Fernanda Brum fala sobre a experiência de passar por 4 abortos espontâneos


Fernanda Brum passou por quatro abortos, dois antes de Isaac, 13 anos, nascer e dois antes dela engravidar de Laura, 7 anos.

O sofrimento de desejar um filho e não conseguir tê-lo já serviu de inspiração para a criação da música “Dá-me Filhos”, no álbum Apenas um Toque. Mas também inspirou a cantora a se pronunciar contra o aborto, tema que também serviu para escrever a canção “Aborto, não”, do CD “Cura-me”.

Em entrevista ao jornal Extra, a cantora gospel falou sobre suas gravidezes e como passar pela curetagem por quatro vezes a fez se tornar madrinha do grupo Apoio a Mulheres Numa Gravidez Indesejada (AMGI), com sede em Minas Gerais.

Confira a matéria abaixo:

Vaidosa com limites, sempre maquiada e adepta de roupas que vão, pelo menos, até os joelhos. Assim é Fernanda Brum: mulher, mãe, cantora e pastora da Igreja Profetizando às Nações. Muito distante dos estereótipos que cercam as evangélicas, a artista gospel, que celebra 25 anos de carreira, aceitou o desafio de protagonizar este ensaio de moda no estilo rocker.

— Você nunca vai me ver sensual, provocante. Tenho que estar coberta, o que não me impede de estar moderna. Acho que o equilíbrio e o bom senso na hora de se vestir é tudo. Você estoura o limite quando sai da discrição e chama mais atenção do que aquilo que está falando — explica Fernanda, de 40 anos.

Para a cantora, o cuidado com a beleza deve ser uma rotina na vida das mulheres. A pastora diz que sabe fazer sua própria maquiagem e seu cabelo em apenas 40 minutos.

— Tive que aprender porque sai muito caro levar maquiador e cabeleireiro para todos os lugares aonde vou. Sou uma missionária, sempre estou no meio de ribeirinhos, junto com os índios ou dentro do avião. Gosto muito de maquiagem e ensino para as meninas da Igreja a importância de estar bonita. Quem não ama a si mesma não ama ninguém — diz.

Para ela, cirurgias estéticas também são bem-vindas, desde que o marido e os filhos concordem e o procedimento seja realizado com responsabilidade:

— Só não gosto quando as pessoas vivem para isso o tempo inteiro. Passei por uma operação de retirada de hérnia e aproveitei para fazer o abdômen todo, já que tive seis gestações.

Imagem redimensionada
Tornar-se mãe foi um desafio de fé e coragem para Fernanda. Antes de Isaac, de 13 anos, nascer, a cantora sofreu dois abortos espontâneos, e outros dois antes de dar à luz Laura, agora com 7. Ela considera um milagre o nascimento dos filhos:

— Isaac foi dado como morto na minha barriga. Com Laura, tive uma implantação média (quando o óvulo não se fixa bem no útero) e fiquei de repouso a gravidez toda. Sou daquelas pessoas que acreditam até o fim, quem faz o milagre é Deus. Ele só precisa de alguém para acreditar.

As quatro curetagens (procedimento médico de raspagem do útero) pelas quais passou só reforçaram o posicionamento da pastora contra o aborto e a impulsionaram a se tornar madrinha do grupo Apoio a Mulheres Numa Gravidez Indesejada (AMGI), com sede em Minas Gerais.

— Lá, as meninas que prosseguem com a gravidez recebem apoio médico e psicológico, além de enxoval. Depois de terem os bebês, decidem se vão entregar para a adoção ou se seguirão com o apoio da casa — esclarece a cantora, que “não se considera feminista, mas feminina”: — Sou a favor das mulheres. A Igreja não é feminista nem machista, é um lugar de unidade. Somos uma casa de oração para todos os povos. Quando você levanta bandeiras, acaba segregando.

Fernanda vai expandir sua atuação ainda este mês, lançando a Casa da Brum. O objetivo do projeto é descobrir novos talentos:

— Mesmo na música gospel, as pessoas levam tempo para serem reconhecidas, adquirirem credibilidade. É preciso cantar o que a gente viveu, dar o nosso testemunho. E tem que andar de acordo com o que se canta, senão você vira uma fraude. A Casa da Brum será um lugar de convivência e seriedade por onde as pessoas vão passar e receber apoio e credibilidade — anuncia.

Fonte: Jornal Extra

Comentários