segunda-feira, 25 de maio de 2015

A santidade de Jesus

Para Jesus, ser santo é ser verdadeiro para com a nossa condição humana: 
é ter a coragem de chorar em público (Jo. 11.35), 
de admitir perdas e saudade (Jo. 11.36), 
de gritar de dor (Mt. 27.50), 
de confessar depressão (Mt. 26.38), 
de pedir ajuda emocional (Mc. 27.50), 
de se confessar cansado (Jo. 4.6), 
de dizer tenho sede (Jo. 19.28), 
de confessar dificuldades familiares (Mc. 3.21;Jo. 7.1-9), 
de admitir que a privacidade é um direito e uma necessidade de sobrevivência (Mc. 6.30-32,45,46). 

Ser santo é admitir que o amor pode ser exercido na perspectiva da disciplina física (Mc. 11.15-19) 
e que o "desabafo" é um sadio escape quando se está farto de estupidez (Lc. 11.31-32). 
Ser santo é continuar sendo de Deus mesmo em meio ao mais profundo e inexplicável silêncio divino (Mt. 27.46).

Caio Fábio

Humor Sr e Sra Lobos - Dinheiro


domingo, 24 de maio de 2015

Hakani - Uma Voz pela Vida (Documentário)

Mad Max: a estrada da fúria


Em 1982, com 18 para 19 anos, fui ao cinema em Campinas (SP) assistir ao filme “Mad Max 2 – A caçada continua”, do diretor e produtor australiano George Miller (a tradução literal seria “O guerreiro da estrada”). Fiquei impressionado com o filme. E não apenas eu, porque três anos depois veio “Mad Max 3 – Além da Cúpula do Trovão”. Estes filmes lançaram um até então desconhecido ator australiano por nome Mel Gibson ao estrelato e ao primeiro escalão de Hollywood. 


Alguns anos depois apenas é que assisti em VHS (os mais novos não fazem ideia do que é isso!) “Mad Max”, o primeiro da série. Considero o primeiro filme como sendo bom: Max, um policial rodoviário australiano fica completamente “Mad” quando uma gangue de motoqueiros que vandalizava pequenas cidades, cometendo todo tipo de delitos e violência gratuita (mais ou menos como a turma do Alex em “Laranja Mecânica” do Anthony Burguess) mata seu parceiro de patrulhamento e por fim, sua esposa e seu filhinho pequeno. Ele toma a justiça nas mãos e executa sua vingança contra a gangue. Um filme com início, meio e fim. Foi, de certa forma, uma surpresa que este filme tenha tido continuação – esta, a meu ver, a melhor daquela primeira trilogia (os filmes respectivamente de 1979, 1981 e 1985). O filme é uma distopia, isto é, uma ficção que apresenta um futuro trágico, dramático, catastrófico, chamado pela mídia – equivocadamente, se julgado em perspectiva teológica – de “apocalíptico”. 

Na cronologia de Mad Max, entre o primeiro e o segundo filmes aconteceu a Terceira Guerra Mundial, uma guerra nuclear, que quase devastou por completo a população do planeta. Os sobreviventes em um mundo desértico tentam reconstruir a sociedade e a existência, mas de um modo exótico, estranho mesmo. A estética dos filmes não se enquadra em padrão nenhum, a não ser talvez um estilo punk, mas muito exagerado. Os filmes são cheios de personagens esquisitos, e têm como ponto em comum a trajetória de um homem atormentado pela dor de sua perda, que não se perdoa pelo que considera seu pior fracasso, o de não ter conseguido impedir o massacre de sua família, e que mesmo sem querer acaba sendo um herói, ajudando pessoas: um grupo que mora em uma refinaria no meio do deserto (Mad Max 2) e meninos perdidos que vivem em um oásis (Mad Max 3 – este eu tenho como o pior da primeira trilogia. Tina Turner cantando “We don’t need another hero” não combina com Mad Max de jeito nenhum...).

Esta introdução é necessária para uma compreensão mínima de “Mad Max – Estrada da Fúria”, que surge exatos 30 anos depois do último filme da primeira série. Max Rockatanski agora é encarnado pelo jovem ator britânico Tom Hardy. E o diretor é o mesmo George Miller, que faz um trabalho primoroso. O filme é tenso e intenso. As cenas de perseguição no deserto são as mais insanas que o cinema já viu. Charlize Theron, tão bela, está simplesmente irreconhecível como a Imperator Furiosa (engraçado ver anglófonos pronunciando “Furiosa” – sai algo mais ou menos como “Furiôssa”). O filme está cheio de gente surtada, pessoas esquisitas, deformadas por conta de exposição à radiação nuclear, é surreal e psicodélico demais, mas demais mesmo. 

Não sei de onde George Miller tira tanta inspiração para as sequências bizarras e incrivelmente malucas de seu filme. É um filme de ação, mas é muito mais que um filme de ação. Depois de “Mad Max – Estrada da Fúria” vai ser muito difícil dirigir um filme de ação, porque querendo ou não, as comparações serão inevitáveis. E vai ser muito difícil alguém fazer algo que chegue ao menos perto deste filme de Miller. É um filme que é muito mais que um mero blockbuster. Não é a ação pela ação, não é a aventura pela aventura, como se um fim em si. Muito pelo contrário: o filme propõe questões seríssimas para nossa reflexão, questões para nosso futuro, mas que urgentemente têm que ser vistas com a maior seriedade agora, hoje, já, pelos governantes e pelo povo. 

Estas questões podem ser vistas à luz da teologia cristã. É possível identificar pelo menos quatro pontes, por assim dizer, com a teologia, quatro possibilidades de diálogo entre a narrativa fílmica de George Miller e a teologia cristã (possivelmente haja mais. Não se tem aqui a pretensão de esgotar a matéria, ainda mais em se tratando de um filme tão rico como este).

Estas questões seríssimas são: 

1) A questão dos combustíveis fósseis. Este é o grande tema de Mad Max 2, e o mesmo tema é retomado por Miller em Estrada da Fúria, que, há que se dizer, não é um Mad Max 4. Os combustíveis fósseis um dia acabarão. Vivemos uma relação ambígua com os veículos movidos a combustíveis fósseis. Por um lado, são necessários. Por outro lado ao mesmo tempo o capitalismo impõe a necessidade de consumo cada vez maior. O consumismo é um valor da religião do mercado, não da fé cristã, que se pauta pela solidariedade;

2) A questão da água. Este sim é o líquido mais precioso do planeta (e não o diesel e a gasolina, tal como apresentado em Mad Max 2). O vilão do filme controla o povo de uma comunidade decidindo quanto e quando eles terão água. Você já reparou em quantas vezes a Bíblia fala de água? Já parou para pensar em como a água é importante na teologia bíblica? E em como a água é importante para a vida? Ecologistas e autores de ficção científica já há tempos alertam para o perigo da água vir a faltar no planeta. Os governantes e o mercado não deram atenção. A seca no Sudeste brasileiro neste fim de 2014 e início de 2015 conseguiu chamar a atenção da grande imprensa e do povo em geral para este problema tão delicado. Não consigo entender como um tema tão importante na Bíblia e tão necessário para a vida não seja tema da reflexão teológica evangélica no Brasil. O III Fórum Mundial de Teologia e Libertação, reunido em Belém do Pará em janeiro de 2009, teve como tema a questão da água e da terra. O evento é ecumênico, ou seja, adota uma teologia tida como não conservadora. Antes abordar um tema tão importante a partir de uma teologia não conservadora que não abordá-lo com uma teologia correta (ou pelo menos, que se pensa que é a correta);

3) A questão da escravidão do ser humano pelo ser humano. O mote do filme é a luta pela liberdade de um grupo de escravas sexuais do vilão da história, cuja autoridade jamais é questionada por seus súditos. Elas são usadas apenas para reprodução. O tema da escravidão é mais que importante na teologia bíblica. E hoje, com tantos recursos e tanta tecnologia, há mais escravos que jamais houve em toda a história da humanidade. O Brasil tem muitos trabalhadores escravos hoje. E mais uma vez em nosso contexto brasileiro as teologias que se pretendem certas e corretas à luz da Bíblia não fazem ouvir sua voz de denúncia e protesto diante desta situação; 

4) A questão do fanatismo religioso. O vilão do filme, Immortan Joe, se apresenta como um messias, e, usando figuras da mitologia escandinava e da cultura japonesa, leva seus jovens escravos a matar e a morrer (qualquer semelhança com jovens membros de grupos terroristas radicais de inspiração religiosa hoje não é mera coincidência). Ele se coloca no lugar de Deus, fazendo lembrar todos os líderes políticos da história que tentaram assumir um lugar que não lhes pertence, o lugar que apenas é daquele que “remove reis e estabelece reis” (cf. Dn 2.21). 


O filme é muito louco, mas é inteligentíssimo. Faz pensar. Aponta questões para a reflexão teológica e a ação pastoral dos seguidores de Jesus no mundo. Tem um enredo bem pensado, coerente. Vou querer ver o filme de novo.

É doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo e bolsista do PNPD-CAPES na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte (MG).
Ultimato

Vale da Bênção no Divinópolis abre hoje com Culto de Ações de Graças

Seguindo a meta do Departamento de Missões (DEPAM), que é "uma igreja em cada bairro", a Igreja Evangélica Congregacional Vale da Bênção está iniciando as atividades hoje em mais um campo missionário num bairro que ainda não tem congregação da denominação. Esta fica na rua Bahia, Divinópolis e será pastoreada por Josué Bispo, que esteve na Brasil para Cristo anteriormente. Calcula-se que exista atualmente 30 pontos de pregação da IEC Vale da Bênção na região, entre igrejas e congregações.

O culto festivo está marcado para começar 19 hs e 30 min. e além de convidados no louvor será celebrado mais um ano de vida do pastor e de sua esposa, Sandra, que aniversariaram durante esta semana, quem estará ministrando a Palavra é o pastor Vadelson Marques.

"Este ainda não é o culto de abertura da igreja", lembra Josué, "estamos preparando uma grande festa com a presença do Rev. Nicácio Moura que hoje não vai poder está conosco, mas em breve avisaremos".

A igreja fica na Rua Bahia, 879, Divinópolis.

"Fazedor de Igrejas"

Josué Bispo se converteu em 28 de agosto de 1986 e quem pregava naquela noite era o pastor Itamar de Souza, exatamente numa reunião semelhante a esta, aniversário da IEC Vale da Bênção Central.

Recebeu o chamado para missões no culto do DEPAM em 89, porém só foi para o campo quatro anos depois, 1993, em Ibirajuba, lá abriu trabalho também no Sítio Caramujo.

Em 1997 foi para São Domingos (Santa Cruz do Capibaribe) e quando saiu deixou a igreja com o templo construído.

Em Caruaru abriu o trabalho nos bairros Boa Vista I e II, ficando entre os anos 98 e 2003, deixando também um templo erguido num terreno amplo com possibilidade de expansão para outros departamentos.

A Brasil para Cristo estava fechando sua única igreja no município quando Deus o conduziu para assumir a igreja, desafio aceito e em pouco tempo já havia uma congregação ativada e uma igreja formada. Novamente o pastor organizou uma campanha e mobilizou diversos irmãos e em pouco tempo a igreja já tinha terreno próprio o tempo foi erguido. Josué permaneceu na igreja de 2004 até 03 de maio deste ano. Além de ter dado um dinamismo regional à denominação esteve à frente também da Brasil para Cristo em Sairé.

Quando perguntado sobre a facilidade que tem em mobilizar voluntários e arrecadar fundos para erguer edifícios muitas vezes em época de crise, o pastor respondeu "é a mão de Deus"! Mas não só edificações humanas o pastor deixa por onde passa, são incontáveis as vidas edificadas e alcançadas por Deus através deste casal ao longo de mais de 20 anos de ministério.

Presentia congratula-se com os irmão deste novo campo desejando que as bênçãos de Deus renove as forças e direcione os passos do pastor Josué, Sandra e seus filhos. Que permaneça firme no Evangelho e frutificando para a Glória do Senhor da Igreja.

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