domingo, 24 de setembro de 2017

Orar pela conversão do crush é errado?

Você está orando pela conversão do crush e sonhando em iniciar um relacionamento só quando ele realmente ir para a igreja?
Nelson Junior e Angela Neto, do movimento Eu Escolhi Esperar, dizem que não é errado orar pela conversão de ninguém, o problema está em orar somente pela pessoa que você está afim.
“E se essa pessoa não se converter nunca? Você vai ficar aí esperando até quando?”, pergunta Nelson.
“Não é muito inteligente investir sua emoções em alguém não cristão e esperar para ver se essa pessoa se converte”, acrescenta Angela.


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sábado, 23 de setembro de 2017

Mui bíblica missão integral - Robinson Cavalcanti


Todos os seres e instituições existem com um propósito, construtivo ou destrutivo. Chamemos esse objetivo de missão. Muitas vezes, pessoas e instituições se afastam de seu objetivo original, ou o implementam por métodos inadequados ou ilegítimos. O pensador anglicano Michael Greene afirmou: “A Igreja ou é missionária, ou não é Igreja”. Jesus Cristo, se esvaziou, encarnou em uma cultura e uma conjuntura, rompeu barreiras sociais, exortou, realizou sinais e prodígios. Ele é o exemplo para a Igreja: o Messias prometido, que transformou água em vinho e bebeu fel na cruz — da festa ao martírio. Foi ele quem disse: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21b). A Palavra nos mostra o modelo da missão de Cristo, bem como da nossa: “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4.23). Para o comentarista da Bíblia de Genebra, “ensinar envolvia a comunicação da natureza e propósito do reino de Deus, como é visto no sermão do monte (caps. 4-7) e nas parábolas do reino (cap.13). Pregar era anunciar as boas novas de que o reino de Deus estava próximo, e que seus soberanos propósitos na história estavam sendo finalmente realizados. Curar, bem como ensinar e pregar, era sinal de que o reino já tinha vindo” (Mt 11.5). 

Ele recrutou seus discípulos de diversos segmentos sociais e demonstrou que o reino de Deus não se identificava com nenhum dos partidos do seu tempo. O Messias era a Palavra viva, herdeira das palavras de Javé, libertando o seu povo da servidão do Egito, outorgando-lhe a Lei, falando pelos profetas. Na sinagoga de Nazaré, assumiu o seu messiado e a realização da profecia de Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18-19). Esse texto não deve ser “espiritualizado”, ou “materializado”, pois nos lembra o ideal de Deus para uma ética social superior, no Ano Sabático e no Ano do Jubileu, a realização plena escatológica (o “ainda não”) e as possibilidades de fazer avançar na história os valores do reino (o “já”). 

A missão da Igreja deveria ultrapassar a tentação localista de uma mera seita judaica, e se expandir por todo o mundo. O cristianismo é intrinsecamente expansionista, porque o evangelho deve ser levado “até os confins da terra” (At 1.8). O Espírito Santo no Pentecostes foi derramamento de poder e outorga de dons, para tornar possível o cumprimento dessa missão, que não é opcional, mas imperativa: “Ide”. Foi essa a obediência dos mártires, e a Igreja pagou um preço quando foi coerente, mas envergonhou o seu Senhor em tantos episódios pouco dignos, que, periodicamente, a chama para reforma e avivamento; para coerência e obediência. Evangélicos, continuamos a crer que a prioridade da missão é a evangelização, entendida como “... a apresentação de Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, de tal maneira que os homens possam conhecê-lo como Salvador e servi-lo como Senhor, na comunhão da Igreja e na vocação da vida comum”. 

Na Idade Contemporânea, o malabarismo mental de teólogos liberais forjou um universalismo salvífico, que descolou o Jesus histórico do Cristo de Deus, e terminou vendo “a face escondida de Cristo atrás dos orixás...”. No final do século 19 e início do século 20, nos Estados Unidos, a missão da Igreja foi dilacerada entre um “evangelho social” e um “evangelho individual”, unilaterais e parcializadores. A missão, tantas vezes atrelada a culturas, impérios e sistemas políticos ou econômicos, foi violentada e empobrecida. Aos extremismos liberal e fundamentalista, o evangelicalismo — com toda a sua história de piedade engajada, de um Wilbeforce ou um Lord Shaftsbury, herdeiro da pré-reforma, da reforma, do puritanismo, do pietismo, do avivalismo e do movimento missionário, com seu conteúdo de uma teologia bíblica e histórica, foi capaz de, principalmente com o Congresso e o Pacto de Lausanne, devolver à Igreja a sua missão recomposta: “o Evangelho todo, para o homem todo e para todos os homens”. É a missão integral, que, na resolução da Conferência de Lambeth, de 1988, dos bispos anglicanos, deve incluir e integrar as dimensões: a) proclamar as boas novas do reino; b) ensinar, batizar e instruir os convertidos; c) responder às necessidades humanas por serviço em amor; d) procurar transformar as estruturas iníquas da sociedade; e) defender a vida e a integridade da criação. Na América Latina destacamos o papel da Fraternidade Teológica Latino-Americana (FTL). 

Somente um grande desconhecimento histórico ou uma grande má-fé podem ser responsáveis por se procurar identificar a Teologia da Missão da Igreja, evangélica, com a Teologia da Libertação, de premissas e história liberais. No meio de antigas e novas distorções, reafirmemos a mui bíblica missão integral. 

Robinson Cavalcanti
Ultimato

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

"A alegria motivou Jesus a suportar a cruz", diz pastor Bill Johnson

O pastor diz que devemos nos concentrar na alegria do Senhor. (Foto: Reprodução).

Todos os cristãos sabem que “a alegria do Senhor é a nossa força”. Está em camisetas, nas músicas, em folhetos evangelísticos. Mas, será que o crente em Jesus realmente entende o sentido essa expressão? O pastor Bill Johnson, da Bethel Church explanou sobre o assunto.
“Nossa força é medida pelo nosso nível de alegria no Senhor”, disse ele. “Nós dizemos, nós cantamos, nós lemos isso em Neemias 8:10, mas nós realmente sabemos o quão cheio de verdade é essa passagem? Sem a alegria encontrada em Jesus, nós ficamos fracos para enfrentar o dia”, explicou o pastor.
"Queremos ser fortes sem alegria, quando nossa força é realmente medida pela nossa alegria", diz Johnson. "Você não é mais forte do que sua alegria", ressaltou.
Arrependimento
O pastor diz que, enquanto o luto pelo nosso pecado ainda é uma forma importante que temos de trilhar no caminho do arrependimento, devemos nos concentrar na alegria do Senhor como elemento central da vida cristã. “As lágrimas são para o arrependimento, mas a alegria e o riso são para a salvação”, coloca.
"Na maioria das igrejas do mundo, a alegria é algo encarado como uma expressão extremamente ofensiva. Não estou interessado em mostrar para as pessoas uma expressão grandiosa de felicidade, mas estou interessado na alegria que se liberta, na alegria que de acordo com as Escrituras é uma boa medicina", pontuou.
"Alegria foi um grande presente celestial que motivou Jesus a suportar a cruz. Era o que estava do outro lado da cruz que lhe dava toda a motivação que precisava para suportar a cruz. ‘Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus’, diz Hebreus 12:2”, colocou o pastor.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

10 perguntas fundamentais sobre Missão Integral


1. O que é a Teologia da Missão Integral (TMI) e o que a torna relevante? 

René Padilla - A TMI não é uma teologia com a pretensão de abarcar todos os temas de um sistema teológico completo, como é o caso, por exemplo, da “Instituição da Religião Cristã”, de João Calvino. É, na verdade, uma aproximação à fé cristã que tenta relacionar a revelação do Deus trino com a totalidade da criação e com todo aspecto da vida humana, e tem como propósito a obediência da fé para a glória de Deus.

2. A TMI é uma versão protestante da Teologia da Libertação? 

René Padilla - Depende de como se define a Teologia da Libertação, da qual há várias versões. É “protestante” ao afirmar várias das ênfases fundamentais da Reforma Protestante do século XVI (a clássica e a anabatista). Ao mesmo tempo, dá muita importância à dimensão histórica da revelação de Deus e à dimensão contextual da experiência da salvação por meio de Cristo Jesus. Nisto coincide com a aproximação teológica de alguns dos autores que se identificam como teólogos da libertação e, consequentemente, enfocam a Palavra de Deus como “proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça [incluindo necessariamente seu aspecto social], para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).

3. Qual o valor do evangelismo na TMI? 

René Padilla - Sem evangelização como comunicação oral do Evangelho não há prática da missão integral cristã. Esta abarca as dimensões da vida cristã: o ser, o fazer e o dizer. Ao mesmo tempo, a partir desta perspectiva, temos de afirmar que a evangelização não pode ser reduzida à comunicação oral do Evangelho, já que o testemunho cristão exige que o que os cristãos digam (ou proclamam) seja ratificado pelo que são e pelo que fazem.

4. Qual o valor da responsabilidade social na TMI? 

René Padilla - Alinhado com o que disse no parágrafo anterior, sustento que a ação cristã (o que se faz em nível pessoal e social) é um aspecto essencial do testemunho cristão. As boas obras não são opcionais para nós que cremos que, embora não sejamos salvos pelas obras, “somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.10).

5. Qual o valor da Bíblia na TMI?

René Padilla - Sem a Bíblia, não há possibilidade de TMI. Como já disse antes, a TMI é uma aproximação à fé cristã que tenta relacionar a revelação da trindade de Deus com a totalidade da criação e com cada aspecto da vida humana. Por meio da Bíblia, mediante a iluminação do Espírito Santo, entramos em contato com a revelação especial de Deus, cuja culminância se dá na pessoa e na obra de Jesus Cristo.

6. A TMI é um movimento latino-americano? 

René Padilla - É um movimento latino-americano só no sentido de que especialmente (mas não exclusivamente) na América Latina, pela graça de Deus, nas últimas décadas, houve um ressurgimento de temas teológicos fundamentais presentes em teólogos e pregadores ao longo de toda a história da igreja – temas tais como a íntima relação entre o amor a Deus e o amor ao próximo, “shalom” como o propósito de Deus para a vida humana, e o lugar da justiça, da misericórdia e da humildade na vida daqueles que confessam o seu nome. Lamentavelmente, devido em grande parte ao individualismo da era moderna, tais temas tinham sido esquecidos com grande frequência em setores evangélicos dos “países protestantes” que enviaram muitos dos missionários ao redor do mundo, incluindo o nosso continente. Na providência de Deus, tais temas recuperaram, em grande parte, o seu lugar em nosso continente na segunda metade do século XX, especialmente em círculos da Fraternidade Teológica Latino-americana.

7. A arte cristã pode dialogar com a TMI? 

René Padilla - Toda arte sempre mantém uma relação, maior ou menor, com a criação de Deus, e esta, por sua vez, merece atenção por parte da arte cristã. Isto permite que a TMI se ocupe da arte como expressão do reconhecimento da soberania de Deus sobre a totalidade da criação e sobre todos os aspectos da vida humana. 

8. A TMI tem um método científico definido? 

René Padilla - Mais que ciência com “um método científico definido”, a TMI é um diálogo entre a revelação de Deus e a vida humana em suas múltiplas facetas. Para uma compreensão mais elaborada de tais facetas da vida humana, as ciências humanas (por exemplo, a antropologia, a sociologia, a economia e a política) são de grande ajuda. Por esta razão, a TMI se esforça para conseguir que o diálogo com a revelação seja um diálogo interdisciplinar.

9. Qual a relação da TMI com o Movimento Lausanne? 

René Padilla - Não há uma relação “oficial” entre a TMI e o Movimento de Lausanne, mas, indubitavelmente, a influência da TMI no Movimento de Lausanne cresceu admiravelmente ao longo dos anos. O parágrafo 5 do Pacto de Lausanne, que surgiu de Lausanne I, em 1974, afirma que, já que Deus é Criador e Juiz de todos os seres humanos, “devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão”; que “a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão”; que “a mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam” e que “a salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais”. Em grande medida devido à penetração da TMI em círculos evangélicos em nível global nas últimas décadas, estas afirmações, junto com muitas outras do mesmo teor, fornecem a substância fundamental do “Compromisso da Cidade do Cabo”, que surgiu de Lausanne III, em 2010.

10. Qual o valor da contribuição de John Stott para a consolidação da TMI? 

René Padilla - John Stott, graças à transcendência mundial do seu ministério, foi usado por Deus, especialmente a partir de 1974, para abrir a porta do mundo evangélico para que a TMI rompesse a resistência que encontrou por muitos anos nos “países protestantes” e, pouco a pouco, recebesse o reconhecimento como teologia autenticamente evangélica de que hoje goza em nível global, especialmente na América Latina, na Ásia e na África.

Ultimato

Caminhada pela Paz em Caruaru é nesta quinta


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