quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vereador Jaelcio Tenório discursa sobe "A Força do Povo de Deus!"

Na sessão do dia 10 de fevereiro o vereador Jaelcio Tenório destacou a atuação dos evangélicos no país. Veja na íntegra o seu discurso:

Nesta noite, eu quero falar sobre um povo. Um povo que amo, admiro e honro. Estou me referindo aos cristãos evangélicos. Um grupo que, ao longo dos tempos, sofreu perseguições e maus tratos, mas não perdeu a identidade. Dos nocivos espetáculos no Coliseu romano até os dias de hoje, muita coisa se passou, mas os princípios do chamado povo de Deus sempre foram os mesmos: a fé, a esperança e o amor; mas, como o Apóstolo Paulo já explicou, destes, o maior é o amor.
No tempo presente, quando olhamos o nosso país, vemos o quanto a presença evangélica é significativa. Em dez anos, esse grupo apresentou um crescimento de mais de 60%. O censo de 2000 mostrava que 15% da população era evangélica, ou seja, um pouco mais de 26 milhões de pessoas. No censo de 2010, esse número passou para mais de 42 milhões, isto é, 22% dos brasileiros. Seguindo esta linha de raciocínio, pode-se calcular que Caruaru tem uma média de 70 mil evangélicos. São mais de 300 comunidades desse segmento religioso espalhadas pela cidade.

Como evangélico que sou, sei da responsabilidade que é participar do Poder Legislativo municipal. Entendo que os cristãos vocacionados para a política devem lutar em prol da justiça social. Não estou aqui para defender a Igreja, nem para trabalhar unicamente para os meus irmãos na fé, pois entendo que a Igreja já tem um defensor, que é Cristo, e que eu devo lutar em prol de todos os caruaruenses. No entanto, não posso deixar de ressaltar a força que os evangélicos têm em Caruaru.

Eu quero conclamar a Igreja que possa se unir. Eu não tenho dúvida de que, com a bênção de Deus, os evangélicos podem mudar a história de Caruaru. Nós não podemos ser lembrados apenas em períodos de campanha. Precisamos participar ativamente dos debates e das demandas que existem em nosso município. É a luz da verdade revelada nas Escrituras que pode destruir as trevas da ignorância, da corrupção, do descaso. A promessa do Senhor Jesus, registrada no capítulo 14 do Evangelho de João, mostra que a Igreja tem poder para fazer obras ainda maiores do que as que Ele fez. Temos de tomar posse dessa palavra. Nós somos artesãos de uma nova história.

Temos de profetizar que Caruaru será ainda mais uma cidade de paz, de respeito, de liberdade, de honra, de educação e saúde de qualidade, de bons empregos, em suma, um lugar ainda melhor para trabalhar, viver e ser feliz. Já no Antigo Testamento, Deus orienta o Seu povo a agir assim, conforme está registrado nos versículos 7 e 8 do capítulo 29 de Jeremias: “Busquem a prosperidade de cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela”.

Precisamos formar novas lideranças políticas. Precisamos educar os jovens, conduzindo-os para os níveis mais elevados. Precisamos cuidar dos anciãos. Precisamos curar os enfermos. Precisamos diminuir os abismos sociais. Precisamos fazer da vida uma melodia a ser entoada por todos. Para isso, precisamos fincar nossas bases. Precisamos compreender que somos a resposta de Deus para as necessidades dos aflitos. Para que isso aconteça, temos de reestruturar a imagem de Deus como Pai, que ama e que cuida dos Seus filhos, que quer ter todos debaixo de Suas asas. A Igreja não pode ficar limitada a quatro paredes, com preocupações burocráticas, enquanto muitos padecem ao redor dos seus templos. Sugiro que as igrejas façam atividades sociais durante a semana, não se isolem do contexto onde estão inseridas.

Dessa forma, veremos a transformação da nossa cidade. Caruaru não pode seguir um modelo de crescimento sem forma, sem rumo, tornando-se um imenso conglomerado de pessoas que não se conhecem, nem trazem uma identidade em torno de si. É a partir do exemplo da igreja que a cidade encontrará novas dinâmicas, novos mecanismos de funcionamento. Assim como Jesus acolheu as multidões, dando-as de comer, a Igreja precisa romper barreiras, ensinando as pessoas a se encontrarem, a partir do encontro com o outro. Esse é o nosso papel. Essa é a nossa esperança.

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