terça-feira, 28 de julho de 2015

“É fato que existem cantores utilizando músicas cujas letras são meio vazias, mas o pessoal acaba consumindo”, diz Roberta Spitaletti

Por Jénerson Alves


Com uma voz linda e canções que tocam no coração, a cantora Roberta Spitalettitem se destacado no ambiente musical cristão. Seu repertório é formado por letras inteligentes e melodias doces. Diferencial em um meio com artistas – que se autodenominam ‘levitas’ –, Roberta Spitaletti representa um oásis de esperança para a qualidade da música cristã. A jovem esteve em Caruaru no último dia 25 de julho, durante o Congresso de Jovens Adventistas, quando concedeu uma entrevista exclusiva para Presentia. Na conversa, ela demonstrou um brilho que vai além do talento, apresentando um posicionamento coerente quanto a temas polêmicos, mas sem perder a leveza e a simpatia. Confira:

Roberta, atualmente, a música chamada gospel ganha cada vez maior evidência. No entanto, esse cenário tem sido principalmente mercadológico, e não teológico. Como você avalia essa situação?

Existe isso, sim. Infelizmente, uma grande parte do público consome esse tipo de música. Não estou julgando, nem dizendo que Deus não usa, mas é fato que existem cantores utilizando músicas cujas letras são meio vazias, mas o pessoal acaba consumindo. Se você me fez essa pergunta, é porque você já fez essa análise e sabe do que eu estou falando. Mesmo assim, eu fico feliz, porque agora estou vendo se levantar cantores e compositores que estão trazendo músicas com uma qualidade maior, mais teológica, com letras mais inteligentes, com experiências, conteúdo bíblico e autenticidade. Há um público que está exigindo isso. Não adianta ficar apontando os outros, temos de fazer o nosso, junto com Deus. E deixar tudo nas mãos dEle.

A questão de cantores evangélicos interpretarem música secular também é muito polêmica. O que você pensa sobre esse tema?

Eu acho o seguinte: para mim, existe música boa e música ruim. Música que me agrega e música que não me agrega. Pela letra, você percebe isso. O que define a música cristã? Foi criado um ‘padrão’ para o que tem ou não ‘unção’. Se estiver falando ‘Jesus’, esta música é gospel. Porém, há músicas minhas, nas quais eu estou falando completamente sobre Deus, mas não tem a palavra Deus. Então, o que define uma música como gospel ou não? Acho que cabe à pessoa que escuta buscar o que acrescenta a ela, o que a leva para perto de Deus. Há músicas que não me trazem nada, mesmo de cantores ditos gospel.


Você espraia esse conceito para outras áreas artísticas?

Sem dúvida. Não tenho preconceito algum. Sou a favor, sim, de muita cultura. Quando visito alguma cidade, faço questão de conhecer os aspectos culturais do lugar, porque eu vivo de arte. Deus é um artista. É um privilégio ter essa oportunidade. Amo ler. Leio de tudo, desde que me acrescente. O controle é nosso daquilo que vai entrar em nossa vida. A escolha é nossa.

Você é adventista do sétimo dia. Muitas vezes, os adventistas são vistos como um povo legalista. Essa imagem ainda persiste, com relação à Igreja?

Eu acho que Cristo não veio abdicar da Lei, mas veio fazê-la cumprir. A Igreja Adventista mudou um pouco, por causa da mudança das gerações. A essência da Igreja é a mesma. Porém, o discurso não é mais limitado ao que pode ou o que não pode. Muitas vezes, a gente procura igreja como quem compra geladeira: vendo o que é permitido ou o que não é permitido naquele ambiente.
Eu sou adventista de berço. Sou muito feliz por ser adventista. Contudo, acima de tudo, levo Jesus para as pessoas, sem preconceito. Cristo veio falar de amor e é para isso que estou aqui. Eu sou feliz por a minha igreja me receber, eu poder levar um pouquinho da minha igreja para outros lugares, mas sou mais feliz por poder, acima de tudo, levar Jesus para as outras pessoas.

 
Atualmente, do ponto de vista político, um dualismo se apresenta, no qual os cristãos ficam de um lado e os homoafetivos de outro. Em sua opinião, esse maniqueísmo é negativo para a igreja?

Eu acho que é negativo. A Bíblia deixa clara a posição [quanto ao homossexualismo], porém, acima de tudo, Deus é amor. Independente de quem seja a pessoa, ela é bem vinda em nosso meio, não importa o que é, o que tem feito ou o que faz. A transformação vem de Deus. Quem sou eu para julgar? Se as pessoas tiverem essa consciência, a igreja vai ser uma casa para qualquer pessoa. Eu acho que é isso o que Deus quer.

Essa foi a primeira vez que você veio a Caruaru. O que você achou da cidade?

Ah, estou achado engraçado o tempo. A cada hora, literalmente, chove e faz sol. Fica entre o frio e o calor (risos). Estou espantada também com o céu. Agora há pouco, havia um arco-íris lindo aqui. Vocês têm sorte. Lá em São Paulo, às vezes, eu nem vejo o céu.  É um privilégio de vocês. A cidade é linda. Estou gostando muito.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pastor Severino, In Memorian

Eu tinha 3 (três meses) de vida em 1984 quando se convertia ao Evangelho um jovem gerado de família simples e adotado pelo amor de outra família. 
Do alto de suas paixões, o Evangelho fez nascer nele um desejo ardente por Cristo que resinificaria sua vida para sempre. 
Ele foi até a igreja portando arma de fogo e foi desarmado pelo fogo do Espírito que o convenceu do pecado, da justiça e do juízo. 
Tão avassaladora foi sua conversão, que no mesmo dia embrenhou-se nas matas adjacentes a cidade de Venturosa, no Agreste pernambucano, o que duraram noites adentro em intensa meditação das escrituras e oração. 
Ali se iniciava uma vida dedicada ao Reino. 

Ele sempre foi o irmão Severino, que logo pela sua entrega a Causa, seria chamado Pastor Severino, cuja ordenação veio muito tempo depois de sua jornada. 
Fato pouco relevante para um homem cuja motivação sempre foi levar adiante o legado do Senhor Jesus sob muitas dores, traições, descompassos e intempéries da vida e a despeito de todos os pesados aparatos do mundo eclesiástico.

As marcas indeléveis de sua caminhada no mundo foram o amor longânimo para com os contrários; sua paciência e a hospitalidade capaz de acolher em sua casa, ao longo dos anos, dezenas de irmãos amados que como ele serviam ao Reino.  
Testemunho com meu irmão Val Silva o brilho de seu rosto quando orava e os densos ensinamentos que nos enraizaram a certeza da Glória Eterna, que agora também nos serve como conforto ante a sua partida.

Para um homem que abria mão do que hoje na igreja evangélica se preconiza como primordial, dispensou alianças e poderes para viver apenas da alegria de cantar e tocar seus instrumentos musicais.

Meu pai não era de muitas palavras. 
Tinha um olhar que vazava sua fragilidade e tristeza perante as dores da vida, e, quando não mais cabia no mundo, Deus o tomou para si neste fatídico dia 21 de Julho de 2015 em um acidente automobilístico, na zona rural de Caruaru, cidade onde morou por três anos e onde também tem muitos amigos e colegas de ministério.

Meu pai amado, ou simplesmente o irmão Severino (51), deixa sua esposa (nossa mãe), a Irmã Sueli (52) com quem viveu por 32 anos; três filhos: Fernando Lima (31), Val Silva (30) e Suellen Lima (19, duas lindas netas Jhulia (2) e Laryssa (8 meses) e suas noras Paula Renata e Thaísa Silva, além do genro Sandro Siqueira.

Fernando Lima



Caio: O EVANGELHO É MARAVILHOSAMENTE ANÁRQUICO.

NESSE SENTIDO, O EVANGELHO É MARAVILHOSAMENTE ANÁRQUICO.
O HOMEM É MAIOR DO QUE A IGREJA, O TEMPLO, A ORDEM, O SISTEMA.

"Nós vivemos a vida com ordem até que a necessidade humana grite e nessa hora nós paramos de marchar. Na hora em que a necessidade humana aparece, nós arriamos a mudança e socorremos, nós paramos o culto e amparamos o caído, em vez de passarmos velozes como o sacerdote e o levita.

Nosso coração tem de se samaritanizar diante do altar criado pela necessidade humana, ante o qual nós precisamos todos nós ajoelhar e servir a Deus em misericórdia e compaixão, socorrendo fomes, necessidades, carências, doenças, seja lá o que for. A condição de carência humana vem acima de qualquer condição de pressa ou ordem humana.

Nesse sentido, o evangelho se torna anárquico. No sentido mais maravilhoso do termo, porque ele destrói qualquer que seja a perspectiva instituída e diz ouçam a voz do gemido, vejam a carência, percebam a necessidade e quanto ao mais, pare o sol.

Não é esta mensagem de Deus em Josué e no profeta Isaias? E o sol parou atendendo Deus ao clamor de um homem. Pare o sol. Volte a sombra do sol no relógio de Acaz, conforme o profeta Isaías descreveu porque Deus atendeu ao clamor de um doente chamado Ezequias. “E sol voltou os dez graus que já havia declinado.”

Se o sol pode parar e voltar, quem sou eu para não parar, para não voltar por causa do clamor, por causa da necessidade, da oração, por causa da misericórdia?

Caio Fábio
Trecho da série de estudos "Caminho do Discípulo".

João Alexandre Meia Hora


Cristina Mel lança clipe da canção “Linguagem do Corpo”

A cantora Cristina Mel divulgou o vídeo clipe da música “Linguagem do Corpo”, uma canção que fala sobre as expressões corporais.
O vídeo produzido pela Bella Costa Produções, lembra o cinema mudo, uma homenagem ao ator Charlie Chaplin, o maior representante desta arte.
Cristina Mel e sua filha, Isabella, contracenam com um ator vestido de Chaplin. A canção ensina que o nosso corpo fala e que é preciso ouvir a linguagem do corpo, também ensinando os pequenos que é importante ouvir também a Palavra de Deus.
“Ouça a linguagem do céu/ A linguagem do pai/ Que fala com a gente a cada dia, pois nos ama demais”, diz trecho da canção.
A música “Linguagem do Corpo” faz parte do DVD infantil “Turminha da Cristina Mel – Fazendo a Diferença”, lamento da Sony Music voltado para crianças.
Além do DVD, o projeto infantil da cantora também inclui um CD, ambos com 14 faixas com canções que ensinam as crianças a respeito de diversos temas, entre eles pedofilia, bullying, falsos heróis e monstros, internet, mídias sociais, preguiça e falta de compromisso.
“Espero que as famílias invistam neste projeto e que em breve consigamos até fazer uma turnê pelo país apresentando este projeto em forma de peça infantil. Este é um sonho que tenho neste momento”, disse a cantora que assina cinco das canções que fazem parte deste trabalho.

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