sexta-feira, 8 de maio de 2015

Caio Fábio participa do programa de Luciana Gimenez

Luciana Gimenez afirmou que sempre ouviu falar de Caio Fábio como alguém “diferenciado, um pastor de mente aberta, que fala o que pensa”


A entrevista de Caio Fábio à apresentadora Luciana Gimenez na noite de ontem, 05 de maio, começou já com uma crítica do reverendo à prática que muitas igrejas adotam, em semelhança com a Igreja Católica, da confissão de pecados a um terceiro.

“Se [a igreja] virar uma instituição de confessionário, introduz-se poder de alguém sobre outro alguém, e começa também a hipocrisia. Melhor a gente lidar de amigo para amigo, e abrir o coração”, disse Fábio já em sua primeira resposta.

Luciana Gimenez afirmou que sempre ouviu falar de Caio Fábio como alguém “diferenciado, um pastor de mente aberta, que fala o que pensa” e sempre ligado a “polêmicas”, e o questionou se era isso mesmo. A resposta de Caio Fábio foi positiva: “Eu falo o que eu penso. Não tem problema em relação a absolutamente nada. Não vejo razão para estar aqui no planeta Terra escondendo o que eu penso”.

Confira abaixo, respostas de Caio Fábio sobre temas diversos ligados à fé:

Pecado

“A gente peca o tempo todo. A gente tem que parar de viadagem, de frescura. Nós somos pecadores, pensamos o que não devemos”, disse Caio Fábio. Luciana o interrompeu para perguntar se trair em pensamento é um pecado, e o reverendo foi objetivo: “É pecado. Se eu tenho uma relação contigo, sou casado contigo, e começo a desejar tua melhor amiga, ou uma amiga nossa em comum, com avidez, tem alguma coisa errada no meu coração, primeiro para contigo – porque seu eu te amasse como mulher de verdade, eu ficava meio selado para as outras alternativas”, afirmou.

Neopentecostais

“Nós estamos lá [na Nigéria] protegendo essas crianças desses pastores e dessas igrejas, que dizem o seguinte: criança que faz xixi nas calças, gosta de jogar futebol, tem um pesadelo à noite ou chora e quer ir para a cama do pai ou da mãe, está possessa de espírito de bruxo. E quem diz isso são pastores neopentecostais. E aí, a cura: ‘Me dê três meses do seu salário, e eu liberto seu filho do espírito ‘bruxificante’ que está nele’. O cara tem oito, nove, dez, onze filhos, ele vai abrir mão de três meses do salário para libertar, sendo que na cultura nigeriana, a coisa do indivíduo bruxo é um fato apavorante na cabeça deles. Todo mundo tem medo disso. Conclusão: eles botam o filho para fora de casa ou entregam o filho ao pastor. A gente já encontrou criança acorrentada, criança vivendo sob tirania de pedófilos, de pastor maluco. São centenas. A gente tem um orfanato, tiramos a criança da tutela desses pastores dominadores malucos. O governo apoia”, revelou Caio.

Dízimo

“A gente precisa de doação e de dinheiro para fazer tudo, não só um negócio como esse aqui da RedeTV!, mas as ações que a gente realiza hoje no nordeste brasileiro, ou na Nigéria, ou no Senegal […] Admitir essa necessidade [de doações] é uma coisa. Viver para criar estratagemas para provocar as pessoas nesse sentido, e pior do que isso, dizer que se alguém não der [o dízimo] está sob maldição divina, os bens vão ser devorados, o gafanhoto migrador vai comer tudo, a vida vai virar do avesso, e você nunca mais será bem-sucedido em nada, aí é trabalho de ‘bruxificação’ de almas incautas, é exploração do próximo. Associar isso com uma barganha com Deus é nojento”, criticou Caio Fábio. “É espontâneo. No Novo Testamento, tudo é espontâneo”, acrescentou.

Casar virgem

“Eu acho que as pessoas têm que decidir escolher o que elas querem. Não tem que ter tirania em nenhuma direção. Tem que haver bom senso. O que se relaciona ao que aconteceu comigo (abuso sexual na infância) é um padrão totalmente anômalo, que não quero para os meus netos. Foi um acontecimento totalmente inusitado. Não é normal, é estranho, poderia ter gerado um produto muito esquisito. Graças a Deus não produziu um tarado, um maluco, um fixado nisso. Poderia ter acontecido. Não é uma recomendação [expor crianças ao sexo precocemente]. Se for tirânico, produzirá gente sexualmente culpada, neurótica e angustiadamente ‘sexualizada’ pela espera. O efeito, às vezes, é contrário”.


Assista aqui.
Fonte: Gospel Mais

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