terça-feira, 28 de outubro de 2014

Calvino Rocha - HOMOFÓBICOS?

Não sei quantos leram a matéria ou viram as imagens, mas, infelizmente, como só tive acesso às imagens na última semana, permitam-me dizer alguma coisa sobre o assunto.

Todas as vezes que nos pronunciamos sobre a questão homossexual somos tachados de radicais, mas, a despeito do risco, não posso me calar diante da imagem que vi na internet na última terça-feira. A foto que vi, mostrava duas ativistas do movimento LGBT seminuas, usando coroa de espinhos; elas se deitaram sobre uma cruz em frente à igreja da Candelária no centro do Rio de Janeiro, no último dia 4 de outubro, e se beijaram, num protesto contra a homofobia.

A questão é muito simples, querem me proibir de chamar pecado de pecado. Querem me proibir de dizer que a prática do homossexualismo é contrária àquilo que a Palavra de Deus diz e, caso eu me pronuncie contra a prática homossexual, corro o risco de ser chamado de homofóbico e, até mesmo, processado. No entanto, o mesmo movimento gay, que deseja ser tratado com respeito, afronta a fé alheia e não sofre retaliação por parte da justiça. Por que os ativistas gays podem enxovalhar a fé cristã, brincar com a cruz, afrontar aqueles que creem diferente deles sem que isto seja tratado como preconceito?

Em novembro de 2010, a mídia deu atenção especial a um manifesto da Igreja Presbiteriana do Brasil sobre o Projeto de Lei, conhecido como PL 122. O pronunciamento da IPB postado, à época pelo então Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o Reverendo Augustus Nicodemus, no site da Universidade, gerou muita controvérsia. A OAB o chamou de “Postura da Idade Média”. Usuários, da rede social Facebook, organizaram ato para protestar contra declaração sobre a criminalização da homofobia.


Ironicamente, nós, evangélicos, não podemos nos pronunciar sobre questões como o homossexualismo, pois corremos o risco de sermos tachados de homofóbicos. Mas, ao mesmo tempo, eu, na condição de evangélico, posso ser ridicularizado, posso ser tratado como ignorante. Todos podem dizer o que bem entendem sobre a minha fé em novelas, filmes ou em textos jornalísticos, como um publicado em 2008 na Revista Veja, da lavra de André Petry, sem o menor constrangimento, e sem que isto seja entendido como uma atitude preconceituosa. 

André Petry criticou Marta Suplicy, candidata, na época, à prefeitura de São Paulo, que, num comercial de trinta segundos, incinerou sua vida pública, ao insinuar que o prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo DEM, era homossexual. Petry declarou: “Marta Suplicy está pronta para juntar-se à massa de evangélicos homofóbicos que, a esta altura, deve estar exultante com a sua conversão dramática e pública”. 

Entendo que os homossexuais devem ser tratados com a devida dignidade e o devido respeito, afinal de contas, eles são cidadãos brasileiros, que pagam impostos e cumprem seus deveres. Mas entendo, também, que os evangélicos não devem ser tratados como pessoas obtusas, menores e preconceituosas por causa de sua fé. Entendo que, merecemos mais respeito do que recebemos, até porque, também, somos cidadãos brasileiros, pagamos impostos e cumprimos os nossos deveres.

Além disso, entendo que, no que diz respeito à fé cristã, não podemos nos calar sobre qualquer prática pecaminosa, simplesmente porque nossa fala ofenderá fulano ou beltrano. O pecado sempre deverá ser chamado de pecado e não por outro nome, caso contrário, corremos o risco de não cumprir a nossa vocação deixando de ensinar todo o desígnio de Deus.

Pr. Calvino Rocha
Igreja Presbiteriana em Campina Grande - PB.

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