quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A DOR EMOCIONAL QUE SE SENTE NA PELE


Foto: A DOR EMOCIONAL QUE SE SENTE NA PELE
Por Michele Roza

Por que jovens estão mutilando o próprio corpo?

Trocar a dor emocional pela dor física vale a pena? A substituição de uma sensação por outra faz parte do dia a dia de jovens que praticam a automutilação. Reconhecido como um transtorno mental pela Associação Americana de Psiquiatria desde 2013, o hábito de se machucar com cortes, queimaduras e outras ações de caráter destrutivo no próprio corpo vem crescendo entre crianças e adolescentes.

Um levantamento recente divulgado pelo Sistema Nacional de Saúde britânico aponta que a prática de automutilação cresceu 70% entre crianças e adolescentes, de 10 a 19 anos, nos últimos dois anos. Outros estudos realizados nos Estados Unidos e no Japão relatam que a prática tem ficado mais frequente na última década e que já atinge 1 a cada 5 jovens de várias partes do mundo. O dado é alarmante para pais, professores e especialistas.

Mas o que leva pessoas tão jovens a portar facas, agulhas, estiletes, lâminas, cacos de vidro ou qualquer outro tipo de material que as façam machucar a si mesmas até sangrar?

Cortes profundos, incisões, queimaduras, mordidas e arranhões parecem ser o amparo desses jovens. Quem está sofrendo uma dor emocional procura na automutilação alívio e prazer, maneiras de esquecer os problemas, as angústias, os traumas e ainda uma forma de lidar com a sensação de vazio que sente dentro de si.

Dores emocionais x razão

São as dores emocionais as que mais machucam e, segundo uma pesquisa da Universidade Purdue, no Estado norte-americano de Indiana, as que mais perduram. Portanto, elas podem ser as grandes responsáveis por impedir que indivíduos ainda tão jovens sigam em frente. Pelo fato de não conseguirem tomar uma decisão racional para encarar problemas e traumas sofridos, também não conseguem discernir o que é melhor para si mesmos.

O flagelo do próprio corpo serve como um substituto para a dor emocional, para alguns jovens que se sentem frágeis diante da vida. Existe um dito popular que afirma que “quando a cabeça não pensa, o corpo padece” e serve para configurar a situação desses jovens que preferem sentir dor física.

O vazio precisa ser preenchido com vontade, ânimo e inteligência para que o jovem não se prenda em uma rede cheia de emoções e se afunde cada vez mais.

Quanto mais cedo o jovem tomar consciência de que quem está à frente das próprias decisões é a sua capacidade de raciocinar e decidir qual caminho trilhar – seja o da lamentação, seja o da superação –, mais rapidamente ele descobrirá que as experiências emocionalmente dolorosas não devem se perpetuar na sua vida.

Fonte: Universal.org
Foto: Fotolia

[via Meninas de Fé]
Por que jovens estão mutilando o próprio corpo?

Trocar a dor emocional pela dor física vale a pena? A substituição de uma sensação por outra faz parte do dia a dia de jovens que praticam a automutilação. Reconhecido como um transtorno mental pela Associação Americana de Psiquiatria desde 2013, o hábito de se machucar com cortes, queimaduras e outras ações de caráter destrutivo no próprio corpo vem crescendo entre crianças e adolescentes.

Um levantamento recente divulgado pelo Sistema Nacional de Saúde britânico aponta que a prática de automutilação cresceu 70% entre crianças e adolescentes, de 10 a 19 anos, nos últimos dois anos. Outros estudos realizados nos Estados Unidos e no Japão relatam que a prática tem ficado mais frequente na última década e que já atinge 1 a cada 5 jovens de várias partes do mundo. O dado é alarmante para pais, professores e especialistas.

Mas o que leva pessoas tão jovens a portar facas, agulhas, estiletes, lâminas, cacos de vidro ou qualquer outro tipo de material que as façam machucar a si mesmas até sangrar?

Cortes profundos, incisões, queimaduras, mordidas e arranhões parecem ser o amparo desses jovens. Quem está sofrendo uma dor emocional procura na automutilação alívio e prazer, maneiras de esquecer os problemas, as angústias, os traumas e ainda uma forma de lidar com a sensação de vazio que sente dentro de si.

Dores emocionais x razão

São as dores emocionais as que mais machucam e, segundo uma pesquisa da Universidade Purdue, no Estado norte-americano de Indiana, as que mais perduram. Portanto, elas podem ser as grandes responsáveis por impedir que indivíduos ainda tão jovens sigam em frente. Pelo fato de não conseguirem tomar uma decisão racional para encarar problemas e traumas sofridos, também não conseguem discernir o que é melhor para si mesmos.

O flagelo do próprio corpo serve como um substituto para a dor emocional, para alguns jovens que se sentem frágeis diante da vida. Existe um dito popular que afirma que “quando a cabeça não pensa, o corpo padece” e serve para configurar a situação desses jovens que preferem sentir dor física.

O vazio precisa ser preenchido com vontade, ânimo e inteligência para que o jovem não se prenda em uma rede cheia de emoções e se afunde cada vez mais.

Quanto mais cedo o jovem tomar consciência de que quem está à frente das próprias decisões é a sua capacidade de raciocinar e decidir qual caminho trilhar – seja o da lamentação, seja o da superação –, mais rapidamente ele descobrirá que as experiências emocionalmente dolorosas não devem se perpetuar na sua vida.

Fonte: Universal.org
Foto: Fotolia

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