelização. Mercantilizar a espiritualidade é um problema enorme e um erro muito grande, pois é querer vender o que não pode ser vendido – a graça de Deus”, finaliza.

Creio

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