segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Calvino Rocha - ZELO


Calvino Rocha
Lendo o Salmo 119 nos deparamos com a declaração de amor do salmista pela Palavra de Deus. Repetidas vezes o salmista fala sobre o valor da Lei de Deus para sua vida, tanto que na 18º estrofe ele revela o seu sofrimento ao perceber que os seus adversários desprezavam a Palavra de Deus: “O meu zelo me consome, porque os meus adversários se esquecem da tua palavra” (v.139). Falando sobre a reação do salmista João Calvino afirma que “devido a essa transgressão da Lei de Deus, ele (o salmista) era extremamente consumido pela tristeza, a ponto de não ser afetado por seus problemas pessoais”.

Talvez você ache a reação do salmista muito elevada, ele estava sofrendo porque os seus adversários desprezavam a Lei do Senhor, por isso, permita-me citar uma história contada por Joel Beeke, professor do Puritan Reformed Theological Seminary.

Segundo Beeke, um grande evangelista puritano, John Rogers, em certa ocasião, dramatizou o descaso que sentia o povo tinha pela Bíblia, ele encenou diante da congregação aquilo que seria a voz de Deus: “Tenho-lhes confiado por tanto tempo minha Bíblia... ela se encontra em [algumas] casas toda coberta de pó e teias de aranha, e não se preocupam nem um pouco em ouvi-la. 

Acaso é assim que vocês usam a Bíblia? 

Então, nunca mais terão minha Bíblia.” Em seguida Roger empunhou sua Bíblia e começou a andar de um lado para o outro do púlpito. Então se deteve, caiu sobre seus joelhos e assumiu a voz do povo, declarando: “Senhor, não importa o que nos faça, não tire de nós Tua Bíblia; mata nossos filhos, queima nossas casas, destrói nossos bens; poupa-nos somente Tua Bíblia; não leve embora Tua Bíblia”. “Acaso é assim que vocês dizem?” 

Respondeu o ministro, falando como se fosse Deus: “Muito bem, eu os provarei por mais um tempo; aqui está minha Bíblia; fiquem com ela. Observarei como vocês a usam, se a examinarão mais, se a amarão mais, se a levarão a sério e se viverão de acordo com ela.”

Segundo Allen Guelzo, ao ver a dramática apresentação de John Rogers, Thomas Goodwin saiu do templo e chorou durante quinze minutos agarrado ao pescoço do seu cavalo, antes que sentisse força suficiente para montá-lo.

Enquanto lia o que Joel Beeke registrou num dos seus livros fiquei me perguntando sobre o quanto a Palavra de Deus é importante para nós. E aí, se a Bíblia nos fosse tirada o quanto ela faria falta? 
Afirmamos que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, no entanto, o que percebo é que muitos não têm estudado a Palavra de Deus com o devido cuidado. 

Espero, sinceramente, que amemos mais, estudemos mais e vivamos mais o que a Palavra de Deus ensina.

Pr. Calvino Rocha

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