quarta-feira, 14 de maio de 2014

Pastor Jasiel Botelho ensina fala sobre educação de filhos

Pastor Jasiel Botelho ensina fala sobre educação de filhosO pastor Jasiel Botelho foi um dos preletores do 41º Encontro Sepal que aconteceu entre os dias 5 e 9 de maio em Águas de Lindóia.
O tema do evento voltado para pastores e líderes foi “Uma Igreja Chamada Família” e o pastor Botelho ministrou a palestra “Teologia da Família” falando sobre como educar filhos propondo o modelo de “educação na graça”.
“A graça é um favor imerecido, é você aceitar a pessoa como ela é. Por exemplo, você ao educar um filho, quer que ele seja à sua imagem e semelhança. Mas a graça não tem limites”, disse ele.
Pai de três filhos, o pastor reconhece que errou na educação do mais velho, e até reconhece ter negligenciado as coisas mais importantes na educação que são o amor, a consideração, o respeito e a amizade.
Além disso ele propõem que as famílias criem o hábito de falarem sobre as coisas de Deus, ensinar seus filhos sobre a Bíblia, algo que é cada vez mais raro nos dias de hoje.
Confira a entrevista completa com o pastor, que também é conhecido por pintar quadros durante o louvor:
Sobre a palestra “Teologia da Família”, como é essa nova forma de educar os filhos que você propaga?
Jasiel Botelho: A nova maneira de educar que eu proponho é “educando na graça”. A graça é um favor imerecido, é você aceitar a pessoa como ela é. Por exemplo, você ao educar um filho, quer que ele seja à sua imagem e semelhança. Mas a graça não tem limites.
Na verdade, temos que aprender a questão não só da educação pela graça, mas também viver pela graça. Quando você faz isso, vai além da lei – que, para ser cumprida, precisa ameaçar. A graça não ameaça. É difícil entendermos essa ideia, mas Cristo nos revelou ela em Jesus, através do Evangelho. Se você for pela lei e não pela graça, vai sofrer e ter muitas dificuldades.
E sobre a rigidez dos pais na criação dos filhos, qual a sua opinião sobre isso?
JB: Eu tenho um filho mais velho que não se parece nada comigo, mas sim com a mãe e eu tive uma dificuldade enorme em aceitar ele, inconscientemente eu o rejeitei. E por rejeitá-lo eu o disciplino muito mais, eu forço a barra pra que ele seja o que eu quero que seja, o que eu aprendi a ser com a minha família. Eu aprendi com os americanos que pra educar um filho, você tem que ser rígido. Mas educar na graça é diferente.
Aconteceu algum fato que fez você enxergar essa nova forma de educar os filhos? Você criou seus filhos assim?
JB: Tenho três filhos. Eu errei muito com meu primeiro filho, depois com o segundo eu fui melhor. Como eu sou uma pessoa muito aberta no temperamento, eu fico questionando tudo. Eu sou o primeiro a me criticar. Eu sempre questiono. E hoje eu estou em crise. Porque a maioria das coisas que eu ensinei e que fiz, eu considero hoje “palha”. E coisas importantes como o amor, a consideração, o respeito, a amizade, a gente negligencia.
Você acha que os cristãos estão praticando a graça nas igrejas?
JB: Você pode perceber pelas brigas entre os crentes que é terrível. O pior ódio é o ódio teológico. Você é capaz de matar uma pessoa porque ela não crê no teu Deus. Isso é um absurdo. Como não percebemos isso? Temos que ver o que Deus revelou através de seu filho e das escrituras, o novo testamento. A igreja atualmente, vive muito o Antigo Testamento, essa coisa da luta, guerra espiritual, prosperidade, quando na verdade, Jesus é da paz. Pra mim o inimigo número um hoje é a religião. A minha tentação é ser religioso, vender uma imagem de santo, de certinho. E isso não tem nada a ver com o evangelho. Eu não sei o que vai acontecer, mas eu tento fazer a minha parte. Gostaria muito de amar incondicionalmente, mas eu tenho minhas falhas como qualquer outro ser humano.
Como os casais podem ter uma vida mais saudável em Deus?
JB: Eu acho que falta um crescimento. A gente transferiu pra Igreja todo um conhecimento teológico. O povo judeu, por exemplo: eles iam para a sinagoga, mas os pais ensinavam os filhos em suas casas. Eu acredito que hoje, por conta da nossa vida pós-moderna, com muita correria, a gente não tem um momento com a família de educação teológica, falar sobre Deus. Não temos tempo nem de lazer, hoje em dia é tudo eletrônico. A educação teológica a gente transfere para o professor da escola dominical, pra igreja. Mas cada igreja tem seus vícios. Mas também, a beleza de Deus está nisso, em administrar tudo isso… A família tem que se cuidar. Os pais têm que ensinar os seus filhos. Apesar de tudo Deus nos abençoa muito.
Você pinta quadros durante o louvor. Como surgiu isso?
JB: Eu fui desenvolvendo isso. Desde pequeno eu tenho esse dom, e eu fui desenhista, trabalhei com isso. Mas em um acampamento eu vi um irmão pintando um quadro durante o louvor e eu achei aquilo maravilhoso, fiquei encantado e quis fazer também. Eu busquei, encontrei dificuldades, mas fui desenvolvendo, fui aperfeiçoando e isso se tornou um ministério. Infelizmente poucas pessoas fazem isso e a Sepal é uma vitrine, eu faço isso aqui há 20 anos. Eu sempre repito uns 10 quadros, porque eu tenho que pintar só em 20 minutos, então eu preparo o quadro antes e termino no momento do louvor. E eu sempre trago nos meus quadros a mensagem da cruz. Tem que sempre ser uma mensagem explicita. Esse ministério inclusive eu fiz ao ar livre. Eu ficava pintando e depois eu pregava pra quem estava parado olhando.

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