quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Nadadora cristã é primeira atleta a competir na “equipe dos refugiados”

Nadadora cristã é primeira atleta a competir na “equipe dos refugiados”Nas Olimpíadas Rio 2016, pela primeira vez na história existe uma equipe composta somente de atletas refugiados. O seleto grupo de 10 integrantes inclui pessoas vindas da Síria, Sudão do Sul, Etiópia e República Democrática do Congo.
A jovem Yusra Mardini, 18 anos, vem recebendo atenção da mídia por seu testemunho. Sua família fugiu da Síria por causa da fé. Eles são cristãos e temiam ser mortos pelos extremistas islâmicos. Filha de um treinador de natação, ela nadava desde os três anos de idade, mas nunca imaginou que faria parte dos Jogos Olímpicos.
Durante a fuga, que demorou 25 dias, sua família saiu da capital Damasco, passando pelo Líbano, Turquia, Grécia, Macedônia, Sérvia, Hungria, Áustria até chegar a Alemanha, onde hoje vivem.
Um episódio durante esta difícil jornada chama atenção. Ela estava com cerca de 20 outras pessoas em um barco atravessando o mar Egeu com destino à ilha de Lesbos, na Grécia. O motor então falhou. Yusra e sua irmã Sarah pularam na água congelante na tentativa de fazê-lo ligar novamente. Não adiantou.
Durante aproximadamente três horas e meia as irmãs sírias nadaram, puxando o barco. Além delas, outra mulher mergulhou na água. As três se revezaram, nadando atrás do barco e o empurrando até chegarem à terra firme.
Após recomeçarem a vida em Berlim, foram selecionadas por uma ONG para participarem de um clube. Nove meses depois, Yusra chegou ao Brasil para competir nos 100 metros borboleta.
Infelizmente, não conseguiu ficar entre as 16 melhores e se classificar para as semifinais. Mesmo assim, sua participação nos Jogos Olímpicos recebeu destaque da mídia.
A adolescente fez história, sendo a primeira atleta de uma delegação de refugiados a competir. Mesmo não se classificando, ela afirma ter sido positiva a experiência. “Voltei a nadar há apenas dois anos. Na verdade, só agora estou retomando meus níveis de antes. Estou satisfeita”, explica. Complementa afirmando que “competir com todos esses grandes atletas é muito animador”.
Como uma menina de fé, já faz planos para Tóquio 2020, onde acredita que terá chances de uma medalha. Com informações Metro

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