Escutei com atenção os pronunciamentos da Dilma e do Serra após o resultado das urnas. Ambos dedicaram parágrafos de agradecimentos. Aí deu de tudo: ao povo brasileiro, às mulheres, à militância, à sogra, ao papagaio, ao periquito… mas… um pequeno detalhe… um pequeno esquecimento. Nenhum dos dois aguerridos “estadistas” se lembrou de agradecer a Deus…
Ao que parece a fase de fervor passou, não se precisa mais de pesquisas qualitativas para medir o humor dos religiosos. A reação dos secularistas tem sido violenta, impiedosa, da tentativa de ridicularizar à desqualificação da variável religiosa, passando pelo “perigo” dos religiosos deixarem o subjetivo e o isolamento dos templos e trazerem valores e ideais para o espaço público. O discurso pretensamente laicista (mas de fato secularista) está forte na boca de jornalistas e cientistas sociais.
A Dilma ainda se comprometeu com a “liberdade religiosa” e considerou como parceira na construção do Brasil, dentre outras instituições, “as igrejas”. Menos mal.
Creio que todos nós cristãos, particularmente os evangélicos, temos que abrir uma discussão séria, franca e honesta sobre os próximos passos de afirmação de um sadio laicismo (sem tentações teocráticas) e de um combate aos riscos do secularismo, porém com honestidade e sem reducionismos, maniqueísmos ou delírios paranóicos.
A coisa é séria, não podemos fazer de conta que a ameaça não existe, mas uma resposta eficaz passa por nossa unidade de ação, e de uma articulação intelectual que imponha respeito, dentro do marco maior do exercício responsável da cidadania e do compromisso com os valores do Reino na História.
No meu caso, e de alguns outros irmãos, estaremos priorizando essa agenda. Aceitamos sugestões e pedimos orações.
A nossa Democracia vem sobrevivendo às suas imperfeições… e às nossas.
Robinson Cavalcanti
Ao que parece a fase de fervor passou, não se precisa mais de pesquisas qualitativas para medir o humor dos religiosos. A reação dos secularistas tem sido violenta, impiedosa, da tentativa de ridicularizar à desqualificação da variável religiosa, passando pelo “perigo” dos religiosos deixarem o subjetivo e o isolamento dos templos e trazerem valores e ideais para o espaço público. O discurso pretensamente laicista (mas de fato secularista) está forte na boca de jornalistas e cientistas sociais.
A Dilma ainda se comprometeu com a “liberdade religiosa” e considerou como parceira na construção do Brasil, dentre outras instituições, “as igrejas”. Menos mal.
Creio que todos nós cristãos, particularmente os evangélicos, temos que abrir uma discussão séria, franca e honesta sobre os próximos passos de afirmação de um sadio laicismo (sem tentações teocráticas) e de um combate aos riscos do secularismo, porém com honestidade e sem reducionismos, maniqueísmos ou delírios paranóicos.
A coisa é séria, não podemos fazer de conta que a ameaça não existe, mas uma resposta eficaz passa por nossa unidade de ação, e de uma articulação intelectual que imponha respeito, dentro do marco maior do exercício responsável da cidadania e do compromisso com os valores do Reino na História.
No meu caso, e de alguns outros irmãos, estaremos priorizando essa agenda. Aceitamos sugestões e pedimos orações.
A nossa Democracia vem sobrevivendo às suas imperfeições… e às nossas.
Robinson Cavalcanti



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