segunda-feira, 24 de julho de 2017

Projeto de organizações religiosas da Itália acolhe mais refugiados que 15 países europeus


Diante da crise humanitária protagonizada por refugiados, a promessa da União Europeia (UE) era de receber 160 mil asilados. No entanto, o número de cidadãos do Oriente Médio que encontra abrigo em nações da UE de maneira legal e segura ainda é pequeno. Em um ano, um projeto coordenado por três organizações religiosas da Itália ofereceu entrada segura no país a 700 refugiados, mais que a soma dos acolhidos por 15 países da UE juntos. 

Inédito na Europa, o projeto é baseado em um acordo assinado entre os ministérios do Interior e de Relações Exteriores da Itália e três comunidades religiosas: a Federação das Igrejas Evangélicas da Itália, a Mesa Valdesa, e a Santo Egídio, sendo essa última a que assume maior parte das responsabilidades.

No projeto, as organizações religiosas selecionam as pessoas a serem assistidas e cobrem todas as despesas da viagem, acolhida, dos processos burocráticos envolvidos. As autoridades italianas colaboram nos assuntos de segurança e devem conceder a aprovação a cada uma das chegadas. 

Uma vez na Itália, a comunidade Santo Egídio se encarrega de dar a primeira acolhida e oferecer soluções de longo prazo aos refugiados, e dessa tarefa participam muitas outras associações da sociedade civil, religiosas e laicas. As associações financiam também aulas de italiano, sem recursos do Estado.

Com esse método, os refugiados assistidos pelo projeto contam com uma acolhida segura e controlada, que ajuda na integração de quem foge da guerra e que, do contrário, poderia ser vítima de outros males, como tráfico de pessoas. Além de impedir a exploração, essa solução visa evitar as viagens em embarcações precárias pelo Mediterrâneo, onde 5 mil pessoas morreram em 2016, e proteger aos mais vulneráveis.

Leia mais sobre a iniciativa na matéria do El País.

domingo, 23 de julho de 2017

Número de evangélicos dobra em 30 anos e são cada vez mais presentes na França

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A revista L’Obs desta semana traz uma reportagem de quatro páginas sobre a ascensão das igrejas evangélicas na França. Segundo o texto, um novo templo é inaugurado a cada dez dias e essa já se tornou a religião mais dinâmica do país após o Islã.

Com o título “a irresistível ascensão dos evangélicos”, a reportagem começa falando do sucesso da turnê pela França do pastor australiano Nick Vujicic, que reúne milhares de pessoas por onde passa.

Cerca de 15 mil pessoas eram esperadas nesta sexta-feira 14 para a aparição do evangélico na cidade do Havre, na Normandia, no noroeste da França. “Durante quatro dias, o estádio vai vibrar ao ritmo de sons e luzes, como shows de rap, mas também com conferências e ateliês durante os quais 30 mil DVD sobre a vida de Jesus serão distribuídos”, relata a reportagem.

Porém, mesmo que esse tipo de operação seja inédita no país, ela confirma a ascensão das igrejas evangélicas na França. Durante muito tempo ignoradas, as igrejas evangélicas são classificadas pelos franceses como seitas – como a brasileira Universal do Reino de Deus, presente na França, mas que não é citada pela reportagem.

Essa reputação se deve principalmente “aos cultos exuberantes marcados por rituais de curas milagrosas, transes e rezas murmuradas em línguas imaginárias e tino para os negócios das igrejas evangélicas”. Mas agora, elas “estão em pleno boom” no país, explica a reportagem.

Evangélicos atrás apenas do Islã

Segundo o texto, o desenvolvimento do evangelismo fica atrás apenas do Islã. “Mesmo se com 720 mil fiéis os evangélicos ainda estão longe dos entre 3 e 5 milhões de muçulmanos franceses e dos 10 milhões de católicos praticantes, eles dobraram em apenas 30 anos”, analisa o texto.

L’Obs relata que 2,2 mil igrejas evangélicas abriram suas portas em menos de 40 anos, 400 delas apenas nas periferias de Paris. E, segundo Etienne Lhermenault, presidente do Conselho Nacional dos Evangélicos da França (Cnef), que federa dois terços dos evangélicos da França, o objetivo do grupo é triplicar o número de templos nos próximos anos.

“A progressão nas periferias é espetacular”, relata a reportagem, que visitou um tempo da igreja pentecostal do Centre du Renouveau chrétien (Centro do renascimento cristão, em tradução livre), em Clichy-sous-Bois, região na qual os muçulmanos são maioria. O texto explica que, como em outras zonas periféricas, a maioria dos fiéis evangélicos vêm da África subsaariana ou das Antilhas. Mas essas novas igrejas também já estão recrutando e convertendo muçulmanos.

L’Obs explica que as igrejas evangélicas também começam a ser reconhecidas no cenário político francês. A tal ponto que, pela primeira vez na história, seus representantes foram convidados para a cerimônia de posse do presidente Emmanuel Macron, em maio passado.

Fenômeno pouco estudado na França

A revista frisa que os evangélicos são um fenômeno pouco estudado na França, tamanha a diversidade do grupo, formado por pentecostais, batistas, metodistas, adventistas ou ainda neo-carismáticos. “É difícil se achar em meio a uma galáxia heterogêneo de 45 uniões de igrejas que reúnem realidades muito diferentes”, analisa.

“Algumas igrejas chegaram com a imigração, outras com os ciganos, e outras são herança dos protestantes do leste da França. A única coisa que esses seguidores têm em comum é a leitura diária do Novo Testamento e uma adesão voluntária dos fiéis, que devem escolher livremente se querem ser batizados”, comenta o texto. Mas em seguida, cada pastor é mestre em seu tempo, livre de pregar como quer, continua.

A grande diferença, explica o texto, é que “ao contrário dos remorsos dolorosos e da confissão dos pecados das igrejas católicas, ou das várias proibições presentes no Judaísmo e no Islã, entre os evangélicos não há distância com Deus”. Os fiéis “chamam Deus de “você” e falam com ele em todas as circunstâncias da vida”, ressalta a reportagem.

L’Obs também explica a diferença entre as igrejas evangélicas, apresentadas como dissidentes do protestantismo, e os templos luteranos e calvinistas. Para a reportagem, os evangélicos são mais conviviais e alegres, enquanto os outros são austeros, discretos e puritanos.

Porém, “os mais conservadores não são necessariamente aqueles que imaginamos”, pondera a revista, lembrando que, em 2015, quando vários pastores protestantes “tradicionais” aceitaram a união de casais do mesmo sexo, a notícia provocou a ira dos evangélicos. “Apesar dos cultos organizados como shows de rock, para os evangélicos é inadmissível mexer nos valores tradicionais da família”, ironiza o texto.

Mais de 1.000 adolescentes saem às ruas para evangelizar, na França

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Na última sexta-feira (14) a cidade de Le Havre, no norte da França, sediou um grande encontro cristão, chamado "Bouge ta France" ('Mova sua França'). O evento levou milhares de evangélicos franceses a serem ministrados pelo evangelista Nick Vujicic (foto ao lado) e a orarem por seu país.

Na data em que também se comemora o Dia da Bastilha (Dia Nacional da França), 8 mil evangélicos se reuniram em um estádio para orar pelo país pela manhã e, à tarde, mais de 10 mil já esperavam pela ministração de Nick Vujicic.

Esta incrível história começou há quatro anos, quando um grupo de cristãos que obteve decidiu organizar um evento juvenil e evangelístico. O dia começou com a famosa banda francesa 'Impact' e sua música de sucesso "Sola Gratia" ('Somente a Graça'), seguido de um sermão sobre o lema nacional "Liberté, égalité, fraternité" (Liberdade, Igualdade e Fraternidade), que inspirou a Revolução Francesa ao final do século XVIII (1789-1799).

Então na época, uma parte importante da manhã foi dedicada à oração, com Franck Meyer, prefeito e presidente do 'Comitê Protestante pela Dignidade Humana'. Os evangélicos ali reunidos oraram pelo país, pelas autoridades, contra o ódio e pela liberdade religiosa.

A fervorosa multidão participou ativamente daquele momento de oração e ainda hoje, os organizadores do evento estão mantendo firme a esperança de ver um despertar espiritual acontecendo na França - um país que atualmente tem sua sociedade extremamente secularizada.

De acordo com Patrick Dudas, presidente da Bouge ta France, o evento foi um sucesso em nível global e os organizadores treinaram mais de de 1.000 adolescentes que foram fortalecidos em sua fé para se engajarem em ações de evangelismo.

Os jovens participantes já haviam praticado os ensinamentos na tarde do dia 13 nos arredores de Le Havre, o que era um desafio para muitos deles, pois eles estavam fazendo evangelismo nas ruas pela primeira vez, mas os as pessoas nas ruas geralmente recebiam bem a iniciativa. Eles se concentraram em convidar as pessoas para o evento e ouvir a pregação de Nick Vujicic.

Os organizadores disseram que ficaram satisfeitos pelo evento em todo o mundo - mesmo que as questões de segurança tenham sido mais complexas para lidar - e, em particular, as relações com as autoridades foram muito positivas. Os adolescentes agora estão prontos para ir às suas próprias cidades e continuar compartilhando a mensagem do Evangelho, e essa é a segunda parte do evento, com 40 projetos em todas as regiões da França, que serão implantadas até junho de 2018.

No dia 14, o evento Bouge ta France foi transmitido para algumas ilhas francesas no exterior. Muitos puderam ouvir a pregação de Nick Vujicic pela transmissão de vídeo.

Fonte: Carta Capital e Guia-me

sábado, 22 de julho de 2017

Pastor afirma que suicídio é pecado, mas “não separa da graça”

“Se a nossa salvação depender de na hora da nossa morte ter colocado em dia todos os nossos pecados, então pouca gente vai escapar, não é?”, questionou Augustus Nicodemus


Em um vídeo divulgado na Conferência Fiel para Jovens, o pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Augustus Nicodemus, tratou de um tema delicado na história da humanidade, envolvido por tabus: O suicídio.
Questionado por alguém, Nicodemus respondeu. “Eu acho que todos nós temos que concordar que o suicídio nunca deveria ser a saída. É um dos pecados proibidos no mandamento ‘Não matarás’”, introduziu.
“Interpretado pela comissão de fé de Westminster, ele diz que esse pecado não só proíbe que a gente tire a vida dos outros, mas que tire a nossa própria. Então, o suicídio é pecado”, disse Augustus.
Em seguida, o líder iniciou sua argumentação. “Todavia ele não é um pecado sem perdão. O único pecado sem perdão, que tem na Bíblia é a blasfêmia contra o Espírito Santo. E provavelmente esse pecado não é cometido por alguém que é crente”.
“Então pode acontecer com todos esses fatores, como pressões externas, problemas psicológicos, problemas existenciais que um crente em um momento de fraqueza ele ceda”, disse o líder.
No entanto, Augustus não concorda com a visão comum de que o suicídio é um pecado “suficientemente forte” para que um cristão não seja salvo. “É pecaminoso? De fato é. Mas, não será isso que irá separá-lo da graça de Deus e do perdão que é dado em Cristo Jesus”, disse.
“Se a nossa salvação vai depender de na hora da nossa morte a gente ter colocado em dia todos os nossos pecados, então pouca gente vai escapar, não é?”, questionou o líder presbiteriano.
“Então, a pessoa que cometeu o suicídio e atentou contra a própria vida, de fato pecou contra o mandamento ‘Não matarás’, mas isso não a impedirá de entrar no gozo da vida eterna porque a salvação é dada pela graça de Deus e nada pode nos separar disso”, afirmou.
Por fim, o pregador fez uma analogia. “Se eu estiver em uma rodovia, brigando com a minha mulher e discutindo com ela, brigando feio com ela e de repente nós temos um acidente e morremos ali naquele momento sem termos tido a oportunidade de nos reconciliar, não vai ser isso que vai impedir de entrar na vida eterna. Porque é pela graça e misericórdia de Deus”.
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Morre o compositor de “Cem Ovelhas” aos 88 anos

Juan Romero, autor da canção “Visión Pastoral”, reverendo, compositor e comunicador mexicano, morreu nesta sexta-feira (21) aos 88 anos de idade. A causa da morte ainda não foi confirmada.
De acordo com o Efrata Music, a informação foi divulgada pela CVC La Voz, grupo de comunicação em que Juan trabalhou. “Juan Romero foi parte da nossa equipe, nossa família”.
“Com seu exemplo, ele nos guiou e ajudou. Com sua humildade, nos ensinou que toda a glória sempre deve ser dada a Deus. Através dele pudemos ver que nosso Senhor é sempre justo e misericordioso para com aqueles que o amam e são fiéis”, acrescentaram.
“Graças à sua vida fomos abençoados em vários aspectos. Por essas e outras razões é que nos comove a partida de sua presença física”, finalizaram.
Noticia Cristiana, por sua vez, utilizou-se de um depoimento do músico Danilo Montero sobre a importância de Juan, que nasceu em janeiro de 1929, para o músico costa-riquenho.
“Hoje partiu com o Senhor o cantor e compositor mexicano Juan Romero. Entre as músicas que ele escreveu, destaque para ‘Visão Pastoral’ ou ‘eram cem ovelhas’, como muitos de nós a conhecemos”, iniciou.
“Eu o conheci aos 14 anos, quando ele veio para nos dar um workshop de treinamento para futuro professores de escola dominical. Amava cantar, e assim o fez várias vezes durante a semana”.
“Mas o que tocou minha vida mais profundamente foi sua paixão por Deus e seu humor, esse humor mexicano único. Sabia que estava na frente de um exemplo do que eu queria ser: alguém que servia a Deus com sinceridade e paixão”, finalizou.

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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Deus me tirou da morte para testemunhar um milagre, diz ex-traficante que aceitou a Jesus

Resultado de imagem para conversão de Cesar CarbelloA conversão de Cesar Carbello, um ex-traficante, aconteceu no momento que poderia ser sua última oportunidade de aceitar a Jesus Cristo, e hoje, seu testemunho é compartilhado ao redor do mundo, inspirando pessoas a mudarem de vida.
A história de Cesar é igual à de muitas pessoas envolvidas com drogas: foi membro de gangue até entrar para os negócios do submundo da violência e se transformar em traficante. Essa “promoção” veio cedo, ainda na adolescência.
De acordo com informações do site Hello Christian, seu primeiro contato com as drogas foi aos 15 anos de idade, e dois anos depois sua vida sofreu um revés: foi preso e condenado à prisão.
Já atrás das grades, foi visitado por sua mãe, e experienciou uma das situações que ele define como piores possíveis para uma pessoa: não poder abraçá-la. “Minha mãe é meu tudo. Mas naquele momento ela precisava de um abraço e eu também. Eu queria abraçar ela, mas não podia, pois estava atrás do vidro que separava a gente”, relembrou.
Como em muitos presídios ao redor do mundo, Cesar terminou envolvido em uma briga e terminou baleado. No caminho rumo ao hospital, morreu. “Eu fui literalmente trazido de volta à vida”, explicou.
“Foi como se eu estivesse dormindo. Senti que alguém me pegou com força durante o sono e me sacudiu. Fiquei me sentindo abalado”, contou, sobre o momento da experiência sobrenatural.
A intensidade daquele momento o marcou para o resto da vida: “Quando essa mão me agarrou, senti a presença, a majestade, o fogo, a vida, a glória do próprio Jesus Cristo. Quando acordei, o médico já estava escrevendo na minha ficha a hora em que eu havia morrido. Eu estava olhando para o braço que tinha acabado de me agarrar, mas ele não estava ali. Não estava em nenhum lugar que eu pudesse ver. Em canto algum naquela sala”, disse.
“O médico que atendia no trauma da sala de emergência disse que trabalha lá há 30 anos e que nunca tinha visto algo assim. Não havia nenhuma explicação médica para o que aconteceu. Ele então se inclinou para mim e sussurrou: ‘Isso foi Deus’. Até a enfermeira estava gritando de surpresa”, testemunhou.
Cesar então, convencido de que tinha recebido uma segunda chance, decidiu mudar de vida: “Deus me tirou de um lugar de escuridão e morte para que hoje eu possa ir de porta em porta testemunhando o que aconteceu comigo. Hoje eu posso viver como Ele mesmo quer que eu viva”, sublinhou.
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