domingo, 12 de outubro de 2014

ESPECIAL - Inclusão: a primeira marca de uma igreja que se faz amiga da criança

Por Elsie Gilbert
Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: “Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. Marcos 10:14
Quando Jesus interrompeu os discípulos e os repreendeu dizendo “Deixem vir a mim as crianças” ele reafirmou a ética da inclusão. Para chegar perto de Jesus e receber sua benção não era necessário ser um cidadão impecável, judeu, adulto, do sexo masculino. Não, todos estavam convidados a conhece-lo mais de perto e a se tornarem seus amigos e seguidores. Neste TODOS estavam incluídas em posição de destaque as crianças.
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Há lugar na casa do Pai para TODAS as crianças?
Este é o padrão bíblico, que nossas portas estejam abertas para todos, sem exceção. E neste TODOS, as crianças das comunidades adjacentes às nossas igrejas deveriam receber de nós uma atenção especial. Nem sempre, no entanto, esta é a prática entre nós. Às vezes até trazemos as crianças para um projeto social, nas dependências do prédio da igreja, mas não a convidamos para pertencer ao corpo, para se tornarem conhecidas de nós, recebida entre nós com carinho e atenção. A inclusão de Jesus, é completa: ele tomou-as nos braços e as abençoou.

Então aqui ficam algumas perguntas para reflexão: 
  1. Por que a ética da inclusão é tão difícil para nós? Será que queremos o céu e as bênçãos nele contidas só para nós, para os nossos? Somos como o filho que tem inveja da atenção que o pai dá para seu irmão? Será que o problema é o esforço que a inclusão demanda? Não temos tempo, dinheiro ou “dom” para isto?
  2. Quem são os excluídos de nossas comunidades de fé? São as pessoas que consideramos mais pecadoras do que nós (e seus filhos)? São as pessoas aparentemente menos privilegiadas do que nós (e seus filhos)?
  3. O que é preciso fazer para incluí-los? Como podemos incluir uma criança com necessidades especiais? Como incluir as crianças e adolescentes que perderam o vínculo com suas famílias de origem? Como incluir as crianças mais pobres de forma que se sintam igualmente valorizadas?
A inclusão que Jesus advoga não é desprovida de critérios. Ele instrui seus discípulos sobre o que fazer quando as ações de uma pessoa ameaçam a comunhão do grupo, quando a pessoa não quer mais caminhar junto, em amor e reciprocidade. Neste caso, ele diz “trate-o como pagão ou publicano.” Mt.18.17
Mas a responsabilidade de buscar a inclusão que Jesus coloca sobre os seus discípulos (ou seja, sobre você e eu) é grande e não dá para ser transferida: “Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu.” Mt 18.18
E se isto nos assusta, coloquemos nossa confiança no versículo seguinte:
 “Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus.” Mt 18.19

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Nota: Usamos a Nova Versão Internacional para as passagens bíblicas aqui contidas.

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