quarta-feira, 25 de março de 2015

Organizações cristãs divulgam carta contra a redução da maioridade penal


A Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), que reúne diversas organizações sociais cristãs, divulgou umacarta aberta convocando igrejas e parlamentares evangélicos a se posicionarem contra a redução da maioridade penal. O documento é parte de uma agenda política estabelecida pela rede em assembleia realizada na cidade do Rio de Janeiro, no período de 18 a 20 de março.

A carta destaca que políticas e ações de natureza social desempenham um papel importante na redução das taxas de criminalidade, o contrário da adoção de soluções punitivas e repressivas. Como no caso da experiência malsucedida dos Estados Unidos, onde os adolescentes e jovens que cumpriram pena em penitenciárias voltaram a delinquir de forma mais violenta, resultando no agravamento da violência para a sociedade.

O documento ainda cita o descumprimento, por parte do Estado, das medidas educativas previstas no Estatuto da Criança do Adolescente (ECA), como responsabilização para qualquer adolescente a partir dos 12 anos que tenha cometido ato contra a lei. Ao invés de irem para instituições preparadas para a reeducação, muitos adolescentes vão para lugares que reproduzem o ambiente de uma prisão comum. “Enviar os jovens mais cedo para o sistema prisional é decretar a falência de nossa sociedade em prover oportunidades de vida digna para a nossa juventude e condenar nosso futuro como nação”, aponta a carta.

A Renas defende no texto a garantia de oportunidades de desenvolvimento para crianças e adolescentes, pois esse público é a maior vítima da grande violência que ocorre no Brasil. Como destaca também a nota do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) contra a redução da maioridade penal. 

Unicef -- Divulgada no dia 18 de março, a nota do Unicef afirma que os adolescentes brasileiros são hoje mais vítimas do que autores de atos de violência. O Brasil é o segundo país no mundo em número absoluto de homicídios de adolescentes, atrás da Nigéria. De acordo com o Unicef, mais de 33 mil brasileiros entre 12 e 18 anos foram assassinados em 2006 e 2012. Se as condições atuais prevalecerem, outros 42 mil adolescentes poderão ser vítimas de homicídio entre 2013 e 2019. As vítimas têm cor, classe social e endereço. Em sua grande maioria são meninos negros, pobres, que vivem nas periferias das grandes cidades.

O aperfeiçoamento do atual sistema de medidas socioeducativas é igualmente defendido na nota do Unicef. “Só assim o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) poderá garantir a responsabilização dos adolescentes autores de ato infracional e, ao mesmo, tempo a sua integração na sociedade”.

A Renas finaliza a carta conclamando os parlamentares e comunidades evangélicas a se posicionarem “em favor da vida de nossas crianças e adolescentes, pois o Deus da vida enviou seu filho Jesus Cristo para dar vida plena para todas as pessoas. [...] Conclamamos todos vocês a se posicionarem ao lado de Jesus...”

Agenda -- Amanhã, quarta-feira, dia 25/03, às 9h, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados realizará uma sessão para discutir a PEC 171 – Proposta de Emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no país. Representantes da Renas estarão presentes para acompanhar a sessão. Vários movimentos contrários à proposta prometem fazer manifestações no local. 

Para assinar a petição online contra a redução da maioridade penal, click aqui.

*Com informações da Renas e do Unicef

Bíblia de Gutenberg é avaliada em torno de US$300 milhões e doada a uma universidade, nos EUA

Uma universidade de Princeton (EUA) recebeu uma doação de livros e manuscritos raros, incluindo a Bíblia de Gutenberg, que foi impressa em torno de 1445 (D.C). Com seu valor estimado em aproximadamente 300 milhões de dólares, o livro é o maior presente já entregue à universidade, em toda a sua história.
A universidade "Ivy League" recebeu o presente do músico, musicólogo (estudioso), bibliófilo e filântropo William H. Scheide, um ex-aluno, que se formou pela instituição em 1936 da e faleceu em novembro de 2014, aos 100 anos.
"Através da generosidade de Bill Scheide, uma das maiores coleções de livros e manuscritos raros no mundo de hoje terá um lar permanente aqui", disse o presidente da Universidade, Christopher L. Eisgruber.
A Bíblia de Gutenberg foi impressa na cidade alemã de Mainz (ou Mangúcia, em português), no ano de 1455 (ou 1456), e foi o primeiro livro substancial a ser impresso a partir de tipos móveis na Europa. Hoje, existem apenas 48 exemplares desta histórica edição, alguns dos quais estão nas universidades norte-americanas de Harvard e Yale, na Livraria Pública de Nova York, na Biblioteca do Congresso (EUA) e na "Morgan Library & Museum", em Nova York, de acordo com a Bloomberg.
"Estas obras (manuscritos) vão ficar como uma coleção de definição para a Biblioteca de Firestone e da Universidade de Princeton", Eisgruber acrescentou. "Eu não posso imaginar uma coleção facinante que esta para servir como o coração da nossa biblioteca. Estamos gratos pela dedicação eterna de Bill Scheide, de Princeton e seu compromisso de compartilhar sua coleção de tirar o fôlego com acadêmicos e estudantes para as gerações vindouras."
A Bíblia de Gutenberg foi avaliada em torno de 300 milhões de dólares e atualmente só tem 48 exemplares originais em todo o mundo.
A coleção inclui a impressão original da Declaração da Independência; um autógrafo de Beethoven (de próprio punho) em um bloco de desenho de partituras de 1815 / 16; impressões dos primeiros trabalhos de Shakespeare; manuscritos de músicas conhecidas com autógrafos de de Bach, Mozart, Schubert e Wagner; um discurso autografado por Abraham Lincoln, de 1856 sobre os problemas da escravidão; e livros com cópias das cartes do general Ulysses S. Grant, sobre últimas semanas da Guerra Civil.
A Biblioteca de Scheide estava alojada na biblioteca Firestone, de Princeton desde 1959, quando se mudou de sua cidade natal de Titusville, Pensilvânia.
"A generosidade de Bill era lendária", disse a bibliotecário da Universidade, Karin Trainer em um comunicado. "Ele também era generoso com sua biblioteca".
Ela também disse que "verdadeiro valor" da Biblioteca Scheide é o apoio que presta aos programas acadêmicos da universidade.
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