domingo, 26 de abril de 2015

Qualquer forma de arte vale a pena


freeimages.com/photo/1331302Estive, por esses dias, às voltas com um de meus temas prediletos: a linguagem estética e a arte. Não preciso dizer o quanto a tarefa me deu prazer, já que é um campo pelo qual transito já há algum tempo.

A estética é uma parte da filosofia que se ocupa da beleza presente na arte. Mas o que é belo? Certamente não aquilo que é ditado pelos padrões de beleza de hoje, que, principalmente no Brasil, a associam à imagem de mulheres, que muitas vezes são magérrimas, beirando a anorexia. Também a associamos ao carro do ano, ao design em geral (gráfico, de interiores, etc.), mas muito pouco à arte.

A beleza certamente é mais do que aquilo que a mídia nos faz crer. Ela é a expressão de algo sublime, que encanta e embevece. Uma das frases famosas de Simone Weil é: “O Belo é a prova experimental de que a encarnação é possível”. Como entender isso?

De certa forma, a beleza tem a ver com o que vemos: a imagem. Mas a imagem não é apenas o que vemos com os olhos físicos. Certamente os olhos que veem a amada e o amado no livro de Cantares e sua formosura são os olhos da alma mais do que os do corpo. Mas atenção: mais e não menos (devemos lembrar que o corpo e sua beleza também são valorizados na Bíblia).

Vemos a imagem também com os olhos da imaginação. Por isso, ela é os olhos, ouvidos e a boca da linguagem estética. A imaginação, que é um diferencial do ser humano entre os animais, é também a marca registrada do que há de mais humano no homem e na mulher.

E a própria imaginação vem de uma imagem, uma impressão arquetípica, que está presente no ser humano desde a criação. Diz a Bíblia que o ser humano é imagem e semelhança de Deus. Portanto, a prática da criação é algo que está impregnada em nós e nos é intrínseca.

Mas é claro que a criação divina não se compara. Mas tem outro detalhe interessante no relato da criação: qual foi a primeira coisa que Deus viu, quando soprou a vida em sua estátua de barro (da mesma forma como quando criou o universo todo pela sua Palavra)? Viu que era bom.

De acordo com a filosofia antiga e medieval, a bondade, que é uma característica atrelada ao ser, à suaexistência enquanto tal, encerra em si outros traços do ser, que são os seus transcendentais, ou seja o que vai além do ser, formando a sua essência. Os filósofos costumavam dizer que o que é bom, tem um quê a mais e é ao mesmo tempo uno (formando um todo harmônico), verdadeiro, real e... belo

Vou dar um exemplo de como esses seis atributos ou transcendentais do ser coincidem na sabedoria popular: quando o trabalho de um artista, por exemplo, foi bem feito, exclamamos: Isso é que é trabalho! Esse é otrabalho (uno)! É uma verdadeira obra-prima! Ela realmente supera tudo! Em resumo, dizemos: Quebelo trabalho! 

Pois bem: quando Deus disse que sua criação era boa, ele disse ao mesmo tempo que ela era única, que tinha um quê a mais, que era verdadeira, real e que era bela.

Portanto, a beleza está em todas as coisas criadas, inclusive no homem. A diferença no homem é que ele, além de ser belo, também é capaz de criar a beleza. Ele é um ser, em outras palavras, capaz de criar arte por si mesmo. No dizer de J.R.R. Tolkien, somos todos subcriadores e como tais, chamados a criar e apreciar a arte dentro dos nossos limites de seres decaídos e subordinados a Deus.

Então, essa beleza é uma encarnação, ou seja, a concretização ou realização daquilo que foi imaginado. Por isso é que a mensagem da cruz (além de terrível) é tão bela: é a narrativa ou romance da concretização na história daquilo que todo artista prenuncia em sua obra: a encarnação.

E a beleza da arte não existe sem o outro, sem a apreciação, sem o louvor a ela mesma. Por isso é que é tão importante que o cristão tenha desenvolvido o senso estético e o gosto pela arte, se quiser ser um cristão completo.

Então, qualquer forma de arte vale a pena, desde que autêntica, pois ela emana, em última instância, ainda que de forma limitada e decaída, do próprio Criador e volta para Ele em forma de louvor e adoração.



É mestre e doutora em educação (USP) e doutora em estudos da tradução (UFSC). É autora de O Senhor dos Anéis: da fantasia à ética e tradutora de Um Ano com C.S. Lewis e Deus em Questão. Costuma se identificar como missionária no mundo acadêmico. É criadora e editora do site www.cslewis.com.br

sábado, 25 de abril de 2015

Ministério Renascer Wesleyano - Deus da Minha Vida

Em um ano, Igreja Católica gasta US$ 150 milhões em indenizações por casos de pedofilia nos EUA


Os casos de pedofilia na Igreja Católica dos Estados Unidos renderam à denominação uma despesa de US$ 150 milhões em indenizações e outras medidas, além da imagem arranhada perante a opinião pública.

Os valores foram gastos entre junho de 2013 e o mesmo mês de 2014, divididos em programas de apoio às vítimas de abusos sexuais por clérigos (US$ 120 milhões) e programas de prevenção à pedofilia (US$ 30 milhões).

As informações constam do relatório anual publicado na última sexta-feira, 17 de abril, pela Conferência dos Bispos dos Estados Unidos. De acordo com o site Religión Digital, os US$ 120 milhões de apoio às vítimas custearam indenizações, terapias e despesas legais com advogados e processos.

O escândalo de abusos sexuais cometidos por padres e bispos na Igreja Católica norte-americana estourou há 13 anos, e desde então a Conferência dos Bispos realiza um estudo anual sobre as denúncias de pedofilia.

Nesse meio tempo, descobriu-se que muitos altos funcionários da Igreja Católica tiveram conhecimento dos abusos, mas se omitiram ou encobriram os responsáveis pela pedofilia.

De 2002 para cá houve 657 denúncias de abusos sexuais contra menores por parte de padres, sendo que 130 foram comprovadas e reconhecidas pela Igreja; Outras 243 ainda estão sendo investigadas e as demais denúncias não foram comprovadas.

A maioria das denúncias é referente a abusos cometidos há anos: “Não devemos ser complacentes com os passos que foram dados. Devemos continuar cumprindo a nossa promessa”, disse o presidente da Conferência Episcopal, o arcebispo Joseph Kurtz, referindo-se ao compromisso assumido de sanar o problema. “A Igreja ajudará a […] jogar luz sobre a escuridão e a combater o mal e os abusos onde quer que sejam cometidos”, acrescentou.

Desde que assumiu o pontificado, Francisco tem adotado uma postura rígida contra os casos de pedofilia, e uma prova de sua tolerância zero aos abusos foi a ordem de prisão de um ex-arcebispo envolvido em escândalos no Paraguai.

Fonte: Gospel Mais

Boato de que Dilma Rousseff aprovou a implantação de chips nos brasileiros é falso


O boato infundado surgiu em uma página sensacionalista voltada ao público evangélico no Facebook e tomou as redes sociais nas últimas semanas.

Um rumor de que a presidente Dilma Rousseff (PT) estaria em fase final de planejamento para aprovar uma lei que obrigaria as pessoas a implantarem chips sob a pele tomou as redes sociais nas últimas semanas.

O boato infundado surgiu em uma página sensacionalista voltada ao público evangélico no Facebook, usando imagens e áudios da presidente em cerimônias distintas e que não tratavam de questões ligadas à suposta implantação de chips.

Um trecho de uma entrevista de Dilma Rousseff concedida logo após a entrega de casas do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, em Rio Branco (AC), foi usado fora de contexto para passar a impressão de credibilidade.

Os autores do boato cortaram o vídeo no trecho que a presidente fala dos estudos para implantação de um Registro de Identidade Civil (RIC), projeto em andamento desde 2010 que envolve o uso de um chip em um cartão (igual aos cartões bancários e de crédito atuais) que concentraria todas as informações do cidadão, como RG, CPF, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), matrícula no SUS, etc.

Assista ao trecho usado para espalhar o boato:





Marca da Besta

Obviamente, muitos evangélicos ajudaram a espalhar o falso rumor, motivados pelo temor de que a presidente petista estivesse protagonizando a profecia bíblica do Apocalipse.

Uma menção ao pastor Silas Malafaia, que supostamente falaria sobre o tema em seu programa de TV, foi usada para aumentar ainda mais a circulação do boato. O próprio Malafaia usou seu Twitter para negar a informação e alertar para que não seja dado crédito a tudo que se publica na internet. "Irmãos, antes d repassar msg na Internet vejam se é verdadeira.Tem gente falando bobagem usando meu nome. O q falo, posto aq ou no Facebook.", disse Malafaia no twitter.

Fonte: Gospel Mais

Justiça reconhece vínculo de emprego entre regente de coral e igreja


A Justiça do Trabalho afastou a argumentação da Igreja Presbiteriana de Belém (PA) de que a relação teria cunho religioso e voluntário.

A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou recurso de revista da Igreja Presbiteriana de Belém (PA) contra decisão que reconheceu o vínculo de emprego com um regente de coral musical. A Justiça do Trabalho afastou a argumentação da instituição de que o regente seria integrante da igreja e servidor público, e teria profissão como os demais voluntários.

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP), o trabalho não foi realizado por motivos religiosos, e o regente era sim empregado da instituição, pois, antes de ingressar na igreja presbiteriana, frequentava outra igreja, a Assembleia de Deus. Somente depois de acertado o ingresso na função de regente é que passou a frequentar as reuniões da igreja como um de seus integrantes.

Acrescentou que, diferentemente de um pastor ou de um padre, não reconhecia a missão evangelizadora de um regente de coral, e que o profissional, bombeiro e integrante da banda de música da corporação, ao ser recrutado pela Igreja Presbiteriana, teve, inclusive, que apresentar currículo. E, ao analisar documentos em que o regente pedia reajuste, classificou a verba como tipicamente salarial. As referências à fé religiosa, segundo o Regional, não alteraria essa conclusão, "até porque, do contrário, não conseguiria, como não conseguiu, atingir seu objetivo, o de ter seu trabalho corretamente remunerado".

O relator do recurso da igreja ao TST, ministro Fernando Eizo Ono, observou que a instituição pretendia reformar a decisão com base num quadro fático diferente do definido pelo TRT. Para analisar suas alegações, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, procedimento incompatível com a natureza extraordinária do recurso de revista, no qual só se examinam questões de direito.

Processo: RR-675-55.2010.5.08.0004


justiçaemfoco

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