terça-feira, 30 de junho de 2015

Como responder a não-crentes que acusam os Cristãos de odiarem as pessoas que não vivem de acordo com os preceitos da nossa fé?



Essa é uma pergunta do campus de Stow.


Essa é uma pergunta importante, e todas elas realmente são. Na verdade, todo nosso time, pessoas como Nabeel Qureshi,
Eu seria desonesto se dissesse que essa questão não me preocupa, que não penso nisso.
Michael Ramsden, todo nosso time de palestrantes na América e na Europa, muitas vezes sentamos e perguntamos "como lidamos com essa questão social desafiadora de nosso tempo?"
E, mesmo que a palavra não tenha sido usada, sobre o estilo de vida homossexual e tudo o que tem acontecido em nossos tempos, como nós como Cristãos lidamos com isso?  Então, Joe, eu gostaria de dar uma resposta mais longa sobre isso.
Então, deixe-me falar primeiro sobre a questão sociológica.
Vou dar três painéis de resposta. O primeiro painel é um problema lógico. O segundo painel é o que eu chamo de problema teológico. E o terceiro painel é o que eu chamo de problema relacional, de como comunicar isso.
Em que tipo de cultura estamos vivendo? Você precisa definir isso para mim.
Qual é o problema agora? Nós falamos sobre tolerância. Então, quando eu estava em uma prestigiosa universidade, alguém foi ao microfone e me fez essa pergunta. E eu disse a ela será um prazer responder a sua pergunta se você primeiro responder a minha.
Uma vez, nós podíamos falar sobre uma lei natural da mesma maneira. 
Eu disse, até onde eu sei, existem três tipos de cultura em relação aos absolutos. A primeira cultura é chamada de Cultura Teonômica, onde a lei de Deus é tão enraizada em nossos corações que todos nós, emotivamente ou de outra forma, pensamos da mesma maneira. "Consideramos estas verdades como auto evidentes."
E ideias como o respeito aos pais são consideradas como auto evidentes, enraizadas no coração do homem.
Os Fundadores dos EUA acreditavam numa lei natural, nós não acreditamos mais. Mas nós falávamos sobre isso, e essa é uma Cultura Teonômica. Teos = Deus. Nomos = Lei. Às vezes, a cultura Indiana chega perto disso, mas nem sempre. Mas eles se referem em Híndi como "o povo da terra." Mas nós não acreditamos em uma Cultura Teonômica no Ocidente.
Se você olhar para o Islã, é uma Cultura Heteronômica. Se você for à Arábia Saudita, ou Irã, considerados países verdadeiramente islâmicos, os mulás, os sheiks, os aiatolás no topo dizem para as massas quando devem jejuar, quando podem comer, o que devem vestir ou não e com quem podem ser vistos ou não.
Então existe um segundo tipo de cultura, que é a Cultura Heteronômica. Hetero = Outro.  Nomos = Lei. A lei de outro, o que isso significa? A direção dessa cultura é ditada pela liderança no topo. Se você olha para o Marxismo, é uma Cultura Heteronômica. Um punhado no topo controla as massas. Tudo é ditado, inclusive como lavar as mãos e pés antes de adorar.
Eu disse, somos uma Cultura Autônoma? "Sim."
É uma Cultura Heteronômica. Os poucos no topo controlam as massas abaixo. Então eu olhei para a pessoa e disse, nós somos uma Cultura Teonômica? Ela disse, "Não." Somos uma Cultura Heteronômica? "Não, nós não queremos que os poucos ditem para os muitos." Eu disse, então isso nos deixa com a terceira, que é uma Cultura Autônoma. Auto = Eu. Nomos = Lei. Cada pessoa dita suas próprias prerrogativas morais.
Esse é o dilema sociológico porque, se A discorda de B, não é só A que força seus princípios sobre B, o B também força seus princípios sobre A, então há uma Autocracia mútua sendo buscada aqui.
Então me diga isso. Se somos uma Cultura Autônoma, e eu responder a sua pergunta, você vai me dar o privilégio da minha autonomia também, ou logo que você discordar da minha resposta, você vai mudar para o modelo Heteronômico e ditar para mim o que devo acreditar?
Esse é o dilema sociológico!
Mas isso nunca vai ser consistente em uma cultura que não é Teonômica nem Heteronômica. As culturas Autonômicas produzem conflito quando cada um tem sua Autonomia. Esse é o problema sociológico. Você passa então para o problema teológico. O problema teológico é assim. Há alguns anos, eu estava fazendo umas discussões na Universidade de Indiana.
Ela ficou durante a palestra inteira, ficou para as perguntas e respostas.
Eu estava com Dallas Willard fazendo uma defesa da fé Cristã. E uma repórter estava filmando uns atos religiosos que estavam acontecendo no campus. E ela perguntou, "você se importa se filmarmos o que você vai dizer hoje à noite?" Eu disse, não tudo bem, fique à vontade. E ela me surpreendeu dizendo que iam ficar lá apenas por minutos. "Depois vamos embora, espero não atrapalhar." E eu pensei é isso que a mídia faz? Filma minutos e diz para as pessoas que isso é tudo? Eu não ia discutir com isso, mas falei, fique à vontade, apenas peça silêncio à sua equipe, porque quando eu começo a me aprofundar, não gosto da distração. Se saírem em silêncio, ok.
Eu disse, eu acho os seus comentários interessantes na primeira parte da pergunta, você fala do Cristianismo; na segunda parte, você particulariza nos Cristãos individuais.
E ela disse, "posso acompanhar vocês aonde vocês estão ficando no campus?" Eu disse que sim. E ela estava caminhando comigo e estava bastante escuro. E ela disse "eu tenho uma pergunta para você." Eu disse, isso é oficial ou extraoficial? Ela disse, "não, essa é para mim."  Eu disse, você promete que fica entre nós e que não vai imprimir essas respostas? Ok, só queria saber. Então ela disse, "sabe, eu tenho um problema com o Cristianismo." "Os Cristãos são geralmente contra o racismo, mas quando se trata dos homossexuais, eles discriminam." "Como você explica isso?" Eu acho isso fascinante, mas está ok.
O que eu quero dizer é o casamento, como Deus nos deu, se você analisar toda nossa visão de mundo, é o relacionamento mais sagrado em que você pode entrar.
Eu disse, o que eu quero dizer para você é o motivo porque acreditamos que a discriminação étnica é errada é porque a raça e a etnicidade de uma pessoa é sagrada. Você não pode violar a raça e a etnicidade de uma pessoa. É um dom sagrado. E a razão porque acreditamos que há algo de absoluto na sexualidade é porque acreditamos que a sexualidade também é sagrada. E é por isso que fazemos nossa escolha dessa mesma forma. Eu disse, você vai me ajudar se me disser porque você trata a raça como sagrada e dessacraliza a sexualidade. Ela ficou em silêncio. Ela disse, "eu nunca pensei dessa forma." Porque o amor é só uma palavra em Português, mas há quatro palavras em Grego. Ágape, Fileo, Storge e Eros. Ágape é o amor de Deus. Fileo é amor de amizade ou fraternal.
Qualquer afastamento dessa beleza e santidade da plena confluência do amor como uma noção bíblica do que significa ser casado; e pegar apenas um tipo de comportamento e dizer que é uma aberração está errado; qualquer afastamento daquilo não é aceitável aos olhos de Deus.
Storge é amor protetor ou parental. Eros é amor romântico. Eu disse, "você percebe que o casamento é o único que reúne todos os quatro?" Ágape, Fileo, Storge e Eros. E eu disse, "E se você tirar o Ágape, o Eros desaparece." Faça o que quiser, o amor romântico acaba sendo redefinido. E, para nós, o casamento é sagrado. Cristo é para a Igreja como o noivo é para a noiva. E essa santidade está na beleza da relação consumada entre um homem e uma mulher, como é mostrado nesse compromisso único dos votos de casamento. "Sim, eu aceito." E quando você diz "sim" a um, você diz "não" a todos outros. E quando você diz "aceito" a um, diz "não aceito" a todos outros.
As consequências estão ligadas à escolha.
A posição teológica é de um relacionamento consumado entre um homem e uma mulher no ato de procriação, na santidade de oferecer mutuamente a gentileza de cumprir a sua palavra. Então, teologicamente, é assim que vemos. Sociologicamente, somos colocados em um dilema. Então, chegamos ao ponto relacional de como lidar com isso. E essa é a parte difícil, mas quer saber? E minha esposa e outros que me conhecem vão dizer isso. Eu aceito as pessoas com um genuíno amor, independentemente delas verem as coisas diferentes de mim. Eu aprendi a amar a humanidade, e posso abraçar uma pessoa com uma visão diferente sobre casamento ou política, mas quero dizer Deus dá a você o dom mais sagrado, o da prerrogativa de escolha. Mas Deus não dá a você o privilégio de mudar o resultado daquela escolha.  E você é levado de volta ao livro de Gênesis.
Esses são os três painéis então. Deixo com você.
Que diz, faça o que é certo ou não serás aceito. Se não, o pecado está à porta e deseja te dominar. Então, quando eu olho para a santidade do casamento, qualquer mudança do ponto de vista bíblico é um afastamento da ordem divina, mas ao mesmo tempo a Bíblia nos manda amar até mesmo aqueles de quem discordamos. E nossa responsabilidade como Igreja nunca é odiar o indivíduo. Nosso privilégio é amar, e só Deus pode mudar o coração de uma pessoa, e Deus é o Juiz final. E, em uma sociedade pluralista, sejamos como Cristãos tanto luz como sal. E aprendamos a amar uns aos outros, e deixar que Deus seja o Juiz sobre todos nós.
Ele é o único puro em Seus julgamentos, nós podemos cometer erros.

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