segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Emanuel Thales

Resultado de imagem para luzPor Jénerson Alves

Ele só tinha 02 anos e 10 meses. Parecia um dia qualquer, uma brincadeira qualquer. Porém, nos dias ‘comuns’ há grandes probabilidades de acontecerem coisas incomuns. Ou até mesmo tragédias. E foi assim no dia 29 de novembro de 2016. Enquanto brincava no hotelzinho, um móvel caiu por cima do pequeno Emanuel. Prontamente, as ‘tias’ o socorreram. Ele foi conduzido a um hospital particular de Caruaru. Os médicos e enfermeiros fizeram o possível, mas não houve possibilidade de fazer nenhum milagre. Com lágrimas nos olhos, o “doutor” deu a notícia à mãe do garotinho: “ele está morto”. Sabe-se que o significado do nome ‘Emanuel’ é ‘Deus conosco’. Hoje, o pequeno Emanuel está com Deus.

Com fibra, força e fé, a mãe enfrenta a situação. É antinatural uma mãe enterrar um filho. É sobrenatural o poder que a faz continuar a viver, apesar de tudo. E não apenas viver, mas cantar. Sim. Antes de tudo, a mãe dele tem uma voz, uma fé, um propósito. E, por meio dessa voz apresenta sua fé e revela propósitos sacrossantos a pessoas.

Há uma música que talvez expresse bem o sentimento pelo qual ela está passando. O título é ‘Desenho na geladeira’, interpretada pela cantora Sonete. Na primeira estrofe da canção, é dito que lágrimas vêm aos olhos dos pais ao enxergar o desenho do filhinho que acabaram de perder, preso à geladeira com ímãs de estrelas. No decorrer da música, são feitas as seguintes exclamações 

“Que saudade das mãozinhas
Que desenharam tal lembrança!
Que saudade dos olhinhos
Que brilhavam ao ouvir da esperança!”. 

É muito semelhante a uma postagem da mãe do Emanuel, em uma rede social: “SAUDADES, cada brinquedinho,o travesseiro...as fraldinhas que ele dormia (...) Muita dor!”

Em momentos como este, quando a vida exibe a tela do imponderável, eu não encontro outra alternativa, a não ser parar na curva do silêncio. Longe de mim está querer arrazoar sobre causas existenciais, filosóficas ou teológicas. O que me resta é me sensibilizar com o sofrimento, chorando com quem chora (mesmo de longe). Simultaneamente, quedo-me em oração e rogo ao Pai que faça brotar esperança em meio ao deserto. Que cada pingo de lágrima caído no solo regue o jardim da existência desta mulher de fibra, que conhece o caráter do Celeste Autor.

Continuo ouvindo a canção da Sonete. Ela fala sobre uma esperança que cresce ao longo do tempo. O choro retratado na primeira estrofe dá lugar a um outro cenário, de agradecimento. 

“Obrigado pelas mãozinhas
Que desenharam tal lembrança,
Obrigado pelos olhinhos
Que brilhavam ao ouvir da esperança
De um Jesus voltará
Pra acabar com toda a dor
E queridos reunirá
Com seus braços de amor”.

Também esse trecho me faz lembrar de outra postagem da mãe, na qual ela declara: 
Apesar de toda tristeza, Deus está comigo, e ele nunca irá me abandonar! Seus planos são Perfeitos e Agradáveis. Emanuel está com Ele!”Parte superior do formulário

Os médicos não conseguiram realizar o milagre de ‘salvar’ a vida do Emanuel. No entanto, um milagre ainda maior acontece: a mãe manter a fé viva, mesmo sem ter havido condições de recuperação. Acredito, do mais profundo do meu coração, que outro milagre, imensamente maior, ainda acontecerá: o milagre da ressurreição. Quem o garantiu foi o homem que veio à Terra com a missão de revelar Deus aos homens e aos anjos. Um dia, o arcanjo soará a trombeta, a lei do Céu será instaurada, a mãe abraçará seu filho e nunca mais a morte os separará.

Força, Andrea! 

Força a toda a família!

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