domingo, 11 de janeiro de 2015

Lembranças de Janires, fundador da banda Rebanhão

 
"Vai para o beleléuuuuu ", quem não se lembra desta frase?
Janires foi o fundador e compositor do grupo Rebanhão e também da banda Azul. Magro, esguio, moreno, de cabelos desgrenhados, assim era Janires um ser de sorriso inconfundível. Apresentava constantemente uma música de louvor a Jesus, ou uma palavra reflexiva. Estava constantemente com uma bolsa tira colo de cor cru, juntamente com a bíblia sagrada.
Carregava também uma muda de roupas e um monte de cópias em fitas cassete de um tal Rebanhão, gravadas em estúdio fundo de quintal. A grande diferença é que o compositor acreditava em seu trabalho e em seus companheiros. Divulgava o trabalho em qualquer lugar que fosse lhe dado a oportunidade. Músicas como: "Jesus, Filho do Homem", "Baião", "Casinha", "Arco-íris" eram uma pequena amostra da genialidade de Janires. Um poeta de repertório eclético, de mistura original carregada de fraseados poéticos. As canções lembravam o estilo de diversos cantores renomados.
Seu testemunho era a forma mais edificante de demonstrar Cristo em sua vida. Sua transformação de  marginal e presidiário para um homem livre, nos mostrava a plenitude da graça do Senhor. A primeira formação do Rebanhão era composta por Janires, Lurdinha, Mike e o Carrá. Muitos espaços foram abertos para pregar o Evangelho. Três anos depois, Janires sentiu-se direcionado a mudar para Belo Horizonte, onde começou a servir na MPC, ao lado do Marcelo Gualberto, do Carlinhos Veiga e tantos outros.
O tropeço na fé, fez com que o músico se envolvesse com as drogas, e o tráfico acabou se tornando um meio de vida. Preso em flagrante, foi transferido para o Desfio Jovem de Brasília, e neste período Janires contou com muita oração e ajuda da equipe. Arrependido, rendeu-se novamente a Jesus e não se afastou mais. Passou a orar constantemente e ajudar os dependentes químicos, pois sabia da misericórdia de Deus contigo. De resposta objetiva, às vezes mordaz, mas incrivelmente oportuna, tinha sobriedade e firmeza de caráter de um homem experiente, mas considerava-se dependente da graça de Deus.
Não se preocupava em casar-se, nem em um bom emprego, nem em compras, apenas vivia daquilo que produzia: música, artesanato, camisetas e impressos em silk-screen. Inicialmente rejeitado e até odiado pelas lideranças eclesiásticas, pois viam nele uma aparente ameaça por ser tão diferente. Ganhou o respeito e admiração de todos os que puderam conhecê-lo de perto. Janires valorizava a unidade da igreja e respeitava as diferenças e peculiaridades de cada grupo. Mas em janeiro de 1988, após em um trágico acidente quando voltava do Rio para Belo Horizonte, Janires faleceu. Nenhuma riqueza material foi deixada, mas um grande ensinamento de humildade, generosidade e de fé que marcaram a história dos heróis da música cristã no Brasil.
Que Cristo seja glorificado em ti eternamente !!!

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