segunda-feira, 20 de maio de 2013

A última cruzada

Aos 95 anos, Billy Graham participa de sua derradeira campanha evangelística.

A Associação Evangelística Billy Graham (AEBG, na sigla em inglês) anunciou para este ano a última cruzada com a participação do célebre evangelista americano. 

Aos 95 anos de idade e com a saúde debilitada, Graham vai participar da campanha Minha Esperança, realizada em escala global pela organização, através da veiculação de programas de TV e material digital. 

A campanha vai mobilizar crentes do mundo inteiro a reunir amigos e vizinhos para assistir à última ministração de Graham, considerado o maior evangelista do século 20 e que tem mais de seis décadas de ministério.

domingo, 19 de maio de 2013

Paulo Nailson - Lições e reflexões de uma tragédia

Mais uma vez somos levados a refletir sobre a quantas anda o desmantelamento da família nos dias atuais.

Poderia ser num mês qualquer, mais foi exatamente em maio, chamado Mês da família.
Talvez ser noutro período, não na semana de aniversário da cidade.
Por que não noutro ambiente que não fosse um religioso?
E o contexto? desajuste familiar e intolerância religiosa.

O convite à reflexão está posto:

Na correria do dia-a-dia temos encontrado tempo para dedicar a nós mesmos e aos que amamos?
Esse tempo é apenas de "estar perto" ou existe de verdade atenção e dedicação?
Será válido mesmo descuidar de valores que nortearam nossos pais?
Um lar ou família desajustada, relacionamentos interpessoais doentios, busca desenfreada pelo possuir ciosas além do necessário para sobrevivência distancia-nos cada vez mais de uma vida saudável socialmente.
Não haverá um ponto de equilíbrio entre acompanhar as mudanças cada vez mais rápidas que a sociedade nos apresenta e preservar esses princípios?

O momento de celebração dos 156 anos não pode ofuscar os reais problemas que enfrentamos no cotidiano. Mais cidadania é ter mais consciencia de nossos direitos e deveres, se temos o dever de zelar pelo bem público, temos o direito de ter acesso a ele, se pagamos tributo, temos direito de receber de volta em serviço prestado, e isso se dá em boa educação, moradia digna, acesso a saúde e outros ítens descritos nos artigos 5 e 6 da Constituição. Segurança é um deles.

E o sentimento religioso? Muitos poderiam perguntar "onde estava o Deus daquele povo para permitir que a tragédia acontecesse"?
Como Ele pode ter desviado as balas de uns, evitado a fatalidade em outros e não servir de escudo para sua serva, até onde se sabe, dedicada e fiel seguidora?

Mas espere, estamos falando de quem mesmo?

Do deus que se importa mais com a instituição do que com a pessoa? Um deus que que castra nossos sonhos e sufoca com compromissos mesquinhos que atendem a estruturas egoístas e impérios de pseudos ministros que se auto-promovem? Quantos destes estão dispostos a entrar na prática da "transparência" tornando público seus ganhos e bens?
Religião que não serve, se serve, essa serve a quem e pra que?

O Eterno tem seus propósitos e muitos destes passam longe do que certos ambientes religiosos sustentam.

É difícil pra mim enxergar Deus em pessoas que ao se relacionarem com Ele parecem perder o sabor pela vida, principalmente vida social.
Penso que minha relação com Ele não me afasta nem das pessoas que gosto e muito menos das que formam comigo a "malha" social.
Ele não me brutaliza nem me faz odiar o outro, nem ter sentimentos de superioridade em relação aqueles que pensem o contrário de mim. Antes sou  comovido pelo Seu amor e movido em direção aos carentes da Graça d'Ele e isso faço até mesmo para que o outro perceba a existência do Deus que eu creio nas minhas atitudes de aproximação e não de repelência.

Tragédias humanas acontecem e vão continuar acontecendo desde sempre, e há muitas implicações em torno disso que o espaço não me permite, no momento, explanar.

Creio que a proposta de Deus associe santidade com o serviço no mundo e não me aliena, me isola, me torna esquisito e figura indesejável.

Eu diria até, como numa resposta do pastor Caio a um pai em luto, oprimido pela religião e suas muitas burocracias pra que alguém seja salvo:
-"...esteja eu no inferno de Jesus, mas Deus me livre do céu dos crentes impiedosos e sádicos".


Publicado antes no:

Vem ai Cine Pipoca!!!


Acompanhe o mandato do vereador SIVALDO OLIVEIRA

O vereador Sivaldo Oliveira iniciou o mês de maio esteve em visitando e atendendo a solicitações, nos bairros: Vila Kenedy e São João da Escócia. 

Ele também se reuniu com o Deputado Estadual Pr. Cleiton Collins a fim de convidá-lo a participar do projeto do Polo Gospel 2013. 

Além disso, ele junto a Secretaria da Fazenda conseguiu a isenção futura do IPTU do estádio do Central e anistia das dívidas anteriores referentes à IPTU do clube.


SivaldoOliveira permaneceu no Mês com reuniões, sendo a principal delas com os demais colegas vereadores e o comandante da PM Coronel Campos, a respeito do Programa Pacto pela Vida, visando debater medidas que possam diminuir a criminalidade em Caruaru e região. 

Fora isso, na seção recente, teve a votação do projeto para aumento de salário e carga horária dos agentes comunitários de Saúde, projeto que o vereador votou a favor, e foi aprovado. 

Como presidente do Central ele participou de várias reuniões e contatos para montagem do novo elenco, que disputará a série D do campeonato brasileiro. 

Além de estar em busca de novos recursos financeiros para o clube.

A FALÊNCIA DO CRISTIANISMO ?


As culturas têm valores que podem comprometer o Evangelho. 

A Igreja primitiva era platônica demais, a medieval aristotélica demais, a moderna iluminista demais e agora a Igreja Pós-Moderna está se tornando muito pluralista. 

Em pesquisa recente constatou-se que 57% das pessoas que frequentam as igrejas Evangélicas acreditam que as outras Religiões podem conduzir à vida eterna.

Assim como reconhecemos facilmente onde a igreja primitiva lia Platão em suas escrituras, da mesma forma as futuras gerações vão se surpreender com a nossa falta de percepção critica ao permitimos que certos valores culturais da diversidade e inclusão – que aos nossos olhos são validos – enfraqueçam a nossa Fé.

ATRAÇÕES DO CHAMA VIVA 2013


Este ano o 3º CHAMA VIVA promete ser dos melhores, pois além da atração principal, haverá um tributo ao irmão Isaías do Acordeon com a participação da Banda Brasas no Altar, que terá no seu show, cantando junto o filho de Isaías, Emanuel do Acordeon, Erasmo Miguel e Jonas Souza.



Brasas no Altar, 
Emanuel do Acordeon,
e Erasmo Miguel fazem aquele forró tradicional, 
e o Jonas, que já tem 3
CDs gravados, faz sertanejo e forró universitário.

Essa linha de comunicar a Palavra de Deus através de ritmos de nossa cultura é um compromisso que Jaelcio, organizador do evento, logo firma com os convidados, para que a tradição nordestina da festa em Caruaru seja mantida. O Evangelho é então contextualizado ao momento vivenciado.

Presentia vai fazer em junho um especial com cada um deles. Aguardem!

SOM E LOUVOR

Em 2008, eles chegaram "anônimos", numa feira cristã no Ceará, mas foi só subir ao palco e mostrar a qualidade musical que tinham a oferecer, que logo ganharam fama entre o público cearense. 

Resumidamente, esta é a história da banda Som e Louvor que vem pela segunda vez ao Chama viva. 

Tocando forró, o grupo conquistou o público no ano passado.




A banda vem lançar DVD intitulado "FESTA DE CRENTE"


Veja "FESTA DE CRENTE" da principal atração deste ano:




sábado, 18 de maio de 2013

“Sola Scriptura”: a centralidade da Bíblia na experiência protestante


Sendo as Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos o livro sagrado dos cristãos, é natural que desde o início tenham sido objeto de grande estima e profundo interesse. Desde os primeiros séculos, a Bíblia foi amplamente usada para os mais variados propósitos: teológicos, catequéticos, litúrgicos, homiléticos e devocionais. Ela não somente foi invocada nos grandes debates doutrinários da época, que visavam definir as verdades centrais da fé, mas, acima de tudo, era a principal fonte na qual os cristãos, fossem eles instruídos ou não, iam buscar orientação, consolo, encorajamento e proximidade com Deus. Enfim, ela estava no centro da identidade e autocompreensão do novo movimento.

Uma herança contraditória

Tão forte era o apreço pelas Escrituras entre os primeiros cristãos que muitos chegavam a usa-las de modo um tanto supersticioso. Em busca de respostas para os seus problemas, era comum abrirem a Bíblia ao acaso e lerem o primeiro versículo no qual se fixavam os seus olhos, considerando-o uma mensagem divina diretamente enviada a eles. Tal prática tornou-se tão popular que teve de ser condenada repetidamente por concílios da igreja. Outros cristãos se sentiram profundamente desafiados por certas passagens, a ponto de tomarem decisões radicais que transformaram para sempre as suas vidas. Por exemplo, as palavras de Jesus ao jovem rico — “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me” (Mt 19.21) — levaram muitos cristãos antigos, como Antônio do Egito, Valdès de Lião e Francisco de Assis, a abandonarem tudo e se dedicarem plenamente à causa do evangelho.

Com o passar dos séculos, uma série de fatores produziu um crescente distanciamento entre a Bíblia e os fiéis. Em primeiro lugar, o surgimento de dissidências ou expressões alternativas da fé cristã, eventualmente consideradas heréticas — todas as quais apelavam para as Escrituras —, levou os líderes da igreja majoritária a temerem e desaconselharem a leitura da Bíblia pelos leigos. Em segundo lugar, a interpretação bíblica oficial por parte da igreja, na forma da tradição e do magistério eclesiástico, passou na prática a ser mais importante e decisiva que a própria Escritura. Por meio da interpretação alegórica, com sua grande flexibilidade de entendimentos, a igreja passou a buscar fundamentação bíblica para certos dogmas que simplesmente não se encontravam claramente expressos no texto sagrado.

Finalmente, havia a questão pura e simples da acessibilidade física. Durante mais de um milênio, as cópias parciais ou integrais da Bíblia eram feitas à mão, trabalho esse realizado principalmente por monges que pacientemente redigiam os manuscritos (hoje existem cerca de 2.300 manuscritos bíblicos produzidos entre os anos 300 e 1500). O fato de os livros serem copiados à mão tornava-os extremamente caros para a maioria das pessoas — copiar um livro como Isaías levava semanas ou meses. Por exemplo, no século 14 o custo de uma Bíblia podia ser equivalente ao salário de um ano inteiro de um sacerdote. Todos esses fatores contribuíram para que as Escrituras não estivessem ao alcance da maioria das pessoas.

A contribuição dos humanistas

A maior parte dos primeiros cristãos lia a Bíblia em grego, na versão conhecida como Septuaginta ou LXX. Nos primeiros séculos da era cristã, foram feitas traduções para vários outros idiomas, tais como o siríaco (Peshita), o armênio, o copta ou egípcio e o gótico. Algumas traduções foram feitas com propósitos missionários, como foi o caso da última mencionada: no século quarto, Ulfilas, o missionário pioneiro às tribos germânicas dos godos, traduziu a Bíblia para a língua desse povo. Todavia, a obra prima em matéria de tradução bíblica na antigüidade foi a Vulgata Latina, produzida pelo grande erudito Jerônimo no final do quarto século e início do quinto.

Na Europa medieval houve a predominância quase absoluta da Vulgata, sendo que as poucas traduções para as línguas vulgares abrangiam apenas algumas partes da Bíblia. Dois fatores contribuíram para a crescente difusão e popularização das Escrituras no final da Idade Média. Em primeiro lugar, a invenção da imprensa, em meados do século 15, simplificou e barateou substancialmente a produção dos livros. Outro fator, mais importante, foi a obra dos chamados humanistas bíblicos. Esses eruditos não somente começaram a estudar a Bíblia nos originais hebraico e grego, mas produziram valiosas edições críticas desses originais. Além disso, eles passaram a fazer traduções para as línguas vernaculares. Na segunda metade do século 15 e no início do século 16, a Bíblia foi traduzida para o alemão, o italiano, o espanhol, o francês, o tcheco, o inglês e outros idiomas europeus. 

Essa ampla divulgação da Bíblia foi uma das molas propulsoras da Reforma Protestante. Quando Erasmo de Roterdã, o “príncipe dos humanistas”, publicou uma edição do Novo Testamento grego acompanhado de uma tradução latina (1516), o impacto foi enorme. Muitos sacerdotes começaram a ler as Escrituras com renovado interesse e, o que é mais importante, passaram a utilizá-las de modo mais enfático na pregação e no ensino. Comparando os ensinos bíblicos com a tradição dogmática e magisterial da igreja, religiosos e leigos perceberam que havia conflitos insanáveis, e sentiram que a Escritura — a Palavra de Deus — devia ter a precedência. As conseqüências abalaram a cristandade.

A revolução protestante

Muito antes da Reforma, houve cristãos que defenderam uma espiritualidade mais bíblica. Um exemplo bem conhecido é o sacerdote John Wyclif, do século 14, que incentivou a primeira tradução completa da Bíblia para o inglês (1382). Wyclif se apoiou nas Escrituras para contestar uma série de dogmas da igreja medieval e foi eventualmente condenado por heresia. Quarenta e quatro anos após a sua morte, seus ossos foram exumados e queimados, sendo as cinzas lançadas em um rio. Muitos exemplares de seus livros e da sua tradução da Bíblia foram queimados — assim como alguns de seus seguidores. Surpreendentemente, apesar da intensa repressão, quase duzentas cópias dessa Bíblia sobreviveram até os nossos dias. Como é natural, a igreja ficou ainda mais receosa de colocar a Escritura nas mãos dos leigos. Mas havia sido desencadeado um processo irreversível.

Os humanistas seculares tinham o lema ad fontes, “de volta às fontes”, ou seja, as obras da antigüidade clássica greco-romana. Os reformadores fizeram o mesmo com a Bíblia, a fonte por excelência da tradição cristã, o registro da ação providencial e redentora de Deus na vida do mundo. Desde o início, homens como Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio e João Calvino afirmaram o princípio da autoridade suprema das Escrituras em matéria de fé e prática (“sola Scriptura”), e passaram a reavaliar toda a sua herança religiosa à luz desse critério. Eles concluíram que a autoridade da Bíblia é intrínseca e decorre da sua origem divina, visto ser a revelação direta, viva e pessoal de Deus aos seres humanos. Não foi a igreja que formou a Escritura, mas vice-versa. A igreja está edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas” (Ef 2.20), ou seja, o evangelho que está contido nas Escrituras e é a sua essência. Cristo é o centro e a chave das Escrituras.

Esse postulado, chamado o “princípio formal” da Reforma, teve uma série de corolários importantes. Um desses princípios colaterais foi o do “livre exame” das Escrituras. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, escrita para a instrução e o encorajamento do povo de Deus, todo cristão tem o direito e o dever de lê-la e estudá-la. Os reformadores conheciam os riscos envolvidos nesse princípio, mas mesmo assim resolveram assumi-los. Na questão crucial da interpretação bíblica, dois fatores foram importantes. Por um lado, insistiu-se no princípio da “analogia da Escritura”, ou seja, de que a Bíblia se interpreta a si mesma. Um ponto confuso ou obscuro do texto deve ser aclarado por outros textos que falam sobre o mesmo assunto. Por outro lado, houve o entendimento de que “livre exame” não significava “livre interpretação”, meramente pessoal, subjetiva, aleatória. Os reformadores foram os primeiros a dar o exemplo nesse sentido, levando em consideração o que havia de melhor na tradição exegética da igreja antiga.

A centralidade da Palavra

O amor pela Bíblia encontrou expressão em vários desdobramentos notáveis. A vida das comunidades protestantes passou a girar em torno das Escrituras e da sua mensagem. A própria arquitetura dos templos passou a refletir as novas convicções: a decoração modesta, a ausência de imagens e do altar, o destaque dado ao púlpito e à mesa da comunhão. O foco central do culto passou a ser a pregação expositiva da Bíblia, bem como a celebração dos sacramentos da ceia e do batismo. Os pastores ficaram conhecidos como “ministros da Palavra”.

Em contraste com a Idade Média, em que a arte sacra era considerada “a bíblia dos ignorantes”, os reformados passaram a incentivar a educação para que as pessoas pudessem ler a própria Bíblia. Paralelamente, houve uma produção sem precedentes de novas traduções em linguagem acessível ao povo. Uma das maiores contribuições de Lutero foi a Bíblia alemã (1534), um monumento literário desse idioma. Mais importante foi a Bíblia inglesa, devido à sua influência na história posterior do movimento protestante. A primeira tradução impressa foi a de William Tyndale (1525-1530), martirizado em Bruxelas em 6 de outubro de 1536. Dos 6 mil exemplares do seu Novo Testamento, somente dois chegaram até os nossos dias. Ainda no século 16, surgiram várias outras versões inglesas: Bíblia de Coverdale (1535), Bíblia de Matthew (1537), Grande Bíblia (1539), Bíblia de Genebra (1560) e Bíblia dos Bispos (1568).

Como seria de se esperar, as Escrituras influenciaram poderosamente todos os aspectos do universo protestante: a teologia, a liturgia, a pregação, a hinódia, a devoção pessoal e familiar, a vida intelectual, a literatura e a arte, bem como as concepções éticas, políticas e sociais. Nos países marcados pela Reforma, o próprio idioma absorveu um grande número de palavras e expressões bíblicas. A Bíblia esteve também por trás dos grandes movimentos de revitalização das igrejas evangélicas, como o puritanismo inglês, o pietismo alemão e os grandes despertamentos. Desde o século 16, com os próprios reformadores, o estudo dos textos nas línguas originais e a adoção de princípios equilibrados de exegese e hermenêutica (como o método histórico-gramatical) têm gerado um imenso e valioso legado de reflexão bíblica. 

Outra área da vida das igrejas que teve profunda conexão com as Escrituras foi o esforço missionário. Desde os primeiros contatos com povos não-cristãos, os protestantes se preocuparam em traduzir a Bíblia para as línguas nativas. Essa preocupação se intensificou a partir do final do século 18, por meio de homens como William Carey, que verteu as Escrituras para várias línguas do subcontinente indiano. Fator importante nesse processo foi o surgimento das grandes sociedades bíblicas — a Britânica (1804) e a Americana (1816). Por meio de seus agentes, os valorosos colportores, essas sociedades espalharam a Bíblia pelo mundo afora. Hoje, graças aos esforços de organizações como Tradutores Wyclif da Bíblia, são relativamente poucas as pessoas que não têm nenhuma parte das Escrituras em sua língua materna.

Conclusão

Ao se escrever sobre a importância da Bíblia para os protestantes, seria injusto esquecer a contribuição católica. Em todos os períodos da história, a igreja romana teve manifestações de grande apreço e valorização das Escrituras, preservando os manuscritos antigos, fazendo valiosas traduções, estudando e ensinando as Escrituras. Por outro lado, muitos protestantes não estão isentos de erros nessa área, como o biblicismo estreito e intolerante, as interpretações esdrúxulas, que geraram uma multiplicidade de seitas, o uso ideológico das Escrituras para justificar práticas inaceitáveis à luz do evangelho, como a escravidão e o preconceito. 
No cômputo geral, todavia, não há como negar que a Bíblia ocupa um lugar de muito maior destaque nas igrejas da Reforma e que os frutos desse interesse têm sido em grande parte benéficos e enriquecedores, tanto no aspecto pessoal quanto comunitário.


Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. asdm@mackenzie.com.br

Alderi dará o curso O Cristianismo e o Islamismo no Ocidente Medieval na Universidade Federal de Viçosa, nos dias 24 e 25 de maio. Informações pelo telefone 31 3899-1817.

Mensagem do Vereador Sivaldo Oliveira

Estava essa semana me lembrando de que alguns dizem que “Caruaru é uma cidadezinha do interior”. 

Mas como falar isso da Capital do agreste? 

Cidade que ostenta títulos de grandiosidade como ser a princesa do agreste, ter a maior feira livre do mundo, o maior São João do mundo, maior cuscuz, bolo de pé-de-moleque, ser o principal centro acadêmico e econômico da região além de também fazer a maior Marcha pra Jesus do interior do nordeste. 

Como considerar pequena uma cidade de povo guerreiro que a cada dia se levanta para fazê-la crescer mais e mais? 

Eu como Caruaruense só posso me orgulhar desses 156 anos de minha cidade, a fazenda que virou capital, e que hoje segue em um rumo de crescimento nunca antes visto, me orgulho de poder dar uma voz ao povo Caruaru. 

Parabéns caruaruenses!
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