quarta-feira, 24 de junho de 2015

Calvino Rocha - A FALTA QUE JOÃO BATISTA FAZ


A cidade de Campina Grande rivaliza com a cidade de Caruaru quanto à festa de São João. Enquanto Campina Grande diz ter “O maior São João do mundo”, Caruaru afirma possuir “O maior e melhor São João do mundo”. Rivalidades à parte, o que inquieta o meu coração é poder perceber o quanto numa festa como esta o povo se distancia cada vez mais de Deus.


Uma das músicas que ouvi no período de São João diz o seguinte “A fogueira tá queimando em homenagem a São João. O Forró já começou vamos gente, rapapé neste salão”. Se João Batista visse o que acontece em homenagem ao seu nome ficaria horrorizado e não pouparia os participantes dessa festa. Ele certamente faria uma intensa convocação ao arrependimento. Ele diria que tanto Caruaru quanto Campina Grande precisam se reconciliar com Deus se não quiserem experimentar a ira divina.

No entanto, entendo que não apenas o povo festeiro destas cidades precisam rever seus conceitos e se converter, acredito que muitos em nossas igrejas precisam passar pela mesma metamorfose. Há muitos que estão sentados em nossos bancos, cantando os nossos hinos, fazendo orações piedosas e trazendo seus dízimos e ofertas que ainda não experimentaram genuína conversão, para estes João Batista perguntaria: “Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?” – (Lc. 3.7). Alguns acreditam que poderão fugir da ira vindoura sendo meros religiosos e João Batista diria que isto é impossível. Se não houver arrependimento e conversão você estará fatalmente perdido.

Certa vez li um artigo cujo título me chamou a atenção: “João Batista está fazendo falta”. O texto em questão falava sobre , o que tem acontecido em Israel nos últimos anos. “As coisas estão ficando tão fáceis e a profanação está ficando tão agressiva que qualquer turista pode ser batizado no rio Jordão, no provável lugar onde Jesus foi batizado, por apenas 29 shekels (moeda israelense), que equivalem a 19 reais e 40 centavos. O preço inclui o aluguel de um robe e o certificado de batismo. Segundo o repórter da Folha de São Paulo que pagou para ser batizado, o ritual é realizado por evangélicos. No caso dele, foi um judeu que “passou a acreditar em Cristo”, casado com uma filipina evangélica, que o batizou. Ele exigiu que o repórter afirmasse crer em Cristo e, então, o imergiu três vezes seguidas. Se o mais célebre batizador do rio Jordão — João Batista — estivesse vivo, ele se oporia ao batismo turístico e exigiria dos candidatos ao solene batismo cristão arrependimento comprovado por meio de frutos visíveis (Lc 3.7-14)”.

Pr. Calvino Rocha

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