quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Eduardo Cunha, o novo presidente da Câmara


Cunha foi líder do PMDB em 2013 e 2014. Integrante da igreja Sara Nossa Terra, é um dos expoentes da bancada evangélica.

Com 267 votos, Eduardo Cunha (PMDB) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados. O candidato do governo federal, Arlindo Chinaglia (PT) teve 136 votos contra 100 de Júlio Delgado (PSB) e oito de Chico Alencar (PSOL). Dois deputados votaram em branco. 

A candidatura do deputado foi marcada por um embate feroz contra o governo federal, que defendia o petista Arlindo Chinaglia. A vitória do peemedebista também sepulta um acordo entre PT e PMDB que determinava o revezamento das duas siglas no comando da Casa. Esta é a primeira vez, desde o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, que o PMDB tem dois mandatos seguidos no cargo. 

A expectativa é que Dilma Rousseff tenha (mais) um desafio e tanto para os próximos dois anos já que Cunha prefere declarar-se independente com relação ao Palácio do Planalto - mesmo fazendo parte da base de apoio do governo.

Em discurso antes da votação, ele defendeu a independência da Câmara com relação ao Executivo. "É bom para a sociedade e para o parlamento que esse poder seja distribuído", afirmou."Ter a independência da Casa, muito mais do que palavra, é questão de atitude. Ninguém vai ver eu me curvar a qualquer coisa que não seja a vontade da maioria dessa Casa". 

O deputado afirma que sua gestão não será “nem de oposição nem de submissão”. À Agência Câmara, Cunha afirmou defender “o direito de governabilidade”, mas também “o direito da oposição para fazer o seu papel de debate”.

Ele foi eleito com o maior bloco de apoio da disputa. Ao todo, 14 legendas declararam suportaram oficialmente a candidatura de Cunha: PMDB, PP, PTB, DEM, PRB, SD, PSC, PHS, PEN, PRTB, PSDC, PRP, PMN e PTN.

Oficialmente, Cunha teria 218 votos, mas saiu vencedor com 267 - isso significa que 49 deputados traíram a decisão de seus partidos. Arlindo Chinaglia, do PT, por exemplo, deveria ter recebido 180 apoios nas urnas - mas só teve136. Enquanto Delgado ficou com 6 votos a menos do que o previsto. 

A vitória do candidato já era dada como certa mesmo antes da votação. Segundo a Agência Estado, no bolão realizado por seus aliados, os lances variavam de R$ 50 a R$ 1.500. 

Cunha foi líder do PMDB em 2013 e 2014. Integrante da igreja Sara Nossa Terra, é um dos expoentes da bancada evangélica.

Declara-se evangélico, mas há evangélicos que cobram, sem sucesso, sua frequência nos cultos. Usa mais o microfone da rádio evangélica Melodia do que vai à igreja na Barra.

Também foi um dos principais articuladores do chamado “blocão”, grupo informal integrado por parlamentares da base descontentes com o governo.

Radialista e economista, Cunha começou na política como deputado estadual no Rio de Janeiro em 2001, pelo PPB. Em 2002, foi eleito deputado federal pelo mesmo partido. Em seguida, Cunha se transferiu para o PMDB, partido pelo qual foi eleito outras três vezes deputado federal.

Fez uma das campanhas mais caras nas eleições de 2014, arrecadando quase R$ 7 milhões, financiado por empresas como Rima Industrial (mineração), Ambev, Coca-Cola e RJ Refrigerantes (bebidas), os bancos Bradesco, Pactual, Santander e Safra, a Telemont (Internet), a Lider Táxi Aéreo e o Shopping Iguatemi. Foi o terceiro deputado mais votado do Rio de Janeiro e o mais votado do PMDB em todo o País, com 232.708 votos.

Dentre as bandeiras defendidas pelo deputado em sua campanha para a presidência estão: imediata apreciação das reformas política e tributária, compromisso com a independência do Legislativo e subsídios para os deputados equivalentes aos recebidos pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Exame.com e Yahoo

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