terça-feira, 9 de agosto de 2016

Marcelo Gualberto - Dar a Mamom o que é de Deus?

Quando Fernando Collor sequestrou o dinheiro das cadernetas de poupança, muitas igrejas ficaram sem o dinheiro das suas aplicações. Quantos dízimos e ofertas foram parar nas mãos de Mamom! E parece que a igreja não aprendeu a lição. Ando por esse Brasil continental e fico sabendo de milhões de reais de ofertas e dízimos aplicados no mercado financeiro, em nome da "boa administração". Enquanto isso, missionários, casas de recuperação, asilos, e até mesmo orfãos e viúvas passam por grandes necessidades.
Quando do recolhimento dos dízimos e ofertas, é comum ouvirmos afirmações do tipo: "o dízimo pertence a Deus"; "dizimar é cultuar a Deus". Ora, se o dízimo é de Deus, porque parte dele é entregue nas mãos de Mamom para que ele negocie no mercado financeiro com juros abusivos e criminosos?
Imagine a seguinte cena: uma viúva, a duras penas, separa sua oferta e dízimo e os entrega no culto público. A igreja paga as suas contas e, o que sobra, é aplicado no banco. A mesma viúva precisa de um empréstimo para pagar a cirurgia do filho. O banco pega o dinheiro do dízimo e empresta para a viúva com juros altíssimos.
Quando a igreja aplica dízimos e ofertas no mercado financeiro, mesmo que seja a simples e inocente Caderneta de Poupança, ela está dando a Mamom o que é de Deus. Sou favorável ao CAIXA ZERO. Após pagas as despesas para a manutenção da igreja, todo restante deve ser aplicado naquilo que é de Deus, ou seja, na verdadeira religião: "... cuidar dos orfãos e das viúvas (dos missionários, daqueles que sofrem) ... " Tiago 1:27.
Muitos podem dizer: ISSO É LOUCURA!!!! ISSO NÃO COMBINA COM AS REGRAS DE UMA BOA E RESPONSÁVEL GESTÃO!!! E eu direi: NÃO COMBINA MESMO!!! ISSO É LOUCURA!!!! SANTA E MARAVILHOSA LOUCURA!!!!
Marcelo Gualberto

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