domingo, 29 de janeiro de 2017

"Pessoas com deficiência devem ter melhor acesso às igrejas", diz especialista

Amizades reais com pessoas que vivem com deficiência transformam-se em uma chance de aprender sobre como enfrentar o sofrimento. (Foto: Reprodução).
Só na União Europeia, 70 milhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência. As Igrejas precisam "colocar essa questão na agenda", diz Thérèse Swinters, facilitadora da Rede Europeia de Pessoas com Deficiência. Existem igrejas na Europa que facilitam a inclusão de pessoas com deficiência? Os cristãos estão cientes das reais necessidades nesta área de trabalho?
A Rede Europeia de Pessoas com Deficiência é uma plataforma que une organizações e iniciativas de vários países. Depois de anos conversando com os líderes da igreja, ela chega à conclusão de que ainda há muito a se fazer para ajudar a "colocar a questão da deficiência na agenda".
No entanto, Swinters também expressou seu entusiasmo por novas oportunidades: "Na semana passada eu recebi vários emails sobre questões de deficiência. As coisas estão mudando de repente", disse. Só em 2012, 70 milhões de pessoas com 15 anos ou mais relataram alguma deficiência, na União Europeia. Isso equivale a 18% da população total. E quase seis em cada 10 pessoas com algum tipo de deficiência são mulheres”, disse.
"Nos mais de 12 anos que fui o facilitadora da Rede Europeia de Deficiência, meu maior problema foi fazer com que a questão da deficiência entrasse em discussão", ressaltou. "Este é especialmente o caso de igrejas onde as pessoas muitas vezes pensam: ‘Todos somos aceitos pelo Senhor’ e concluem que não há a necessidade de tomar qualquer ação especial sobre pessoas com deficiência", pontuou.
“Os líderes da Igreja precisam crescer nessa visão. Por que as redes e os ministérios oferecem treinamento nessa área? Porque os cristãos precisam de um esforço conjunto para assegurar que pensemos cuidadosamente sobre as questões da deficiência. Não porque queremos separar essas pessoas como uma área de ‘cuidado’ especializado, mas para incluí-las em toda a comunidade como professores, pastores, conselheiros e discípulos”, comentou.
Para a especialista, esta inclusão não é uma questão de levar as pessoas em uma cadeira de rodas para a Igreja. Existem outras áreas mais difíceis, como a inclusão de deficientes de aprendizagem e pessoas surdas em nossos programas de estudo. Como Tony Phelps Jones da Prospects UK colocou: “A boa notícia é que quando uma igreja trabalha duro para ser um lugar melhor para pessoas com deficiência, torna-se um lugar melhor para todos”.
Os líderes das igrejas ainda têm muito trabalho a fazer para compreender as pessoas que vivem com deficiências. "As igrejas não precisam tanto de cuidar, cuidar, pagar cadeiras de rodas e etc. Mas devem assumir responsabilidade para que as pessoas que vivem com deficiência possam participar das comunidades cristãs", ressaltou.
Amizades reais com pessoas que vivem com deficiência transformam-se em uma chance de aprender sobre "como enfrentar o sofrimento", Swinters explicou.

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