sexta-feira, 4 de março de 2016

Moralidade: uma lição rápida

A máquina humana pode funcionar mal de duas maneiras. Uma, quando os indivíduos se afastam uns dos outros ou então se chocam uns com os outros provocando dano ao enganar ou ameaçar. A outra maneira é quando as coisas dão errado dentro do indivíduo — ou seja, quando suas diferentes partes (suas diferentes faculdades, desejos, e assim por diante) se afastam ou interferem umas nas outras. Essa ideia ficará mais clara se nos imaginarmos como uma frota de navios velejando em formação. A viagem só terá sucesso se os navios não se chocarem e não cruzarem o caminho uns dos outros, e se cada navio estiver em condições de navegação e com seus motores em ordem. Na verdade, uma coisa não poderá acontecer sem a outra. Se os navios continuarem se chocando, não continuarão em condições de navegação por muito tempo. Mas, em contrapartida, se os seus lemes de condução estiverem quebrados, eles não terão condições de evitar colisões. Ou, se preferir, pense na humanidade como uma banda tocando uma música. Para se ter um bom resultado, é preciso que cada instrumento esteja afinado e que cada músico entre em cena no momento certo, conforme o combinado.
No entanto, há algo que ainda não levamos em conta. Não nos perguntamos onde a frota está tentando chegar ou que peça musical a banda está tentando tocar. Mesmo que os instrumentos estejam bem afinados e entrem em cena na hora certa, o desempenho acabará em fracasso se a banda tiver sido contratada para tocar músicas para dança e só tocar marchas fúnebres. Não importa quão bem a frota navegue; a viagem será um fracasso se o seu destino for Nova York e você for parar em Calcutá.
>> Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato

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