sexta-feira, 31 de julho de 2015

Jénerson Alves - Não transformem o Evangelho em má-notícia!

Pastores, presbíteros, diáconos, pregadores, evangélicos, enfim... Ouçam o meu clamor: não transformem o Evangelho em má-notícia!

Clamo por isso, embora sabendo que o Evangelho, em essência, é Jesus, por isso jamais poderá ser má-notícia, mas apenas a boa-notícia da reconciliação do mundo com Deus, através de Cristo.

Mas, quando não se vê Jesus como Emanuel, como Deus Conosco, o Evangelho deixa de ser Evangelho e passa a ser má-notícia. Quando a compreensão de um Jesus Bom Pastor dá lugar à de um Jesus déspota, controlador, medidor de detalhes, castrador da vida, o Evangelho deixa de ser Evangelho e passa a ser notícia do inferno, preâmbulo do abismo, sinônimo de trauma e dor.

O verdadeiro Evangelho liberta. Mas a libertação só vem por causa do Amor. Somente quem é imerso no Oceano do Amor de Cristo consegue se entregar no rumo da obediência.

Não utilizem os púlpitos para disseminarem doenças, nem maldições, nem perversões. Não ensinem os pais a se colocarem contra seus filhos, por causa dos conflitos de gerações. Não ensinem os seus adolescentes e jovens a desrespeitarem os professores em sala, por causa de uma “fé” que não é a fé pela qual o justo vive. Não ponham grilos na cabeça dos seus jovens por causa da sexualidade. Não condenem os que estão de fora. Não chutem quem está sofrendo. Não propaguem o ódio. Não falem mais do Satanás do que em Jesus nos seus sermões. Não castrem as artes, a beleza, o afeto, a família, a literatura, o cinema, a música, a dança, aquilo que embeleza e colore a existência.

Se lembrem que Cristo veio trazer vida e vida abundante. Não deturpem a mensagem da Graça!
Não mandem ninguém para o inferno. Deixem que quem quiser ir para lá, o vá com suas próprias pernas. Antes, exponham o caminho para o Céu e palmilhem nesse caminho com quem quiser percorrê-lo.

Precisamos de pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos, pregadores, evangélicos, enfim... que entendam que o Evangelho é boa notícia. Que amem. E amem. E amem até quem não os ama. E amem o próximo como a si mesmos. E amem a Deus mais do que tudo (e se lembrem que Ele ama a todos nós de tal maneira que não houve palavras para expressar este amor, e Ele próprio se encarnou para poder exprimir o que isso é). Então, amem. E lembrem que amor não é palavras, mas é ação, é vida, é encarn-ação.

Peço em nome das crianças, dos órfãos, dos que choram de madrugada, dos que foram expulsos das igrejas, dos filhos que foram rejeitados pelos pais, dos fiéis que não se sentem abraçados pelo Amor do Altíssimo (pois não viram nenhuma faísca dEle nos líderes), enfim, por todos aqueles que, de alguma forma, receberam veneno em um frasco que se propunha a ser remédio: Não transformem o Evangelho em má-notícia.

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