sábado, 5 de abril de 2014

Especial Luther King Jr - A falta que fazem os profetas

Em 28 de agosto de 1963, King Jr, subiu os degraus do Memorial de Lincoln para fazer o seu mais famoso discurso, I Have a Dream. Sua voz ecoava por todo o mundo enquanto a paixão de um profeta se derramou por seu povo. Era o coração de Deus que pedia que os homens não fossem julgados pela cor de sua pele, mas pelos conteúdos do caráter. Sua vida impressionou tanto que em 10 de dezembro de 1964, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Lendo-o, juntei alguns de seus pensamentos, reproduzo-os aqui para que notemos a falta que os profetas fazem.
Homens e mulheres vivendo em comunidade.
“Quando o indivíduo não é mais um verdadeiro participante e não percebe sua responsabilidade para com sua sociedade, os conteúdos da democracia se esvaziam. Quando a cultura se degrada e a vulgaridade é entronizada; quando o sistema social não constrói segurança, mas induz o medo, inexoravelmente o indivíduo é impelido a se isolar completamente desta sociedade sem alma. Este é o processo que produz alienação – talvez a mais insidiosa característica da sociedade contemporânea.”
A grandeza dos ideais:
“A medida de um homem não se ele afirma em tempos de conforto e conveniência, mas repousa nos seus posicionamentos em tempos de desafios e controvérsias.”.
“A coragem encara o medo e, portanto, dele se assenhora. A covardia reprime o medo, e portanto, dele se torna escrava. Homens corajosos nunca perdem o elã pela vida mesmo que a situação que vivam seja sem brilho; covardemente, homens esmagados pelas incertezas da vida perdem o desejo de viver. Devemos constantemente erguer diques de coragem para deter as inundações do medo.”
O próximo:
“A maioria daqueles que vivem na América rica ignora os que vivem na América pobre; ao fazerem isso, os ricos americanos terão que eventualmente enfrentar a pergunta que Eichmann preferiu ignorar: Qual a minha responsabilidade pelo bem estar do meu próximo? Ignorar o mal é tornar-se cúmplice dele. “
Deus e religião
“ A ciência investiga; a religião interpreta. A ciência fornece o conhecimento que dá poder; a religião fornece a sabedoria que dá controle. A ciência lida com os fatos, a religião lida primordialmente com os valores. As duas não são rivais. Elas se complementam. A ciência ajuda a religião a não cair no vale paralisante da irracionalidade e do obscurantismo. A religião previne a ciência de despencar no pântano do materialismo obsoleto e do niilismo moral.”
Em 4 de abril de 1968 uma bala assassina silenciou esse profeta de Deus. Contudo, sua vida continua inspirando milhões de homens e mulheres. Martin Luther King, Jr, não pode ser esquecido da geração evangélica deste novo milênio.
Que ele nos inspire a desejar mais profetas na igreja. Precisamos de homens e mulheres que não nos deixem acostumados com a ordem natural das coisas. Gente, cuja voz troveje ira contra a iniqüidade e a injustiça, mas nunca falem sem a ternura de Deus. Que o mote de Luther King Jr – I have a dream – ecoe entre as paredes das igrejas, para que nunca deixemos de sonhar em tempos de imediatismos.
Jesus mandou que orássemos pedindo mais obreiros para a sua seara. Minha prece é que ele mande mais profetas.
Soli Deo Gloria
Ricardo Gondim

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