quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Ah se não fosse aquela cruz

Ah se não fosse aquela cruz, estaria perdido em rumo ao abismo nas trevas sem luz.
Ah se não fosse aquela cruz, nas trevas andaria agonizando com o peso nas costas duas vezes morreria.
Ah se não fosse aquela cruz, minhas dores, minhas magoas, seria minha companhia.
Ah se não fosse aquela cruz, passos largos do céu, gosto amargo em vez de mel.
Ah se não fosse aquela cruz, tristeza e melancolia em vez de canto de alegria.
Ah se não fosse aquela cruz, hoje eu não entenderia a palavra amor, o que significaria.
Ah se não fosse aquela cruz, maldito eu seria, sacrifício não adiantaria apenas em vão me esforçaria.
Ah se não fosse aquela cruz, onde estaria o ladrão que na hora final ganhou o perdão o paraíso e também a redenção.
Ah se não fosse aquela cruz, à distância do homem para com Deus, só aumentaria, barreiras e um véu os impediria de chegarmos a sua luz.
Ah se não fosse aquela cruz, que matou o filho de Deus trazendo ao mundo o perdão, nos dando liberdade fazendo de Deus ao homem a comunhão.
Ah como amo a mensagem daquela cruz, pois foi nela que Jesus nos trouxe o perdão.
Aquela cruz, instrumento de maldição, mas foi por ela e pra ela que fez descer do céu, o Deus encarnado trazendo o homem à reconciliação.
O paraíso será restabelecido, devido aquele sacrifício que nela foi debitado o justo no lugar dos perdidos.
Deixando Jesus o céu de gloria, encarou a dura sorte de terminar sua missão, pendurado nela.
O que seria do evangelho sem aquela cruz? Simplesmente não existiria graça.
Para muitos, o que representa a cruz? Instrumento apenas de maldição? Para mim representa a minha sorte, pois quem deveria ter morrido nela era eu. Olhando pra cruz, eu sei o que significa amor de pai e por mim foi debitado todas as minhas culpas.
Há se não fosse aquela cruz, há se não fosse aquele madeiro, eu não conheceria meu Jesus.
Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus” I Cor 1:18.
Medite nesta letra muito conhecida:
Rude cruz se ergueu! Dela o dia fugiu,
Como emblema de vergonha e dor!
Mas contemplo esta cruz, porque nela Jesus
Deu a vida por mim pecador.
Sim, eu amo a mensagem da cruz
Té morrer eu a vou proclamar.
Levarei eu também minha cruz
Té por uma coroa trocar.
Desde a glória dos céus, o Cordeiro de Deus
Ao Calvário humilhante baixou;
Essa cruz tem para mim, atrativos sem fim
Porque nela Jesus me salvou.
Nesta cruz padeceu e por mim já morreu,
Meu Jesus, para dar-me o perdão.
E eu me alegro na cruz ,dela vem graça e luz
Para minha santificação.
Eu aqui com Jesus, a vergonha da cruz
Quero sempre levar e sofrer;
Cristo vem me buscar e com Ele, no lar
Uma parte da glória hei de ter.
Por  Pb Josiel Dias
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Josiel Dias Sou Cristão evangélico, Presbítero da Igreja Congregacional em Alcântara São Gonçalo RJ, Blogueiro ,[Mensagem Edificante para Alma] Servo por misericórdia, Salvo pela Graça.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

ESPECIAL DE NATAL - Calvino Rocha

Calvino RochaO SENTIDO DO NATAL


O que você sabe sobre o Natal? 

Não tenho dúvida alguma de que para muita gente a palavra Natal as remete a uma série de imagens: presentes bem embalados, árvore enfeitada, confraternização na empresa, família reunida ao redor de uma farta mesa, ruas enfeitadas e lojas abarrotadas.


Será que estas imagens, que povoam o imaginário popular, de fato falam sobre o verdadeiro sentido do Natal? 

A confusão sobre o Natal é tão grande que certa vez vi um motel ornamentado para o Natal, com uma enorme estrela.

Queridos, nós celebramos o Natal simplesmente porque Jesus nasceu e isto é mais do que suficiente para nós cristãos. Entendo que não se faz necessário encontrar um mandamento explícito na Bíblia para nos sentirmos motivados a celebrar o Natal, basta que saibamos que em Jesus, Deus visitou a humanidade com graça nos oferecendo a oportunidade de nos reconciliar consigo mesmo e de gozarmos paz e alegria, afinal de contas, qual o conteúdo da mensagem natalina anunciada pelo anjo aos pastores nas campinas de Belém, segundo Lucas 2.10-11 e 14? 

O anjo declarou: “Eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o salvador, que é Cristo, o Senhor... e paz na terra aos homens a quem ele quer bem”.

Afinal de contas, por que celebramos o Natal, já que Papai Noel não vem colocar um presente no “sapatinho na janela do quintal”, Jesus não nasceu em 25 de dezembro e não existe nenhum mandamento na Bíblia para que o façamos?

Para celebrarmos o Natal não precisamos de mesa farta, roupas novas, nem mesmo de presentes, precisamos apenas de Jesus e Ele nos foi dado. Jesus é o presente de Deus para a humanidade, portanto, junte-se a nós para celebrar o nascimento daquele que veio mudar a nossa história com a sua graça. Feliz Natal!


Pr. Calvino Rocha
1ª Ig. Presbiteriana de Campina Grande - PB.

ESPECIAL DE NATAL - C. S. Lewis

Há três coisas que levam o nome de “Natal”. A primeira é a festa religiosa. 

Ela é importante e obrigatória para os cristãos, mas, já que não é do interesse de todos, não vou dizer mais nada sobre ela. 

A segunda (ela tem conexões histórias com a primeira, mas não precisamos falar disso aqui) é o feriado popular, uma ocasião para confraternização e hospitalidade. 

Se fosse da minha conta ter uma "opinião" sobre isso, eu diria que aprovo essa confraternização. Mas o que eu aprovo ainda mais é cada um cuidar da sua própria vida. Não vejo razão para ficar dando opiniões sobre como as pessoas devam gastar seu dinheiro e seu tempo com os amigos. 

É bem provável que elas queiram minha opinião tanto quanto eu quero a delas. Mas a terceira coisa a que se chama “Natal” é, infelizmente, da conta de todo mundo.

Refiro-me à chantagem comercial. A troca de presentes era apenas um pequeno ingrediente da antiga festividade inglesa. O Sr. Pickwick levou um bacalhau a Dingley Dell; o arrependido Scrooge encomendou um peru para seu secretário; os amantes mandavam presentes de amor; as crianças ganhavam brinquedos e frutas. 

Mas, a ideia de que não apenas todos os amigos, mas também todos os conhecidos devam dar presentes uns aos outros, ou pelo menos enviar cartões, é já bem recente e tem sido forçada sobre nós pelos lojistas. Nenhuma destas circunstâncias é, em si, uma razão para condená-la. Eu a condeno nos seguintes termos.

1. No cômputo geral, a coisa é bem mais dolorosa do que prazerosa. Basta passar a noite de Natal com uma família que tenta seguir a “tradição” (no sentido comercial do termo) para constatar que a coisa toda é um pesadelo. Bem antes do 25 de dezembro as pessoas já estão acabadas – fisicamente acabadas pelas semanas de luta diária em lojas lotadas, mentalmente acabadas pelo esforço de lembrar todas as pessoas a serem presenteadas e se os presentes se encaixam nos gostos de cada um. 
Elas não estão dispostas para a confraternização; muito menos (se quisessem) para participar de um ato religioso. Pela cara delas, parece que uma longa doença tomou conta da casa.

2. Quase tudo o que acontece é involuntário. A regra moderna diz que qualquer pessoa pode forçar você a dar-lhe um presente se ela antes jogar um presente no seu colo. É quase uma chantagem. 

Quem nunca ouviu o lamento desesperado e injurioso do sujeito que, achando que enfim a chateação toda terminou, de repente recebe um presente inesperado da Sra. Fulana (que mal sabemos quem é) e se vê obrigado a voltar para as tenebrosas lojas para comprar-lhe um presente de volta?

3. Há coisas que são dadas de presente que nenhum mortal pensaria em comprar para si – tralhas inúteis e barulhentas que são tidas como “novidades” porque ninguém foi tolo o bastante em adquiri-las. Será que realmente não temos utilidade melhor para os talentos humanos do que gastá-los com essas futilidades?

4. A chateação. Afinal, em meio à algazarra, ainda temos nossas compras normais e necessárias, e nessa época o trabalho em fazê-las triplica.

Dizem que essa loucura toda é necessária porque faz bem para a economia. Pois esse é mais um sintoma da condição lunática em que vive nosso país – na verdade, o mundo todo –, no qual as pessoas se persuadem mutuamente a comprar coisas. 

Eu realmente não sei como acabar com isso. 
Mas será que é meu dever comprar e receber montanhas de porcarias todo Natal só para ajudar os lojistas? 

Se continuar desse jeito, daqui a pouco eu vou dar dinheiro a eles por nada e contabilizar como caridade. 

Por nada? 

Bem, melhor por nada do que por insanidade.

Clive Staples Lewis, mais conhecido como C. S. Lewis, foi um professor universitário, teólogo anglicano, poeta e escritor britânico, nascido na Irlanda, atual Irlanda do Norte. Destacou-se pelo seu trabalho acadêmico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É mais conhecido por ser o autor da famosa série de livros infanto-juvenis As Crônicas de Nárnia, em sete volumes, pela qual recebeu inúmeros prêmios — incluindo a renomada medalha de Carnegie.

Fonte:

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