segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ex-morador de rua encontra Jesus e funda ministério “para servir os pobres”

Um sacerdote católico canadense relata sobre a transformação de sua vida: de sem-teto para líder de um ministério dedicado a servir os mais pobres.
Claude Paradis era enfermeiro, mas sua dependência de álcool e drogas custaram caro. Por causa do vício, acabou perdendo emprego, família e foi morar nas ruas de Montreal, Canadá. Durante muitos anos ele mendigou e conta que perdeu toda a esperança, chegando a cogitar o suicídio.
Ele encontrou Deus em meio a esta profunda crise. “Tive o privilégio de encontrar Deus no momento em que eu mais estava duvidando dele. Estava passando por uma pequena rua atrás de uma igreja em Montreal. Não havia ninguém. Assim que passei pela velha igreja, fui impelido a voltar”.
Paradis lembra que entrou no templo e ali teve um profundo encontro com Deus. Sentiu-se movido a se tornar “um homem da Igreja”. Voltou muitas vezes e ouviu a mensagem do evangelho, que oferecia uma nova vida. Viciado em crack e cocaína, lutou contra isso por um tempo.
Decidido a sair das ruas, foi apoiado pelos padres locais. Tempos depois, foi estudar e se tornou “um ministro para aqueles que enfrentam as mesmas lutas”. Aos 57 anos de idade, ele se dedica a servir prostitutas, ex-condenados e os mais pobres da sociedade.
Em dezembro do ano passado, o padre Paradis conta que voltou a dormir algumas noites com os sem-teto de sua cidade. Assim poderá servi-los e viver em solidariedade ao lado deles. Ele está à frente do ministério Notre-Dame-de-la-rue [Nossa Senhora da Rua], que oferece comida, abrigo e leva o evangelho para pessoas em situação de rua.
“A rua me trouxe para a Igreja e a Igreja no final me levou de volta à rua”, resumiu o padre em entrevista recente. Destaca que muitas vezes as pessoas não querem sair da rua, mas aceitam orações e uma palavra de esperança.
“Antes, o isolamento e o desespero tomavam conta de mim”, sublinha. “Mas agora, é na rua  onde quero estar, até eu morrer”. Ele tem recebido intenso apoio do arcebispo de Montreal,  Christian Lépine, que elogia a iniciativa, considerada por ele “a necessária presença da Igreja para oferecer encorajamento”, em especial àqueles que possuem muito pouco.
gospelprime

domingo, 22 de janeiro de 2017

No Brasil, evangélicos vão superar católicos em 2028

Em 2028, os evangélicos, então 37,2% da população brasileira, vão ultrapassar os católicos, que representarão 36,4%.

É o que indica projeção linear até 2040 feita pelo doutor em demografia José Eustáquio Diniz Alves com base em pesquisas do Instituto Datafolha.

Em 2040, os católicos serão 22,7% e os evangélicos, 45,4%.

Apesar disso, os cristãos (católicos mais evangélicos) vão continuar em declínio, pela projeção de Alves. 

Em 2040, os cristãos representarão 68% da população, contra 73,6% em 2016 ou 79% em 1994.

Em contrapartida, o número de pessoas sem religião (entre os quais ateus e agnósticos) vai continuar subindo, além de haver um fortalecimento na pluralidade religiosa.

Enquanto pelo Datafolha os evangélicos vão superar os católicos em uma década — portanto, em pouco tempo —, pelo IBGE a mudança na hegemonia religiosa só ocorrerá em 20 anos.

A rigor, contudo, os dados desses dois institutos não podem ser comparados entre si por causa das diferentes metodologias adotadas por eles.



sábado, 21 de janeiro de 2017

Programação para juventude na 2ª Batista Bíblica

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“Foi Deus quem ganhou o MasterChef, só fui usada”, diz Dayse Paparoto

Quem vê Dayse Paparoto hoje percebe sua segurança e firmeza no comando da cozinha.
Aprendiz da escola de chefs tradicionais como Laurent Suaudeau, Salvatore Loi, Patrick Ferry, Marc Le Cornec e casas tradicionais como o Fasano, profissionais conhecidos por serem linha dura e sem papas na língua, ela não foi poupada por ser, muitas vezes, a única mulher em meio a uma equipe inteiramente masculina.
Daí veio sua excelência e domínio de todos os fundamentos culinários, em meio à dureza, à competitividade e ao rigor das cozinhas profissionais, que deixou marcas de queimaduras e cortes em suas mãos e braços.
A vontade de trabalhar na cozinha veio do desejo de independência, cultivado desde a infância. Seu pai tinha um escritório de agrimensura e colocou a filha para ajudar desde os 9 anos de idade.
“Sempre trabalhei com meu pai, comecei como office girl e cheguei a projetar em Auto Cad”, diz Dayse. “Mas queria sair de perto da família e conhecer o mundo. Vi que tinha um curso de gastronomia que ficava há 4 horas de distância da minha cidade e lá fui eu”, conta, quando se mudou de Mogi das Cruzes para Águas de São Pedro para cursar gastronomia no Senac/Grande Hotel São Pedro.
A distância da casa dos pais causou um deslumbramento na menina que desde criança, era agitada e curiosa. Dedicada e decidida a conseguir um estágio, passou a trabalhar no hotel de forma voluntária, ficando das 8 às 22h00 trabalhando, emendando estágio com a faculdade. “Passei por todas as áreas do hotel, e fui escolhida a melhor entre 200 alunos”, conta.
O destaque rendeu sua escolha pelo chef Laurent Suaudeau para trabalhar em sua cozinha.
“Ele detestava mulher na cozinha, passei por várias situações difíceis. Então toda a dureza que meu pai me ensinou, de ser firme, independente da situação, é como se ele tivesse me treinado para entrar nessa profissão”, reflete. Depois do chef francês, passou pelo Fasano e pelo Due Cuochi, entre outros. Atualmente coordena a cozinha do Feed Food, no bairro de Pinheiros, São Paulo.
Mas toda a independência levou a escolhas que levaram Dayse a uma vida desregrada. “Como estava me sentindo livre, eu ia para muitas festas e foi lá que passei a fazer muitas coisas erradas e levei uma vida bem mundana, admite. Hoje ela recorda sobre a fase passada: “eu tentava preencher aquele vazio interior quando eu saía, ia para as baladas, relacionamentos etc. Tem uma hora que eu pensava: nossa, fiz tudo isso, amanhã vou ter que fazer tudo de novo para sentir uma alegria efêmera. Eu chegava a indagar isso.  Mesmo assim, vi a mão de Deus que me protegeu em vários momentos”.
Após terminar gastronomia, decidiu fazer o curso de Processos Gerenciais, passando a morar com uma amiga evangélica. Ali, uma célula ocorria uma vez por semana, e aos poucos Dayse foi sendo atraída para as reuniões de estudo bíblico e louvor.
“No começo eu não participava, mas com o tempo comecei a ficar nas reuniões. Até parei de sair no dia da semana da célula. Enquanto isso as pessoas oravam e jejuavam por mim e eu nem sabia!”, recorda.  “Eu não escondia minha vida mundana, fazia questão de afrontar, uma vez cheguei a ir para o culto com roupas bem mundanas, assim para escandalizar mesmo. Fui super bem recebida, e Deus foi me quebrantando com tanto amor”.
Dayse passou a frequentar os cultos da igreja e certa vez uma pessoa apareceu e disse que Deus estava mandando levá-la à frente. “Acabei indo e chorei muito, fui chorando até em casa. Daí eu disse para minha amiga: quero aceitar Jesus, mas no meu quarto para ninguém ver”, diz. Ela conta que ainda passou por uma fase de libertação, em que os irmãos da igreja entraram em batalha espiritual com contínuos louvor e oração, até que antigos pactos fossem quebrados.
Dayse conta que mudanças foram ocorrendo desde seu comportamento, até atitudes e hábitos. “Fui transformada em questões como orgulho, Deus trabalhou muito nisso. Eu era o estereótipo da chef de cozinha – chata e arrogante. Na verdade, eu reproduzia o comportamento dos chefs com que trabalhei”, admite.

Nova vida

Após a conversão, Dayse passou a testemunhar ativamente no trabalho, “teve um restaurante que eu passei em que todos se converteram. Eu falava, testemunhava, colocava louvor para todos ouvirem na cozinha, áudios da Bíblia”, conta.
Certa vez, sua discipuladora profetizou que iria comprar um apartamento. Até então, ela nunca imaginou que Deus iria usar um programa de televisão para realizar seu sonho de quitar apartamento e ter um carro novo.
Questionada sobre como decidiu participar do reality, ela afirma que no começo não queria. A dona do restaurante em que trabalha foi incentivando, amigos também falavam e tudo foi se confirmando depois, com a palavra de um pastor em um acampamento. “Eu orava: Senhor, não sei até que fase posso chegar, mas sei que só posso ir até onde você deixar. Então eu fiquei tranquila, eu não sabia nem pedia para Deus ganhar. Eu sabia que Deus tinha algum plano, mas não tinha certeza que ganhar fazia parte desse propósito”, lembra.
No altamente competitivo ambiente das gravações do reality a menina de Mogi das Cruzes destoava pela tranquilidade. Em meio ao fogo cruzado e diante de profissionais com muito mais experiência, ela fazia questão de não participar das intrigas e partidarismos.
“Foi Deus quem ganhou o programa, eu só fui usada. Em muitas ocasiões, vi Deus agindo de diversas formas, na injustiça, em ser desacreditada, ser mal falada, a cada prova eu ia sendo honrada em meio a tudo que se colocava contra. Senti que havia uma oposição muito grande, mas era espiritual. Eu não fazia parte das rodinhas de fofocas, das panelinhas e conchavos”, afirma. E faz questão de ressaltar que nunca se fez de ‘coitada’. “Só no episódio A Reunião eu falei um pouco de minha trajetória profissional, pois até então ninguém tinha ideia.”
Sobre ter seu próprio restaurante, Dayse é reticente. “Se eu tiver a oportunidade de abrir um restaurante com meu nome e outra pessoa cuidar da parte administrativa, tudo bem”, e completa: “quero ser o que Deus quer que eu seja”. Sonhos? Casar e ter filhos, ter uma família, como deixou bem claro na final, quando disse que está à procura de um pretendente.
Favorita e eleita queridinha pelo público, com mais de 90% da preferência, dona de uma autenticidade e carisma genuínos, Dayse nunca quis participar de polêmicas – “não fico respondendo, se quiser falar mal pode falar, eu sei quem eu sou, se aconteceu tudo foi porque Deus estava no comando”, atesta.
Consagrada a melhor cozinheira profissional do País, ela finaliza com um recado aos leitores do Gospel Prime: “Deus é real, e Ele cumpre cada promessa, mesmo a gente não merecendo, sua graça e misericórdia é infinita mesmo. Somos muito amados. Se Deus se preocupou em me ajudar em uma torta de limão, Ele não vai ajudar cada um com qualquer outra questão? Ele pode todas as coisas”.
gospelprime

Sacerdotes, Uber e Reforma Protestante


Estamos vivendo em um momento que pode ser chamado de uberização da sociedade. A palavra não é reconhecida como expressão válida da língua portuguesa pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), mas tem sido amplamente usada para descrever um novo conceito de fazer negócios que conecta consumidores com produtores de bens ou prestadores de serviços de forma mais rápida e sem intermediários. O termo é uma alusão ao mais conhecido aplicativo para conectar pessoas a proprietários de automóveis que oferecem transporte alternativo aos convencionais. Apesar de ser o mais polêmico, o Uber não é o único aplicativo do gênero e nem o transporte urbano é o único setor atingido por essa transformação. Isso tem reflexos em diversas áreas profissionais e é um caminho sem volta. As pessoas estão se aproximando do que precisam por meio desses aplicativos sem os caminhos convencionais.

Naturalmente isso tem reflexos na igreja e na nossa fé. Talvez o fenômeno em si não seja novo. A sociedade já passou por transformações semelhantes. Mesmo a igreja já passou por isso. Em certo sentido, e guardada as devidas proporções, quando Martinho Lutero desencadeou a Reforma Protestante – que esse ano completa 500 anos –, ele abriu caminho para a leitura da Bíblia, a confissão de pecados, o recebimento da graça divina, de certo modo, sem a mediação da instituição religiosa que monopolizava o perdão.

Ironicamente, em alguns setores do cenário evangélico brasileiro, vivemos um processo de sacerdotatização da fé. Indivíduos são levados a crer que seu líder, pastor, bispo ou apóstolo são os que ‘dão cobertura espiritual’ para o crente e que o bem estar do crente depende do grau de espiritualidade de seu líder. Sem essa cobertura o crente fica sujeito a ataques do inimigo. Nos meios tradicionais essa sacerdotatização se expressa na institucionalização das práticas da fé de modo que qualquer experiência fora da prática daquela denominação ou comunidade é tida como herética. Qualquer experiência que não expresse a essência doutrinária da igreja deve ser repelida.

Isso tem levado a um abuso religioso comparável ao que a igreja medieval fazia com os fiéis. Dizer nesses casos que Jesus é o único mediador entre nós e o Pai soa heresia e rebeldia contra o ‘servo ungido’ do Senhor ou contra a doutrina e instituição eclesiástica. Nessas situações a uberização da fé é bem vinda. Precisamos relembrar e reafirmar os principais postulados da Reforma que rompe com a mediação da instituição religiosa e proclama a mediação única de Jesus Cristo, o único que pode oferecer expiação, que literalmente significa ‘cobertura’ espiritual para o crente.

É preciso fazer valer a essência do evangelho e do reino de Deus. O discípulo de Jesus vive em comunhão com Deus e com seu povo, porém, não de forma opressora e que o afaste de Deus e da comunidade. Precisamos de comunidades que exaltem a primazia de Cristo como nosso sumo sacerdote.

Por Billy Lane
Ultimato

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