terça-feira, 21 de outubro de 2014

Pastor de megaigreja abandona família para viver nas ruas

gospelRick Cole é o líder da megaigreja Capital Christian Center, na cidade de Sacramento, Califórnia, que reúne mais de 4 mil membros.
Mês passado, ele iniciou um desafio pessoal que tomou a igreja de surpresa. Cole abandonou sua família e o púlpito para viver nas ruas da cidade por dois meses (ou até que os membros de sua igreja levantassem US$ 100 mil em doações).
O dinheiro irá para o projeto Winter Sanctuary [Santuário de inverno], que auxiliará os sem-teto. Serão ônibus que recolherão homens e mulheres e os levarão para igrejas e templos em noites frias e chuvosas, oferecerão refeições quentes e ajuda para quem desejar sair das ruas. O objetivo é substituir um programa do município que terminou por causa de cortes orçamentários.
Em apenas duas semanas a arrecadação chegou a 144 mil dólares e o pastor voltou para casa. Ele conta sua história no site revonthestreet.com. No último final de semana subi ao púlpito com o visual mudado (pois não se barbeou no período) e usando as mesmas roupas sujas. Pregou um sermão baseado em suas experiências vividas nas ruas de Sacramento. Relatou que dormiu em um beco várias noites seguidas e como viveu sem dinheiro e sem saber de onde viria a refeição seguinte. Explicou que alguns dias só comeu por que havia uma igreja distribuindo sopa no parque da cidade.
Pediu que os cristãos se envolvam mais com as questões sociais e afirmou que a experiência mudou sua visão de mundo de maneiras que ainda estava tentando entender.
“Eu comecei a perceber o valor de cada pessoa”, disse ele, visivelmente emocionado. “Toda alma é importante, até mesmo os loucos”. No final fez um apelo para que a igreja anuncie esperança: “Deus, em seu Espírito, está lá fora, nas ruas”.
A iniciativa de Cole não é inédita. Em 2012, o pastor Buff Dustin e o pastor de jovens Philip Nguyen viveram por 10 dias nas ruas de Norman, cidade do Estado de Oklahoma.
A experiência também foi vivida por alguns dias pelo pastor Thomas Keinath, da megaigreja Calvary Temple, localizada em Wayne, New Jersey. 
Com informações de Urban Christian News

Time de futebol contrata pastor para evitar rebaixamento

Time de futebol contrata pastor para evitar rebaixamentoO técnico do Vila Nova, Wladimir Araújo, sugeriu à diretoria do time a contratação de um pastor para ajudar os atletas a serem mais positivos e assim evitar o rebaixamento do grupo para a série C.
O Tigre disputa o Campeonato Brasileiro na série B e corre o risco de ser rebaixado se não conseguir pontos suficientes.
Para Araújo o pastor Marlon Brito, indicado para assumir a “vaga” pode motivar os jogadores para que eles tenham força suficiente para tirar o time da atual situação.
“Ele é um cara extremamente positivo, que vem para nos ajudar neste momento delicado”, disse o treinador sobre o pastor que já teria trabalhado para o Aparecidense.
Para poder sair da zona de rebaixamento, o Vila Nova precisa de oito vitórias nos noves jogos que ainda disputará. 
Com informações FutNet

Caio - PAULO ORAVA TANTO, QUE NEM TANTO...

Paulo orava apesar de crer que o Espírito intercede por nós.

Orações, súplicas e ações de graças estão presentes em todas as suas cartas.

Chega a falar em “se esforçar nas orações”.

Ele orava porque sabia que Deus ouvia.

Ele orava porque sabia que Deus sabe que não sabemos.

Por isto, ele orava o que queria, mas aguardava o que Deus quisesse.

Por que orar então?

Qual a motivação que Paulo tinha para orar?

Ele orava porque gostava. 

Era seu prazer. 

Não era um tempo devocional para ele. 

Era a vida...respirar, amar, sentir, sofrer, esperar—tudo em Deus.

Ele cria que não estava falando ao vento quando orava.

Para ele orar era real.

Você gosta de falar com quem ama e com quem ama você?

Paulo amava fazer isso.

Quem escrevia tanto para os amigos tinha que falar muito com o Amigo.

Ele encomendava jornadas em oração em seu favor, fazia jejuns e rogava por amigos que estavam sofrendo de males físicos.

Mas como, se ele cria que tudo é Graça?

Para que orar?

Pelo amor de Deus!

Paulo era homem, não era Deus.

Deus não ora.

Deus fala.

Paulo orava.

Ele cria que Deus sabia o que ele queria, embora também soubesse que talvez, ele mesmo, Paulo, não soubesse o que estava de fato pedindo. 

Mas Deus sabia. 

E ele não temia dizer o que queria porque não temeria o que Deus desejasse.

Isto é fé na soberania de Deus.

Orai sem cessar!—recomendava ele.

E para fazer isso ele não andava de joelhos e nem tentava fazer calos de camelos nas rodilhas dos joelhos para mostrar o quão consagrado ele era a Deus em oração. 

Ele orava sem cessar porque seu pensar já era um orar...

Quando acaba a divisão entre pensamento e oração; entre meditação e oração; entre reflexão e oração—então, ora-se sem cessar!

Ora sem cessar é existir conscientemente em Deus. 

É não pensar na pessoa de Deus.

Entendeu? 

É fazer o processo de pensar, sentir, refletir e meditar, acontecer em Deus.

Muda tudo.


Caio

Cientistas garantem ter descoberto vida alienígena na estratosfera

Cientistas garantem ter descoberto vida alienígena na estratosferaCientistas afirmam que as partículas descobertas na estratosfera da Terra são a prova de que existe vida extraterrestre e que a Terra veio originalmente do espaço.
Os pesquisadores da Universidade de Sheffield e do Centro de Astrobiologia da Universidade de Buckingham, na Inglaterra, chegaram a essa conclusão depois de analisarem as partículas encontradas.
Essas partículas foram descobertas durante a chuva de meteoros Perseidas que aconteceu no ano passado quando a equipe do professor Milton Wainwright lançou um balão na estratosfera com uma altitude de 27 quilômetros na atmosfera e equipado com lâminas estéreis.
Essas lâminas, projetadas para capturar organismos biológicos minúsculos, conseguiram capturar um organismo com tamanho de 10 microns. Wainwrith afirmou que essa estrutura é “coloquialmente chamada de ‘a partícula de dragão’, a qual a análise científica mostra que é feita de carbono e oxigênio e, portanto, não é um pedaço de poeira cósmica ou vulcânica”.
O cientista só não sabe dizer se o organismo encontrado é uma única forma de vida ou se é composta por uma série de micróbios menores. “Não há pólen, grama ou partículas de poluição encontradas com eles, ou ainda o solo ou poeira vulcânica. Isso, mais o fato de que alguns dos materiais biológicos colhidos pela equipe produzem crateras de impacto quando atingem as amostras, confirmam a sua origem no espaço”, disse o professor ao Daily Express.

Comunidade científica pede mais explicações

O achado da equipe inglesa tem gerado dúvidas na comunidade científica. Ao site Space.com, um astrobiólogo pediu ao professor Wainwright que mostre se o organismo encontrado é composto por aminoácidos D ou aminoácidos L, para provar se não se trata de um material com a mesma bioquímica terrestre.
A descoberta dos ingleses sobre o material encontrado foi publicada no Journal of Cosmology que teve sua reputação questionada pela comunidade científica por mais de uma vez.
Além da equipe do Centro de Astrobiologia da Universidade de Buckingham, cientistas russos também afirmam terem descoberto vestígios de vida extraterrestre. Trata-se de vida marinha encontrada do lado de fora da Estação Espacial Internacional (ISS).
A agência de notícias Itar-Tass conversou com o funcionário encarregado da ISS, Vladimir Solovyev, que confirmou a descoberta de um minúsculo plâncton e organismos microscópicos. 
Com informações O Globo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Crescimento das igrejas: três armadilhas

Para mim não é fácil escrever um artigo sobre os perigos do crescimento das igrejas. Primeiro, porque nunca fui pastor de uma igreja numerosa. Não sei o que isso significa. Segundo, porque a realidade que envolve o crescimento de uma igreja é sempre muito complexa. Espera-se que uma igreja saudável – que ensina a Palavra de Deus, evangeliza e faz discípulos de Cristo ¬– cresça numericamente.

Porém, a saúde e a fidelidade de uma igreja podem levá-la a crescer e ser relevante, bem como a sofrer e ser marginalizada. No entanto, como o crescimento e a visibilidade das igrejas despertam grande interesse e o status decorrente é muito sedutor – o que não acontece quando o que está em jogo é o sofrimento, a marginalidade e o martírio –, gostaria de refletir sobre os riscos, ou quem sabe, sobre os ídolos, que o crescimento numérico das igrejas pode apresentar.

A preocupação com o crescimento da igreja é legítima e necessária. Sempre foi. O desafio dessa expansão envolve afirmar a prioridade da missão, a centralidade do evangelho, a necessidade de falar para os de fora, bem como o esforço para ser relevante no contexto social e cultural, no estabelecimento de alvos objetivos, na importância de estratégias e no uso correto das ferramentas sociais e tecnológicas.

Embora esta preocupação com o crescimento seja percebida em toda a história cristã, as mudanças sociais das últimas décadas trouxeram novas realidades, que precisam ser analisadas criticamente. Há três décadas, a preocupação dos evangélicos era com a missão integral e a luta por transformação política e social. A preocupação hoje é com a igreja local, seu crescimento, e sua presença na sociedade. Antes o foco estava na esfera pública; agora, na esfera privada da vida comunitária. Antes a palavra de ordem era "revolução", hoje é "relevância".
A busca por uma igreja relevante abre portas para um novo mundo, trazendo novos desafios e possibilidades. Por outro lado, abre brechas para o risco de a igreja se comprometer, muitas vezes sem perceber, com o espírito desta era. Modernizar e inovar não são um problema em si. Porém, é preciso olhar criticamente para a forma como se faz a busca por relevância e de que maneira se lança mão dos recursos modernos de crescimento. É necessário discernir os riscos que tais ações representam para o futuro do cristianismo.
A expressão "crescimento" pode ser compreendida em termos quantitativos (número de membros, orçamento, projetos) e qualitativo (maturidade, caráter, profundidade). Ambos são importantes, e um não exclui, necessariamente, o outro. No entanto, o crescimento quantitativo nem sempre promove um crescimento qualitativo, mas sempre desperta um fascínio em função da visibilidade e do prestígio que uma grande igreja proporciona para seus líderes e membros. É aqui que enfrentamos um grave risco: o de se construir a casa (igreja) sobre a areia e não sobre a rocha, segundo a parábola de Jesus.

CARACTERÍSTICAS DAS IGREJAS QUE CRESCEM
As igrejas que mais crescem possuem, pelo menos, três características comuns: uso intenso de modernas ferramentas tecnológicas, forte liderança pessoal e uma poderosa marca institucional. É claro que existem outras características, mas quero me deter nestas três e refletir sobre os riscos que elas representam para o futuro da igreja.
A revolução tecnológica da segunda metade do século 20 e deste início de século 21 mudou o cenário religioso. A busca pela excelência funcional e por uma comunicação eficiente ocupa o topo das prioridades de muitas igrejas. Possuímos tecnologia para um bom planejamento estratégico, música de excelente qualidade, projetos de crescimento eficientes.
O problema é que a tecnologia tem o poder de substituir aquilo que Deus faz por aquilo que é feito pelo homem. Vivemos o risco de um perigo semelhante ao que Paulo percebeu na igreja de Éfeso, cujos crentes, segundo o apóstolo, tinham aparência de piedade e no entanto lhe negavam o poder. Ter uma boa música, não nos torna, necessariamente, adoradores. Um bom planejamento estratégico não tem o poder de transformar mentes e corações. Projetos eficientes não fazem de nós verdadeiros discípulos de Cristo.

Igreja bem estruturada não é sinônimo de comunhão. A crítica à Igreja de Laodicéia é de que ela era rica e abastada e não precisava de coisa alguma. Inclusive de Deus. A tecnologia vem se tornando um substituto para a fé. Mas essa eficiência não substitui o poder transformador do evangelho. Precisamos perguntar: é possível discernir o que Deus está fazendo? O primeiro risco que a igreja enfrenta hoje é o da negação de Deus. Não a negação de sua existência, mas do seu poder.
Uma segunda característica comum é a forte liderança pessoal. A liderança forte, bem como a tecnologia, em si, não constitui um problema. O risco está naquilo que nem sempre é percebido. Se a tecnologia traz o risco de uma igreja sem Deus, a liderança forte traz o risco de uma igreja sem netos ou bisnetos. Hoje, o que mais atrai os fiéis a uma igreja, além de sua funcionalidade, é o carisma de seu líder.
Ao ser perguntado pela igreja que frequenta, a resposta mais comum é "a igreja de fulano de tal". Essa liderança confere uma posição de destaque ao membro desta igreja. A pergunta é: igrejas assim sobreviverão à uma segunda ou terceira geração? Sobreviverão depois que seus grandes líderes saírem de cena? Sabemos que algumas megaigrejas na América do Norte entraram em rápido declínio na segunda geração de líderes.

O velho problema da igreja de Corinto se repete: uns são de Paulo, outros de Apolo, outros de Pedro e alguns chegam a dizer que são de Cristo. O personalismo intensifica o narcisismo, que muda o objeto da adoração. Tanto na política como na igreja, a figura forte de um líder compromete o futuro. Vive-se um apogeu glorioso seguido por um rápido vazio e declínio.
A terceira característica é a forte marca institucional, que a torna atraente. Aqui vejo dois perigos. O primeiro diz respeito à busca por relevância. Porém, o que precisa ser relevante, a igreja (instituição) ou o evangelho de Cristo? É possível ser relevante e, ao mesmo tempo, comprometido com a verdade? Sem o evangelho e sem a verdade, qualquer esforço para ser relevante se mostrará, cedo ou tarde, totalmente irrelevante. A imagem que Paulo usa é a do tesouro em vasos de barro.
Não é o evangelho de Cristo que desperta o interesse de muitos para a igreja hoje, mas a própria igreja com seus métodos, programas, música e tecnologia. Isso não é necessariamente ruim. Nem sempre as pessoas serão atraídas pelos motivos mais nobres. O problema é que o vaso vai se transformando não só na porta de entrada, mas num fim em si mesmo. Quanto mais atenção se dá ao vaso, menor valor terá o evangelho.

O outro perigo é a perda da consciência de ser povo de Deus, Corpo de Jesus Cristo. Algumas igrejas que crescem rapidamente atraem uma quantidade considerável de cristãos frustrados com suas igrejas de origem, que ali chegam como a última alternativa institucional de sua jornada cristã. Envolvem-se com paixão, adquirindo uma forte identidade com aquele grupo em particular. O problema é que não são mais capazes de se verem como parte do povo de Deus em uma determinada região ou cidade, mas apenas como povo de Deus de uma igreja particular. É a negação do "povo de Deus" e a afirmação perigosa de uma elite religiosa superior.

CUIDADOS NO CRESCIMENTO
O desafio do movimento moderno de crescimento de igrejas requer alguns cuidados. O primeiro é o de preservar Deus como Deus na igreja. A tecnologia pode nos ajudar em muitas coisas, mas não transforma o coração e a mente caída do ser humano. Só seremos relevantes enquanto permanecermos envolvidos pelo que é eterno. Podemos usar os recursos modernos, mas precisamos nos assegurar que o que virá pela frente serão vidas transformadas pelo poder do evangelho de Jesus Cristo e não consumidores de programas e entretenimento religiosos.

O segundo cuidado é reconhecer a virtude da humildade. O testemunho de João Batista era: convém que ele cresça e que eu diminua. Este deve ser o espírito de qualquer líder. Jesus advertiu seus discípulos em relação ao risco do poder quando disse que entre os grandes e poderosos deste mundo, o maior manda nos menores. No entanto, disse ele, entre vocês não será assim. Quando a admiração por um líder diminui a devoção a Cristo, é sinal de que o espírito desta era já nos capturou.

O terceiro cuidado é compreender que fomos batizados num corpo. Somos o povo de propriedade exclusiva de Deus. Adoramos a Deus em uma comunidade local – grande ou pequena –, mas o Deus que adoramos fez uma aliança com seu povo do qual somos parte. O precioso tesouro foi confiado a um vaso de barro. Seja este vaso grande e inovador, ou pequeno e discreto, o que importa é o tesouro confiado a ele, sempre. Se a relevância pertencer ao vaso, o tesouro será negado à humanidade. É o Corpo de Cristo, todo ele, que revela a glória do cabeça da Igreja.

Os riscos do crescimento são invisíveis, mas muito grandes. Construir uma casa sobre a areia sempre foi uma opção atraente e sedutora. Mas formar discípulos fiéis e obedientes de Jesus Cristo, ensiná-los a guardarem seus mandamentos e obedecê-los, integrá-los em uma comunidade de adoração e serviço sacrificial, sempre foi uma tarefa difícil, lenta e trabalhosa.

Porém, quando vierem as tempestades e os vendavais testando o valor da fé, esta igreja, edificada sobre a rocha, testemunhará a glória da verdade redentora de Jesus Cristo.


cristianismohoje

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