sábado, 18 de fevereiro de 2017

Forças iraquianas recuperam controle do túmulo do profeta Jonas

Em julho de 2014, as forças do então nascente Estado Islâmico dominaram a cidade de Mosul, no Iraque. Além de destruir 11 igrejas, atacaram o túmulo do profeta Jonas.
Chamado de Younis em árabe, o local atraía visitantes e ficava dentro uma mesquita que levava o seu nome.
Esta semana, após mais uma investida das tropas iraquianas, foi recuperado o controle da região. A maioria dos jihadistas abandonou Mosul após um conflito que durou meses e contou com o apoio aéreo da Rússia.
“Reassumimos o controle da zona de Nabi Younis. Erguemos a bandeira iraquiana sobre a tumba”, afirmou Sabah al-Noman, porta-voz do Serviço Iraque de Luta contra o Terrorismo, que lidera a ofensiva militar em Mosul.
O local do túmulo, erguido no século VIII a.C. deverá ser reconstruído nos próximos meses.    Ele está entre as dezenas de locais históricos destruídos ou gravemente danificados pelos soldados do Estado Islâmico, que os consideravam local de idolatria.
Após intensos combates, que custaram a vida de muitos civis, o tenente -geral do exército iraquiano, Talib Shaghati, disse que em breve eles retomarão a porção ocidental da cidade, que ainda está na mão de grupos terroristas
Com informações de CBN

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Assembleia de Deus no Recife emite documento em que diz que adolescentes 'não estão autorizados a namorar'

Imagem redimensionada
Um documento emitido pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco localizada na Avenida Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, vem chamando a atenção nas redes sociais. Em um trecho destacado com letras maiúsculas, o texto em questão frisa que adolescentes que fazem parte do grupo de jovens da instituição religiosa estão proibidos de namorar.

“Adolescentes componentes da União, NÃO ESTÃO AUTORIZADOS A NAMORAR. Os que insistirem devem ser encaminhados ao Presbítero e ao Coordenador da área, que já estão devidamente orientados como proceder”, sentencia o texto.

O documento é assinado pelo presidente da Assembleia de Deus em Pernambuco, pastor Ailton José Alves, e sustentado pela coordenação do Departamento de Adolescentes. O grupo de jovens é formado por pré-adolescentes e adolescentes entre 13 e 18 anos.

O aviso, que tem caráter de circular, ainda lista outras recomendações e proibições como a realização de "Culto de Avivamento". Em outro ponto, o texto ainda determina que o jovem que postar fotos ou comentários que “comprometam ou exponham sua reputação”, assim como de terceiros, será chamado e orientado.

“Se insistir nesse comportamento, deve ser encaminhado ao Presbítero e ao Coordenador da Área. Contudo, se a situação persistir o caso deve ser encaminhado ao Departamento”, alerta o texto.

Igreja diz que usou o termo errado

Por telefone, a assessoria de imprensa da igreja confirmou a veracidade do texto e comentou que a circular foi entregue às lideranças do grupo de jovens com o intuito de orientar os pais para não deixarem seus filhos “soltos e, assim, evitar uma gravidez indesejada”. Principalmente, durante o período de festividades como o carnaval. 

A comunicação da entidade religiosa ainda defendeu que o termo usado foi incorreto e que, na verdade, a igreja queria dizer “não é recomendado”.

Fonte: G1

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Pb. Andrey Gouveia pede Unidade de Saúde em Lagoa de Pedra

Com o objetivo de garantir o acesso aos serviços básicos de saúde pelos moradores do Conjunto Residencial Lagoa de Pedra, na zona rural de Caruaru, o vereador Pb. Andrey Gouveia (PRP) apresentou à Mesa Diretora, na reunião ordinária desta terça-feira (14), o Requerimento Nº 249/2017, que visa à implantação de uma Unidade de Saúde da Família (USF) na comunidade. O requerimento é resultado da solicitação dos moradores de Lagoa de Pedra, que informaram ao Pb. Andrey as dificuldades que enfrentam diariamente para marcações de consultas e atendimento, sendo necessário o deslocamento para USFs de outras localidades. “A construção de uma USF em Lagoa de Pedra é extremamente importante para garantir o direito dos moradores aos serviços básicos de saúde. É dever do poder público facilitar este acesso que é assegurado como direito fundamental à população pela Constituição Federal brasileira”, esclarece o vereador.
 
Outros requerimentos também foram apresentados pelo Pb. Andrey na noite de ontem (14), na Câmara Municipal. A solicitação nº 246/2017 requisita a implantação de redutores de velocidade na rua José de Alencar, conhecida como Rua das Oficinas, no bairro Nossa Senhora das Dores. No Requerimento nº 247/2017 foi pleiteada a feitura do calçamento das ruas Ator Paulo Gracindo, Visconde de Abaeté, Carneiro de Campos e Travessa Visconde de Abaeté, localizadas no bairro Jardim Liberdade. Para as ruas Ayrton Sena, Antônio Ande, Joaquim Ferreira e Aristides Dantas no Maria Auxiliadora também foi solicitado calçamento através do Requerimento Nº 248/2017.
 
Aprovados
 
Foram aprovadas por unanimidade as duas proposituras apresentadas na última quinta-feira (09) pelo vereador Pb. Andrey Gouveia, que requereu a revitalização, limpeza e conservação da Praça Coronel Porto e calçamento em seis ruas do bairro João Mota. As solicitações serão encaminhadas ao Poder Executivo.
 
Juliana Santos/AI vereador Pb Andrey Gouveia

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Evangélicos se unem para combater preconceito dentro das igrejas

Laudicéia Reis Silva dos Santos, Marco Davi e Evelyn Daisy
Em parte por causa do ativismo conservador de alguns líderes evangélicos - especialmente no Congresso Nacional -, pastores e fiéis herdaram uma reputação de intolerância aos olhos dos defensores do Estado laico e dos direitos humanos.
Para muitos evangélicos, no entanto, a realidade é outra - em diversas vertentes religiosas, existem iniciativas que pretendem evitar a disseminação de ideias preconceituosas e a defesa dos direitos humanos nas igrejas.
Em São Paulo, por exemplo, o pastor batista Marco Davi de Oliveira coordena um grupo de estudos sobre raça e evangelho com o objetivo de combater o racismo dentro da igreja, enquanto a pastora metodista Lídia Maria de Lima organiza eventos religiosos para fazer um alerta sobre a violência doméstica e praticar o que chama de "teologia feminista".
A centenas de quilômetros dali, o teólogo batista e pastor José Barbosa organiza em Belo Horizonte o movimento "Jesus Cura a Homofobia", que busca combater o preconceito contra gays entre os evangélicos.
E eles garantem que há outros pastores fazendo trabalhos semelhantes em vários Estados brasileiros.
"Em razão do ativismo evangélico conservador no plano político e moral, os evangélicos têm sido muito mal vistos pela imprensa, por defensores da laicidade do Estado, dos direitos humanos e por grupos feministas e LGBT", diz à BBC Brasil Ricardo Mariano, professor de sociologia da USP e autor do livro Neopentecostais, que traça o perfil das igrejas evangélicas no país.
"Existem mais de 50 milhões de evangélicos no Brasil, um quarto da população, então é um grupo que não pode ser visto como um bloco coeso nem no plano político nem no moral. Há uma imensa pluralidade", afirma.
A pastora Lídia Maria de Lima organiza eventos para discutir a questão da mulher no Evangelho
Demônios e racismo - Em 2011, o pastor evangélico e deputado Marco Feliciano (PSC-SP), disse em sua conta no Twitter que "africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé", o que provocou uma série de críticas de defensores de direitos humanos e variados grupos evangélicos.
Acusado de discriminação, o deputado disse não ser racista nem homofóbico, mas voltou a repetir, desta vez em sua defesa apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a "maldição sobre a África" teria ligação com o "primeiro ato de homossexualismo na história".
Nas redes sociais, feministas evangélicas se unem contra duplo preconceito
Por que as religiões de matriz africana são o principal alvo de intolerância no Brasil?
Leitura no encontro liderado por Lídia Maria de Lima
O pastor batista Marco Davi de Oliveira diz ter vivido na pele os efeitos desse tipo de discurso que liga a negritude a maldições.
Alguns anos atrás, ao participar de um conselho de pastores em uma igreja da Assembleia de Deus, a maior denominação evangélica e pentecostal no Brasil, ele decidiu falar sobre o racismo dentro da igreja - e relata ter enfrentado uma reação violenta por parte de um líder evangélico, que prefere não identificar.
"Eu estava falando sobre a questão racial e um pastor começou a gritar dizendo que eu estava cheio de demônios, tentando dividir a igreja, que eu não tinha o espírito santo em mim e, portanto, não era evangélico nem cristão", conta Oliveira à BBC Brasil. "Isso só me fortaleceu porque percebi que, se causava tanto incômodo, devemos continuar falando sobre isso."
Oliveira organizou um grupo de estudos de raça com integrantes negros e brancos de diferentes segmentos evangélicos, batizado de Discipulado Justiça e Reconciliação.
"Temos batistas, pentecostais, presbiterianos, todos convivem muito bem", afirma Carlos Diogo, integrante do grupo.
"Dialogamos a questão racial na Bíblia e dentro das igrejas com base no livro de Frantz Fanon Pele Negra, Máscaras Brancas. Cada membro lê um trecho do livro e faz um resumo", explica - a obra citada por ele fala sobre a negação do racismo contra o negro na França e ficou conhecida por oferecer um maior senso crítico sobre o impacto do racismo na sociedade.
O grupo teve início na metade de 2016, com 20 integrantes negros e 10 brancos, e durou até novembro. Ao longo desse período, participou do Fórum de Igualdade de Gênero na Igreja Batista no Parque Doroteia (São Paulo), cujo pastor é Oliveira, e do Culto Contra o Genocídio da População Negra.
Oliveira diz ter retomado o grupo de estudos há uma semana, com novos integrantes.
"O nosso cristianismo nasce na África, Jesus Cristo era negro. Quando os negros começam a entender que a Bíblia é um livro escrito para povos negros, eles começam a se libertar, as meninas param de alisar o cabelo, deixam o cabelo crespo", diz.
Para o pastor batista, visões como a defendida por Feliciano no Twitter se devem a erros de interpretação do evangelho.
"O racismo está presente na igreja porque ela é uma instituição formada por gente. Há racismo por falta de compreensão do texto bíblico. Muitos acreditam que se aproximar da negritude é se aproximar do diabo, e isso oprime muitas pessoas negras."
Teologia feminista - Divergências em torno da interpretação dos preceitos bíblicos também se manifestam em outros temas sobre os quais há preconceitos.
Há, por exemplo, pastores que utilizam passagens bíblicas para justificar a subordinação feminina ao homem, afirma a pastora Lídia Maria de Lima.
"O que sempre aparece em discursos machistas são trechos que dizem que a mulher foi criada para ser auxiliadora. São textos escritos por homens que refletem a sua época", diz.
Por esse motivo, Lima organiza eventos voltados a mulheres em São Paulo junto à Assessoria de Direitos Humanos da Koinonia, uma instituição ecumênica que reúne diversas tradições religiosas envolvidas em movimentos sociais. Em cada encontro, que reúne cerca de 20 a 30 pessoas, há uma discussão sobre a condição da mulher na sociedade brasileira e são distribuídas cartilhas sobre o enfrentamento à violência doméstica, um material didático que ultrapassou os limites da igreja metodista e foi replicado em outras denominações.
"A leitura bíblica que se faz nas igrejas é pensada a partir do patriarcado, dizendo que Deus é homem, fala dos pais da igreja (Abraão, Isaac), e o lugar da mulher está sempre em posição de submissão. Quando pensamos em teologia feminista, fazemos uma releitura dessa história bíblica", afirma ela.
Enquanto Lima distribui cartilhas para coibir a violência contra a mulher, tramita no Congresso um projeto de lei de autoria do Pastor Eurico (PHS-PE), da Assembleia de Deus, revogando a lei (12.845/2013), que obriga os hospitais públicos a prestarem atendimento médico gratuito às vítimas de violência sexual.
A justificativa apresentada pelos defensores do projeto é que o atendimento a vítimas de violência sexual promove o "aborto químico" ao garantir a elas o acesso à chamada pílula do dia seguinte.
'Cura da homofobia' - Outros projetos da chamada "bancada evangélica" atingem diretamente a comunidade LGBT, como o Estatuto da Família, que fixa como conceito de família apenas aquela formada por homem e mulher, o que pode dificultar o processo de adoção de crianças por casais gays.
Em reação a esse tipo de proposta, José Barbosa, teólogo batista e pastor, criou um movimento contra a homofobia dentro das igrejas.
Ele conta que teve a ideia quando viu cristãos pedindo perdão à comunidade LGBT, pela forma como a igreja os tratou, durante a parada gay em Chicago, em 2012. Três anos depois, o religioso organizou um grupo - que virou um movimento com 50 pessoas - para fazer o mesmo na parada gay em São Paulo, sob o mote "Jesus Cura a Homofobia".
"A maioria (dos participantes) são héteros e evangélicos que assumiram essa causa dentro das igrejas que frequentam, como batistas, presbiterianas, anglicanas... É uma tentativa de levar essa discussão para as igrejas", explica o líder do "Jesus Cura a Homofobia".
"Principalmente, quando veio essa onda de conservadorismo no Brasil, com (o pastor Silas) Malafaia e Feliciano, achei necessário 'colocar a cara no sol' para dizer que há outro tipo de evangélico. Nem todo evangélico é homofóbico e contra os direitos humanos", afirma.
De acordo com Barbosa, o interesse de evangélicos por causas do tipo não é novidade e teria se desenvolvido nos anos 1980 com a chamada "Teologia de Missão Integral", uma leitura do evangelho voltada para assistência social.
"A partir dos anos 2000, quando começou a efervescência do conservadorismo que vemos no Brasil hoje, esses grupos começaram a se organizar melhor, principalmente no Nordeste e no Sudeste. Há também as igrejas inclusivas, voltadas aos homossexuais. A diferença do 'Jesus Cura a Homofobia' é que tentamos trabalhar dentro das igrejas tradicionais", diz.
Especialista em igrejas evangélicas, Mariano, da USP, chama essa "efervescência do conservadorismo" nas igrejas de "ativismo político evangélico".
"A insistência do ativismo evangélico é cada vez mais radical, com dezenas de projetos de lei para combater a igualdade de gênero, impedir que casais gays tenham os mesmos direitos civis, entre outros", avalia ele.
"Uma das motivações centrais do ativismo político evangélico é de ordem moral, eles querem restaurar a ordem social e moral de acordo com seus padrões tradicionalistas de moralidade bíblica, que são diferentes dos cenários sociais modernos. É uma espécie de reação conservadora à secularização jurídica", afirmou.
Mariano sublinha, porém, que há diferentes imagens a respeito do evangélico no imaginário do país.
"Tradicionalmente, o evangélico é pensado como alguém que não bebe, não fuma, tem um comportamento honesto", diz o professor da USP.
"Essa reputação do evangélico como aquele com um comportamento moral rigoroso é uma imagem muito forte que prevalece, mas destoa um pouco de outra imagem pública deles, a do envolvimento de lideranças evangélicas pentecostais em escândalos", explica.
"Quando se olha para as autoridades evangélicas há uma imagem, e os fiéis têm outra."

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Exemplares raros da Bíblia de Gutenberg estão disponíveis online


Agora de qualquer lugar do mundo é possível acessar a Bíblia de Gutenberg, produzida no primeiro tipo móvel, no século XV. Considerada uma jóia do património universal, os arquivos da Bíblia estão disponíveis em Gallica, a biblioteca digital da Biblioteca Nacional da França (BNF).

A instituição possui dois exemplares conservados, digitalizados em alta definição para tornar mais fáceis o acesso e a navegação pelo texto bíblico, atendendo às necessidades de pesquisadores e do público geral.

As duas cópias mantidas pela BNF fazem parte dos apenas 50 exemplares da Bíblia de Gutenberg ainda existentes no mundo, que foram impressos por volta de 1455 na primeira prensa gráfica, criada pelo alemão Johannes Gutenberg. 

O invento de Gutenberg foi essencial para o movimento da Reforma Protestante. A disseminação das ideias de Lutero, na escala alcançada, foi possível em grande parte pelo surgimento dessa máquina que facilitava a impressão de arquivos.

Uma das cópias da Bíblia, a mais rara, impressa em papel vegetal, possui quatro volumes, ricos em ilustrações. A outra possui dois volumes e é mais modesta, mas também de grande importância histórica, acompanhada de uma nota manuscrita, de 1456, atestando a data de impressão da Bíblia.

É possível conferir os volumes, todos em latim, aqui.

(Com informações de Protestante Digital)


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