quinta-feira, 19 de junho de 2014

Caio - A cerca de uma possível Reforma II

não creio em Reformas. Creio, sim, numa Revolução do Evangelho, a qual, só incluirá os cristãos se eles tiverem a coragem de desistir do Cristianismo e abraçar o supremo, porém, seguro risco de apenas andar conforme a revelação da Graça de Deus em Cristo, conforme a Palavra do Evangelho. 

A Revolução do Evangelho não se atém a nenhuma preocupação com construção de nada. De fato, o grande problema sempre teve a ver com a necessidade de segurança que as pessoas dizem precisar—o que a religião ficticiamente oferece—; e que é o que as impede de apenas andarem pela fé no que Jesus já fez e consumou por todos os homens.
 

Assim, o que se demanda é coragem para desconstrução, visto que a promessa é que o próprio Espírito sempre haverá de nos conduzir a toda a verdade. Isso quando se anda apenas pela fé.
 

A Reforma elegeu elegeu 95 teses e 4 pilares fundamentais; a saber: Cristo, a Escritura, a Graça e a Fé. No entanto, isso ainda é vício grego e prevalência das sistematizações doutrinárias contra o espírito do Evangelho.
 

Estou convencido de que a única mensagem que existe em Jesus é acerca da Graça eterna de Deus. Minha convicção pessoal também é que onde quer que o Evangelho se transforme numa fé doutrinária, ali ele morre...
 

Se queremos algo de verdade e sério, temos que saber que isso demandará de nós uma volta humilde e sem tradições para a Palavra, isso a fim de sermos completamente lavados das tinturas com as quais o Cristianismo pintou a fé para nós.
 

Quando se diz que Cristo, a Escritura, a Graça e a Fé são o nosso fundamento, isso soa belo, mas ainda é perversão. Na realidade o fundamento é Cristo, e os Apóstolos e Profetas são fundamento apenas na medida em que dão testemunho do espírito de Jesus e da Graça.
 

Criar uma doutrina da salvação e que tenha a ver com aquilo que o homem possa fazer em obediência a uma doutrina escrita e sistematizada por homens, é blasfêmia.
 

Cristo é tudo!
 

É a partir de Jesus que a Escritura toda tem que ser lida. E tudo aquilo que nela (na Escritura) não der testemunho do Evangelho—segundo os evangelhos, Paulo e o escritor de Hebreus—, é algo a ser considerado como tendo se tornado obsoleto.
 

Assim, não basta que se tenha Escritura nas mãos e sendo objeto de estudo. Isso porque a Escritura, quando lida pelas mediações doutrinarias de nossos doutores e mestres, não promove o Evangelho, mas tão somente a Lei Moral e os Dogmas inventados pelo Cristianismo.
 

Quando, porém, a Escritura é lida a partir dos ensinos, dos feitos e dos modos de Jesus, então ela pode ser útil. Quando, porém, ela é algo que ‘contém também Jesus’, estabelece-se a tragédia. Digo isto porque desde a Encarnação a Escritura perdeu seu poder de dizer “como”, posto que é em Jesus que a Escritura se explica em sua síntese e suma. Jesus é a Chave Hermenêutica de tudo, incluindo a Escritura.
 

As implicações do que estou dizendo, todavia, promovem desconstruções profunda demais; e, eu, pessoalmente, não acredito que esses que se acostumaram ao vinho velho, jamais dirão que o novo é melhor.
 

Sei que o que digo é verdade segundo o Evangelho, mas também sei que tal fé é incompreensível pelas mentes viciadas no Cristianismo; e sei que é desinstaladora demais para aqueles que vivem do negócio clerical cristão.
 

Quanto a uma possível agenda para uma “Nova Reforma”, sinceramente, se eu sucumbisse à tentação de oferece-la, já estaria sucumbindo à tentativa grega de sistematizar o não-sistematizável.
 

O que creio é que há um Basta de Deus em processo de eco no ar...
 

O reino é Dele. A Igreja é Dele. O Povo é Dele. E Ele mesmo haverá de nos surpreender.
 

Quem, porém, desejar o Novo, então, se desejar ajudar, que não faça mais nenhuma barganha com a religião cristã, e, em contrapartida, que se entregue de coração ao Evangelho de Jesus, e que viva conforme a simplicidade da fé que confia que ‘tudo está feito’, e que não sobrou tarefa complementar e vicária a ser realizada por mais ninguém, nem pela igreja.
 

Desse modo, sei que sou uma voz solitária no deserto. Aliás, no que diz respeito a dizer o que digo, outros também o dizem, a diferença é que dizem e não fazem.
 

Na hora em que milhares e milhões que assim crerem passarem a viver livres conforme o Evangelho, então, sem pai, sem mãe e sem fundador, a revolução se estabelecerá, sem sede, sem geografia, sem dono, sem tutor, e sem reguladores da fé.
 

Isso, todavia, só será real e genuíno se Jesus for tudo, e o espírito do Evangelho da Graça for a única lei da vida.
 

Bem, vou ficando por aqui. Quem quiser saber se o que digo é verdade, então pratique, e logo verá que o que digo não é uma teoria da revolução, mas sim o próprio espírito do Evangelho. Além disso, creio que meu site é um bom guia do que creio e ensino a esse respeito.
 



Caio

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