Israel: origem do conflito


Em Gênesis 15, Deus promete um filho a Abraão mesmo sendo sua esposa estéril. Alguns anos se passaram e o filho não veio. Sara achou então que deveria tomar alguma providência para “agilizar a promessa”. Pediu então que o marido coabitasse com sua escrava Agar. Um menino nasceu e foi chamado Ismael (capítulo 16).

Em Gênesis 17: 15 a 22, Deus estabelece uma aliança perpétua com Abraão e sua descendência: “quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente... e dele farei uma grande nação. A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sara te dará a luz.”

Já com idade avançada Sara concebeu Isaque, o filho da promessa. Gênesis 21 narra o início dos problemas. Sara pediu a seu marido Abraão para rejeitar a escrava Agar para que Ismael não fosse herdeiro junto com Isaque.

Deus diz a Abraão: “atende a Sara em tudo o que ela te disser; porque por Isaque será chamada a tua descendência”. Agar foi enviada para o deserto e lá Deus lembra a promessa de fazer de Ismael uma grande nação.

Dois povos se formaram a partir de Abraão, além de uma guerra sangrenta, que dura até os dias de hoje. O conflito envolve a disputa pelo direito a soberania e posse da terra ocupada por Israel e pelos territórios palestinos.

Cheia de boas intenções, a precipitada Sara deixou conseqüências desastrosas e isso pode acontecer quando usamos meios e métodos humanos na tentativa de controlar as coisas.

Angelo Manassés é jornalista, editor da Coluna Graça e Paz do DIARIO DE PERNAMBUCO.

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