terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Jénerson Alves - ENCONTRÃO PRESENTIA a Missão!


Primeiro Encontrão Presentia. Mais do que um simples evento, uma reunião de amigos, uma reflexão musical. Houve algo misticamente humano. Ou humanamente místico. 

A palavra ‘Presentia’ significa ‘Graça de Deus e Objetivo de Vida’. É interessante que, neste vernáculo, há a noção de que quem é alcançado pelo imerecido favor divinal tem, necessariamente, um novo posicionamento com relação à existência. 

Pois bem; o evento foi, exatamente, a encarnação desses propósitos. A espiritualidade ganhou um tom leve, mesmo com uma pegada mais pesada de rock.



Todo o evento foi minuciosamente programado; as atrações estavam com o tempo cronometrado rigorosamente. Tudo isso para, no final das contas, ser feito de improviso. Por mais que isso possa parecer desorganização, na realidade, revela que a Organização não estava sob a batuta de Paulo Nailson, mas do Espírito que vivifica. 

Lembram do versículo 8 do capítulo 55 de Isaías? “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor”. Pois é. A Palavra é verdadeira. 

Logo de início, foi providenciado um momento de convivência entre a plateia, em uma área específica do Teatro João Lyra Filho. Bastava uma rápida passagem pelo ambiente para receber que não faltavam histórias. Situações atípicas, bons momentos vivenciados em períodos ministeriais.

A partilha dessas narrações envolveu as gerações mais experientes com os jovens. O espaço serviu para reencontros entre pessoas que não se viam há anos, mas também para que novas amizades iniciassem.



Quando o programa iniciou (com pouco mais de uma hora de atraso), as boas-vindas foram proferidas por Ana Paula e Geremias. 

Em seguida, o músico Joanatan Richard testificou um pouco de sua trajetória com a banda The Bluz, que tem um projeto pioneiro e sofreu entreveros por causa da característica cristã, com uma linguagem de fácil compreensão. 

“A proposta era botar o dedo direto na ferida”, declarou, lembrando que o grupo teve maior aceitação no ambiente secular do que no religioso, chegando a tocar ao lado de bandas de Black metal. Em seguida, ele interpretou a canção tema do filme ‘Easy Rider – Sem destino’ (1969). 
As surpresas começaram desde então, pois durante a interpretação, houve a triunfante entrada de Adiel Ferreira e Lindenberg Roseno de moto, no teatro, o que provocou vibrações e aplausos da plateia.

Ainda executando a música, Richard chamou Lindenberg para o palco, onde dividiram o microfone e concluíram a música. Em seguida, Joanatan deu seu depoimento sobre Janires cantando um trecho de Salas de Jantar.

Esse momento foi seguido de um bate-papo descontraído, no qual foram rememorados detalhes dos bastidores das bandas, bem como das dificuldades que enfrentavam para exercer o ministério. 

A banda Estação 7 depois entrou no palco e prestou homenagem a Rebanhão, entoando músicas que marcaram época, que foram "Não Julgueis" e "Princípios". 

Um dos convidados, Wayne Moura, comentou sobre Mocidade para Cristo, Rebanhão e Janires. Depois, terminando sua participação, a Estação 7 cantou "Primeiro Amor". 

Os integrantes do grupo detalharam que, embora não conhecessem amiúde, o contato com a obra de Rebanhão os fez mudar de postura, devido ao caráter provocador das melodias.

Posteriormente, os integrantes da Banda Nabhi tiveram a palavra. 

Josemar Nascimento (Tiba) destacou que a linguagem do grupo era diferenciada, por tratar da vivência dos jovens. 

Os trabalhos realizados embaixo da Prefeitura, aos sábados – das 22h às 0h – caracterizavam o papel do cristão enquanto no mundo, inserindo-se no contexto social de maneira a transformá-lo.

Neste momento entre as várias lembranças Josemar cantou Pescador (Vencedores Por Cristo / Sérgio Pimenta) e junto com Lindenberg "Por falar de Paz", que foi gravada pela Banda Desafio's. 

Nabhi executou do Rebanhão "Novo Dia" e "Pastor da Minha Alma".

Sem dúvida, um dos momentos mais marcantes foi a interpretação da música ‘Casinha’, 

considerada um dos clássicos de Rebanhão, que fora gravada nos anos 70, no álbum ‘Mais doce que o mel’. 

O diferencial é que a canção foi acompanhada pela Banda de Pífanos Zé do Estado – a qual conta com 80 anos de história e é uma das mais autênticas representantes da cultura caruaruense. 


Ana Paula voltou ao palco para os agradecimentos finais dessa vez ao lado de Marcya Andrade. 

Adiel Ferreira salientou que a missão de proclamar o Evangelho, da forma específica que a banda Desafio's fazia, foi dada por Jesus. 

“A missão foi dada, não sei se foi cumprida. 

O que sei é que temos de passar o bastão para as outras gerações, pois essa mensagem não pode parar”, comentou, emocionado.

Após essa fala, Paulo Nailson convidou os artistas que participaram daquele movimento ao palco. 


Nesse ínterim, o pastor Omar Wanderley fez uma oração, agradecendo a Deus pela vida desses grupos e pelo evento, bem como relembrou os problemas e as dificuldades enfrentadas por eles ao longo da história. 

Por fim, foi interpretada a música ‘Baião’, com os artistas dividindo instrumentos e vozes, em um verdadeiro momento de comunhão. 
Sem manifestações ‘sobrenaturais’, o Eterno se fez presente no coração do povo, cuja seiva misturou-se ao sangue dos participantes. 





Assim como foi com o profeta Elias, o Espírito estava na brisa. Esta brisa não cessa, mas permanece em um constante movimento, bailando esperança e reavivando a fé.

Um comentário:

  1. Glória a Deus! Conseguimos todos juntos, viver toda grandeza que nos contagiou enquanto eramos crianças e adolescentes.
    O que nos incentivou a amar a música!
    Parece um sonho, mas aconteceu de verdade!
    Obrigado Paulo Nailson!
    Kildare Gouveia

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