Música, Divina Música - II

Sérgio Pimenta - VPC
Anteriormente, iniciamos recordando a influência recebida pelos colonizadores ingleses e americanos incorporando o “jeito de ser” deles, inclusive na música, o que tínhamos como “sacro” aqui era popular lá.


Vemos que Lutero “O Reformador” também usou a música popular de sua época e de sua realidade sociocultural para comunicar os valores da Reforma e do Evangelho declarando: “Não é justo que o diabo guarde pra si todas as melodias bonitas”, com esse raciocínio, pôs letras evangélicas em melodias populares.
Homens e mulheres que foram usados por Deus para resgatar a visão correta de adoração (João 4) buscando alternativas, - música, artes plásticas, poesia, dança, artesanato, artes cênicas, que traduziam para o mundo a capacidade do homem brasileiro e sua criatividade em transmitir e expressar essa adoração, isso desde 1978 através do “chorinho”, a bossa nova, samba canção, com letras bíblicas e em 1980 o rock, baião, new wave, reggae, funk, hip hop, frevo, ciranda, etc.
Citamos alguns dos principais grupos e cantores cristãos brasileiros que mais marcaram na história em cada década.
Dos pioneiros que repercutiram estes ministérios na nossa região, incluíndo ritmos nordestinos como o samba reggae da Bahia, e maracatu, coco de roda, etc.
João Alexandre

Não só a chamada Música Popular Cristã se desenvolveu, mas também o estilo clássico, a seresta, o folk, ...
Assim ao seu tempo e estilo servos compositores, músicos, instrumentistas, arranjadores, juntos com técnicos de som deixaram-se usar por Deus para expressar um louvor contextualizado com nossa época e cultura.

É bom frisar que o que conquistamos hoje foi a custo da visão, resistência, perseverança e coragem de vários irmãos que permaneceram firmes mesmo enfrentando oposição de líderes míopes e arcaicos.

Encontro de Gerações, Armando
Filho com os meninos do
Ex-Getsêmani e Ex-Nabhi
Muitos se perderam ao longo do caminho, outros sobreviveram as “guilhotinas” (disciplina, expulsão, humilhação, exclusão, incompreensão, ...).
A Graça de Deus é suficiente se não para apagar da memória esse passado triste, mas para superar e tratar feridas cobrindo-nos com seu perdão reconciliador.

Haja tempo para sarar...

Embaixadores de Sião, o Pioneiro no
Nordeste no Pop Cristão



Outros Espinhos
Se nem tudo são flores (a riqueza e legado de qualidade musical, produções de excelente qualidade técnica, basta ver as boas escolas de músicos que dispomos na cidade, os respeitados músicos e compositores, grupos, cantores e corais de louvor e adoração), não poderíamos deixar de registrar também as más influencias, fruto do modismo e de uma cultura cada vez mais consumista, idólatra (que endeusa o capital), que busca popularidade (pop star), multidões, palco, luz som ensurdecedor, letras poucos criativas e pobres de poesia, “vãs repetições”.
Um avanço inquestionável veio através do surgimento de novas mídias (como as gravadoras e emissoras de rádio evangélicas) mas de também retrocesso musical, falta de zelo com os arranjos...
“Se o povo compra muito, se vende... Tá resolvido”.
Veio também os templos pomposos.
Na entrevista com o Pr. Paulo César (Grupo Logos) publicada na Presentia há exatamente 7 anos atrás, ele afirmava ”A igreja vive em função de patrimônio, de presença física, de templos bonitos e coisas que se Jesus chegasse hoje ele diria: gente, nós estamos voltando pra templos de novo? Voltando para uma visão onde Deus não habita?”
É preciso trabalhar mais a questão profissional e técnica sem disassociar do caráter e da ética cristã.
Grupo ELO, depois Logos
O ardor missionário e não o proselitismo.
Voltar a fazer discípulos de Cristo e não adoradores de Mamom.
Hoje, como no meio secular, homens e mulheres de Deus que atuam na música estão fora do chamado circuito gospel, caminham no mercado alternativo livres da tirania e ambição dos donos do lucrativo mercado “evangélico”.

Que o Senhor nos ajude a ter mais discernimento sobre tudo isso.
Caminhemos!

Presentia on line - Paulo Nailson

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