domingo, 28 de setembro de 2014

Calvino Rocha - VOTA BRASIL!

Calvino RochaEstamos às portas de mais uma eleição e, como sempre, nós evangélicos ficamos à margem deste processo. 
Limitamo-nos a orar. 
Não me entendam mal, precisamos orar e orar muito mais pelas eleições, mas não podemos nos limitar a isto e continuar nos mantendo distantes do processo, sem analisar criticamente e com discernimento o que tem acontecido no Brasil.

Quando o assunto diz respeito ao envolvimento político, preferimos calar, afinal de contas, como dizem: “A igreja não deve se meter em política”, opinião da qual o príncipe dos pregadores discordava. Certa vez Charles Spurgeon disse: “Tenho ouvido: ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro”. 

Quando o assunto é a escolha de candidatos aí também temos sérios problemas. Muitos escolhem um candidato pela sua eloquência e carisma, sem uma análise criteriosa da vida, realização e propostas de tal candidato. 

As propostas do seu candidato são exequíveis, ou são apenas promessas eleitoreiras? 
Além disso, precisamos entender que não podemos votar num candidato porque ele se comprometeu a servir a comunidade evangélica. 
Qualquer político precisa estar pronto para servir a coletividade e não apenas uma parcela da sociedade. 

Há aqueles que acreditam que irmão deve votar em irmão, há aqueles que não aceitam esta visão. 
Na verdade, entendo que, precisamos votar em candidatos capazes que tenham propostas coerentes com aquilo que professamos, sendo eles evangélicos ou não. 
Finalmente, muitos entendem que um evangélico não deveria se tornar político, afinal de contas, é difícil manter-se íntegro num ambiente de negociatas, corrupção, mentiras e enriquecimento ilícito. 

Precisamos lembrar que se isto tornar-se um absoluto estaremos em maus lençóis e teremos que sair do mundo, afinal de contas vivemos numa sociedade corrompida, cheia de mentiras e onde o enriquecimento ilícito se tornou comum. Não podemos esquecer que homens de Deus como José no Egito, Daniel na Babilônia e Pérsia e Neemias na Pérsia estiveram envolvidos com a vida política, mas se mantiveram íntegros, retos e fizeram a diferença. 

Além disso, basta ler a história e, certamente, encontraremos homens de Deus do calibre de William Wilberforce, que lutou no parlamento inglês contra o comércio de escravos e se tornou uma bênção na vida do seu país. 5 de outubro está chegando e precisaremos exercer a nossa cidadania. 

Espero que você o faça no temor do Senhor, entendendo que o povo de Deus não pode ficar à margem deste momento histórico.  

Pr. Calvino Rocha
Igreja Presbiteriana de Campina Grande.

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