segunda-feira, 30 de junho de 2014

Pr. Claudionor Bezerra - Por que muitas pessoas ficaram escandalizadas com a entrevista do Caio Fábio no Gentili?

Antes de continuar um AVISO: Esse texto não é uma defesa do Caio e nem das ideias por ele defendidas! (Seria tolo, no mínimo, eu querer defender aquilo que está dito nos milhares de vídeos do próprio Caio).
MAS… como muita gente não sabe ou não quer entender quais sejam algumas das convicções do Caio… esse texto serve para ajudar aqueles que em coração sincero procuram entender! Sim. Porque alguns não querem e nem se dão ao trabalho posto que já realizaram o juízo antecipadamente. Ademais, como eu mesmo já compartilhei (e ainda compartilharei) muitos vídeos do mesmo e, sendo sabedor das muitas pessoas que me pediram uma opinião sobre a famigerada entrevista… lá vai!
Antes… outra coisa! Não tenho tempo de pinçar trechos das falas do Caio nos diversos vídeos os quais eu já assisti para comprovar o que direi! Mas, o que direi, direi das minhas percepções em honestidade e verdade daquilo que apreendi das falas do mesmo!
O que dizem:
“Caio está no ostracismo e polemiza para ganhar espaço na mídia!”
O que eu penso:
Penso que isso revela que no imaginário de muitos a “mídia” ainda é um lugar sagrado de sucesso. Posto que está “lá” define o sucesso e não está “lá” significa viver no ostracismo! Não me espanto de muitos pensarem assim em função de que os que “lá” estão se orgulham de “lá” estarem! Outrossim, Caio também já esteve “lá”. Com a diferença de que quando “lá” estava, não se mantinha pelas artimanhas dos que agora “lá” estão seduzidos pelo poder. Além disso, quem conhece o Caio sabe que o “lugar” que ele está agora é o resultado de uma opção feita em liberdade de consciência. Ou você acha que faltaram convites a ele?
O que dizem:
“Caio chamou todo evangélico de burro”
O que eu penso:
Quem se ofendeu com isso é o quê? Por favor! É óbvio que Caio se refere ao inconsciente coletivo instalado em meio a “massa” de milhões de evangélicos que desistiram de pensar por si mesmos! É verdade isso? Não fosse, não veríamos o que vemos no meio evangélico… Doutra sorte, o que dizer dos milhares de evangélicos tratados com amor pelo Caio, além dos muitos amigos pastores evangélicos que ele possui. Ou como ele mesmo diz: “Gente boa de Deus”! Não faz muito tempo ele recebeu a visita do Rev. Guilhermino Cunha, ex-presidente do Supremo Concílio da IPB em seu programa! Tá bom! Já chega sobre isso se não eu é que fico burro!
O que dizem:
“Caio não acredita na Bíblia. Ele é um Herege!”
O que eu penso:
Eu penso que essa questão é muito cara para o Caio, em face de que ela possibilita aquilo que eu considero ser para ele uma questão fundamental: “Jesus como chave hermenêutica”. Como ele mesmo afirma: “a Bíblia sem a referência do Evangelho é a mãe das heresias”. São tantos os vídeos do Caio sobre essa questão que não preciso me alongar muito! Para o Caio, a Bíblia tem que ser lida a partir de Jesus! O Verbo Encarnado! O que tiver sua validação em Jesus, permanece! Aquilo que não tiver sua validação em Jesus, caducou! Simples assim! Os aplicativos dessa convicção e as implicações da mesma realmente podem chocar aqueles que não discernindo o significado essencial do Evangelho se tornaram religiosos demais para suportarem o barulho dessa convicção.
O que dizem:
“Caio acredita que os anjos possuíram as filhas dos homens”
O que eu penso:
E daí? É uma opinião dele! Na história tem gente que concorda e outros que discordam. Só.
O que dizem:
“Caio disse que Jesus não fundou o cristianismo”
O que eu penso:
Ué!? Alguém discorda!
O que dizem:
“Caio tem uma linguagem chula”
O que eu penso:
Eu penso que o problema aqui não é o que ele fala (levando-se em consideração que o programa também é de humor). Mas sim, o fato dele desconstruir o esteriótipo de “santarrice” construído ao longo dos anos no meio evangélico. Ou você não acha que muita gente ficou chocada com o cabelo do Caio?! rsrsrsrs! A franqueza no falar é algo insuportável para quem exacerba o poder da “imagem” do homem-sacerdote! Sem falar de que longe dos microfones e púlpitos tem gente que fica bem a vontade né!?
O que dizem:
“Caio falou que existe muito gay no movimento evangélico”
O que eu penso:
Não conheço nenhuma estatística nesse sentido… sei que tem alguns (rsrsrs)! Mas a questão toda é que a pauta “gay” no meio evangélico atualmente é patrulhamento moral e ideológico! Sem falar de que virou plataforma para que os “ditos” representantes da “família” se perpetuarem no poder! A campanha eleitoral está batendo as portas e você verá se falo a verdade ou não!
O que dizem:
“Caio fez apologia a pedofilia ao falar das suas experiências sexuais aos cinco anos”
O que eu penso:
É demais! Já havia ouvido diversas vezes esse mesmo relato! E nunca ouvi o Caio falar disso como alguém que houvera ficado traumatizado! Ele tinha cinco anos! Agora, usar isso para dizer que ele fez apologia a pedofilia? Por favor! Basta ouvir quantas pessoas traumatizadas por abusos sexuais já foram ajudadas por ele! Aí é maldade mesmo!
Por fim… a clássica! O que dizem:
“Caio caiu! Adulterou e não reconheceu o pecado e agora fica querendo justificar seu erro”
O que eu penso:
Aqui eu não digo mais nada! Já chega! Deixa o próprio falar:
“Eu sou um homem divorciado. Tem gente que pensa que porque me divorciei eu advogo o divórcio. Pelo amor de Deus! O divórcio é uma droga, é horrível. Dói nas entranhas, arrebenta você todo. Só advoga o divórcio quem nunca provou um ou quem passou por um divórcio da maneira mais leviana possível, Porque não basta que a Palavra nos diga que o divórcio é apenas uma amputação para salvar o ser de uma doença maior, e é só em casos extremos que se recorre a ele como medicina, mas não é, de modo algum, uma proposta de existência. Não significa: ‘Olha, se não deu certo, parte pra outro, e vai partindo, vai partindo…’ Não. O indivíduo tem de fazer o possível para salvar o que tem. Só não dá para ficar se não der para suportar; se a alma estiver morrendo! Isso é uma coisa. Outra, porém, é fazer do divórcio uma proposta de vida. Quem faz dele uma proposta de vida é, em geral, aquele indivíduo que tem uma determinada condição pessoal e quer justificá-la. Então cria uma doutrina para justificar sua condição pessoal e sua doutrina parra a ser um ensino que induz outros para a mesma coisa”.
Por fim, repito, estas são ponderações que fiz em razão dos muitos que me solicitaram opinião sobre a entrevista. Ou seja, se você não concorda nem se dê ao trabalho de contestar. Não estou aberto ao debate!
Pr. Claudionor Bezerra
gospelmais

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