domingo, 11 de janeiro de 2015

A parábola do semeador

O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente… [ela caiu em diferentes solos]… [Jesus] tendo dito isso, exclamou: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!”  [Lucas 8.5,8]
Não é difícil imaginar um agricultor, na Palestina do primeiro século, durante o tempo da semeadura. Com uma cesta de vime amarrada do lado esquerdo do seu quadril, ele anda de um lado para o outro de seu campo, espalhando sementes ritmicamente com seu braço direito forte.
Para essa parábola, Jesus acrescentou sua própria explicação e seu provérbio interpretativo: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça”. Ele estava descrevendo seu próprio ministério de ensino. Ao comunicar a semente da Palavra de Deus, ele se deparou com diferentes recepções. Os inimigos foram: os pássaros que a comeram (o demônio), o sol que a queimou (tentação e tribulação), e os espinhos que a sufocaram (riqueza e mundanismo). A mensagem da parábola, contudo, não termina aqui. Ela segue um padrão claro. Quatro vezes lemos que algumas sementes caíram, o que quer dizer (de novo quatro vezes) que todos os quatro grupos ouviram a Palavra de Deus (v. 11). A questão básica é: O que eles fizeram com a mensagem quando a ouviram; que recepção deram a ela?
Alguns não dão à Palavra nenhum tipo de recepção. Ela nunca penetra em suas defesas. Eles têm uma mente fechada e um coração duro. Estão extremamente vulneráveis ao demônio. Outros dão à Palavra uma recepção superficial. Eles a recebem com entusiasmo no início, é verdade; por um período curto de tempo parecem ser crentes. Mas a semente nunca cria raízes; há rocha sob o solo. Consequentemente, quando a luz agressiva do sol (tentação e perseguição) se abate sobre elas, sua vida espiritual atrofia.
Outros dão à Palavra uma recepção confusa. Recebem a Palavra, mas recebem também outras coisas em profusão; não conseguem discernir entre aquilo que é mundano e o que é espiritual. Orgulham-se de manter uma mente aberta — tão aberta que não conseguem manter nada nela nem fora dela. No fim, negócios, prazer e riqueza, como os espinhos, sufocam sua vida espiritual.
Outros, no entanto, dão à Palavra uma recepção sincera. Apegam-se a ela e perseveram. Dão a ela prioridade. Cultivam-na e dão fruto.
Para saber mais: Lucas 8.4-18
>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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